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O Centenário da AD em Santos - crise sucessória

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Para melhor compreensão da crise eclesiástica na AD em Santos na década de 1960, no período anterior à posse do pastor João Alves Corrêa, é necessário fazer uma breve retrospectiva da história da igreja-mãe das ADs no estado paulista. Em 1945, o então pastor da igreja, Francisco Gonzaga da Silva morreu vítima de um atropelamento. Após a morte do pastor Gonzaga, assumiu provisoriamente a igreja santista, o pastor Francisco Paiva Figueiredo, que entregou a direção dos trabalhos ao pastor Bruno Skolimowski. Entre 1945 e 1953, Skolimowski pastoreou o campo eclesiástico no litoral paulista. Ainda durante a sua gestão em 1953, a igreja recebeu uma das mais tensas e controversas CGADB. Logo após a Convenção Geral, o pastor Geraldo Machado foi designado para liderar a AD em Santos. Antigo templo sede da AD em Santos Geraldo Machado permaneceu no cargo até 1961, ano em que foi afastado do pastorado por questões éticas. Em seu lugar, reassumiu a liderança da igreja, o pastor Bruno Skolimowski. A

O Centenário da AD em Santos - início, expansão e crises

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A histórica cidade de Santos, no litoral de São Paulo, contava com 135 mil habitantes, quando em 1924, pentecostais vindos do Recife (PE) iniciaram o trabalho de evangelização no bairro da Ponta da Praia. No mesmo ano, o missionário sueco Daniel Berg desembarcou na região para fundar oficialmente a Assembleia de Deus (AD). Nestes cem anos de existência da igreja, a lém de Daniel Berg, lideraram a AD santista os pastores Jahn Sörheim, Clímaco Bueno Aza, Simon Lundgren, Olímpio Rodrigues, Clímaco Bueno Aza, Francisco Gonzaga da Silva, Francisco Paiva Figueiredo, Bruno Skolimowski, Geraldo Machado, Henrique Lelis Conceição, Eurico Bergstén, João Alves Corrêa e; por último, seu atual presidente, Paulo Alves Corrêa. Durante esse período, a congregação pentecostal passou do galpão da avenida Rei Alberto, Ponta da Praia, para a rua João Guerra, 266, local que ficava entre a área portuária e a zona da orla, no Macuco, um dos bairros mais tradicionais e, na época, mais populoso de Santos. Com a

A apoteose de Madureira em São Cristóvão

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Hoje foi um dia de celebração para as Assembleias de Deus (ADs) na cidade do Rio de Janeiro. Depois de dias de expectativas, os líderes da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério de Madureira (CONAMAD), que estavam na 50ª AGE, e mais uma multidão de fiéis, marcharam em direção ao templo da AD Missão Apostólica da Fé (ADMAF), antiga São Cristóvão, que passou a ser oficialmente parte do Ministério de Madureira. Todas as movimentações desta manhã foram carregadas de simbolismos. Conduzindo o povo no grande desfile histórico estava a Banda “Paulo Leivas Macalão”. Durante os dias de AGE, e hoje na oficialização da ADMAF como parte da “Nação Madureira” estava o neto de Gunnar Vingren, o fundador da igreja carioca. Não só isso, familiares do pastor Túlio Barros, antigo líder da ADMAF, presenciaram, na pessoa do pastor Jessé Maurício, a entrega da instituição ao Bispo Abner Ferreira, novo pastor-presidente da igreja, ou pelo menos, o que sobrou dela. Antes, quando um visitante ou

Pastor Gilberto Marques - de empresário a “peão de Jesus”

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A morte do pastor Gilberto Marques de Souza, presidente da Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Evangélicas das Assembleias de Deus do Pará (COMIEADEPA), aos 81 anos de idade, causou profunda comoção entre os líderes e membros das ADs em todo o Brasil.  Por mais de 30 anos o veterano obreiro presidia a COMIEADEPA e era aliado estratégico do pastor José Wellington Costa Júnior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), ocupando o cargo de 1º vice-presidente da instituição. Apesar de ter feito carreira ministerial no Norte do país, o saudoso pastor era mineiro da cidade de Frutal. Nascido numa família de 10 irmãos, Marques se converteu aos 12 anos de idade, em 1954, na cidade de Olímpia (SP). Logo sua casa tornou-se uma congregação da AD, sendo ele e seus familiares os primeiros membros da igreja local. Dois anos depois, recebeu o batismo no Espírito Santo.  Em janeiro de 1969, casou-se com Maria Alice Morais de Souza, com quem teve três filhos. N

AD em São Cristóvão, RJ - surpresas no centenário

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Há cem anos, Gunnar e Frida Vingren organizaram a Assembleia de Deus (AD), em São Cristóvão, na Zona Central da cidade do Rio de Janeiro. A congregação implantada no antigo Distrito Federal, em pouco tempo expandiu-se pelas regiões próximas. Dessa expansão surgiu o Ministério de Madureira, liderado pelo jovem Paulo Leivas Macalão. Os principais missionários suecos no Brasil lideraram a AD carioca. Pastores pioneiros como Francisco Pereira do Nascimento, Alcebiades Pereira Vasconcelos, José Pimentel de Carvalho e Túlio Barros Ferreira em muito contribuíram para o crescimento do ministério. O Mensageiro da Paz, a CPAD, o CAPED e tantas outras belas iniciativas de evangelismo e missões tiveram na AD do Bairro Imperial suas origens. A igreja carioca foi essencial para modelar e expandir o pentecostalismo no país.  Porém a política eclesiástica destruiu a AD São Cristóvão. Com idade avançada, o então pastor da igreja Túlio Barros entregou a liderança em 2004, para o seu filho caçula Jessé M

Censo IBGE 2022 e as Assembleias de Deus

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Foi amplamente divulgado neste início do mês de fevereiro, os dados do IBGE - Censo 2022, que o Brasil tem mais templos religiosos do que escolas e hospitais. São 580 mil espaços (próprios ou alugados) de diferentes tipos de religião contra 264,4 mil instituições de ensino e 247,5 mil unidades de saúde. Logicamente que nessa conta entram todos os locais de culto das mais variadas religiões e seitas implantadas pelo país. É fato também que, pelo seu gigantismo e capilaridade, as ADs contribuíram para essa marca interessante da sociedade brasileira.  Na história das ADs encontramos um bom exemplo que confirma essa afirmação, quando na Convenção Geral de 1940, na Bahia, os convencionais propuseram uma maior dedicação das igrejas “à evangelização das cidades do interior, já que ultimamente as igrejas estavam mais voltadas para o crescimento nas grandes cidades.” Na resolução da CGADB, os obreiros deveriam obedecer o chamado de Deus sem visar “o conforto” dos grandes centros, mas levar o ev

Adriano Nobre - o cancelamento histórico

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Quando A Seara foi recém lançada na década de 1950, adiantava-se na contracapa da revista que chegava aos leitores, os principais assuntos da próxima edição. Criava-se assim, uma boa dose de expectativas sobre os temas pautados pelos seus jovens editores da CPAD. Só para lembrar: a revista A Seara foi lançada em setembro de 1956, e tinha propostas que, se colocadas em prática, trariam maior abertura à denominação. No periódico eram debatidos assuntos polêmicos como institutos bíblicos e congressos de jovens; assuntos controversos para a época. Idealizada por Augusto Rocha, João Pereira de Andrade e Silva e Joanyr de Oliveira, A Seara teve uma excelente recepção no mercado evangélico. Nos registros oficiais, o novo produto da CPAD foi recebido com alegria. O pastor João Pereira, anos depois do lançamento do produto, relatou que a “felicidade de (quase) todos era imensa”. A falta de unanimidade sobre uma revista com boa tiragem e abrangência nacional, devia-se ao fato de alguns líder