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Ministério de Perus – tensões e sucessão

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Em postagem anterior, destacou-se a origem e expansão do Ministério de Perus (no noroeste da cidade de São Paulo), cuja fundação aconteceu em 1947. Em princípio, a congregação era filiada a AD de São Caetano do Sul, entretanto, foi com o Pastor Benjamim Felipe Rodrigues que o núcleo pentecostal na região cresceu e ganhou sua identidade e autonomia. O Campo de Perus (como assim era chamado), porém, ao longo dos anos, manteve relações fraternais com Madureira, de onde era originário e participava da CONAMAD. A presença dos antigos líderes de Madureira era também constante nos eventos em Perus. Fotos da inauguração do histórico "Templo do Relógio", em 1976, são provas disso. Mas, assim como Madureira mantinha atritos com os Ministérios da Missão e lutava por espaço dentro da CGADB, o Campo de Perus, por sua vez, se sentia tratado como algo menor dentro da CONAMAD e sem chances de visibilidade. A luta para editar o periódico mensal O Arado , em 1990, foi um exemplo: a Mesa Direto

Sumário Histórico dos 20 primeiros anos da ADEPLAN

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Por Edson Lago Cruz* Impulsionado pelo Espírito Santo, o Pastor Geraldo Batista de Araújo, em companhia de um grupo de oito pessoas – nele incluída sua família (esposa e filhos), fundou no dia 07 de setembro de 1971, (a dois meses de atingir 50 anos) a Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Planalto Central. A sede provisória ficava na Asa Norte, Plano Piloto em Brasília. A iniciativa “obedecia a visão celestial" na qual o Senhor ordenava ao Pastor Geraldo Batista de Araújo que “atravessasse o Jordão”. A primeira diretoria da ADEPLAN assim foi composta:  Presidente: Pr. Geraldo Batista de Araújo;  Vice-Presidente: Pr. Antônio Cardoso dos Santos;  Primeiro Secretário: Elionai Batista de Araújo (filho do Pr. Geraldo);  Segundo Secretário: José Arimatéia Fernandes da Silva;  Primeiro Tesoureiro: Alano Soares de Souza e como  Segundo Tesoureiro: Jemima Garcia de Araújo (filha do Pr. Geraldo e que posteriormente se tornou esposa do saudoso Bispo Daniel Malafaia). O Pastor Geraldo Bati

Jesuíno da Silva Lima – o pastor Brizolista

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Natural de São Luiz Gonzaga, município da região dos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, o Pastor Jesuíno da Silva Lima foi um dos maiores líderes da Assembleia de Deus (AD) no Rio Grande do Sul, tendo presidido a Convenção das Igrejas Evangélicas e Pastores da Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Sul – CIEPADERGS, por diversas vezes. Nascido durante a República Velha em 1913, e no domicilio eleitoral de um grande prócer das oligarquias da política nacional: o Senador Pinheiro Machado, Lima tinha uma origem social muito diferente da maioria dos membros das ADs da sua época. Vindo de uma família de estancieiros, proprietários de terras e gado e com boa instrução, na juventude viu o conterrâneo Getúlio Vargas chegar ao poder e por fim à República Velha em 1930.  Cercado de referências políticas, o jovem Lima conheceu o evangelho aos 20 anos de idade, em 1933. Após o casamento em 1944, começou a dirigir igrejas: Itacurubi e Cacheira do Sul foram as primeiras congregaçõe

110 anos das Assembleias de Deus - A CPAD no Rio de Janeiro

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A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) nasceu no dia 13 de março de 1940, ao ser organizada juridicamente no Rio de Janeiro. O Mensageiro da Paz (MP), as revistas “Lições Bíblicas” e alguns livros e folhetos, já circulavam pelas igrejas e eram confeccionados em gráficas particulares.  Antes disso, consta nos registros da CGADB realizada na AD de Belém do Pará, em 1936, a proposta do Missionário Nils Kastberg de fundar uma editora. O jornalista Emílio Conde, no Mensageiro da Paz , em 1938, também manifestou o desejo da criação de uma editora própria para as ADs.  Porém, foi por força de um decreto do presidente Getúlio Vargas, em 1940, exigindo o registro de todos os jornais no Departamento de Imprensa e Propaganda (D.I.P.), órgão que regulava a imprensa, que o sonho da editora virou realidade. Estabelecia o decreto, que somente entidades com personalidade jurídica poderiam possuir jornais.  Líderes das ADs homenageados em 1990, na CPAD Para não interromper a veiculação do j

O Serviço Nacional de Inteligência - SNI e o Mensageiro da Paz

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O Serviço Nacional de Informações (SNI) foi criado em junho de 1964 com o objetivo de supervisionar e coordenar as atividades de informações e contrainformações no Brasil e  no exterior funcionando como um órgão de espionagem do Regime Militar (1964 - 1985).  Segundo o site Memorial da Democracia , O SNI monitorou atividades dos brasileiros dentro e fora do país. Em pouco tempo, o SNI tornou-se uma vasta teia de espionagem, intrigas políticas e negócios ilegais, a ponto de se atribuir ao general Golbery a frase "Criamos um monstro", quando o regime militar estava nos seus estertores. Para os leitores e pesquisadores segue um exemplo de como o SNI monitorava até os evangélicos, que no geral apoiavam os militares. O documento sigiloso revela as analises feitas pelos arapongas do "insuspeito" Mensageiro da Paz no ano de 1985.    Fonte: Arquivo Nacional

Os 90 anos da AD em Santa Catarina - a primeira cooperadora

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Élida Andrioli Vieira A jovem Élida Andrioli Vieira foi uma das pioneiras da Assembleia de Deus em Santa Catarina. Aos 22 anos aceitou Jesus como salvador através da mensagem pregada pelo Pastor André Bernardino da Silva. Nos primórdios, a jovem muito cooperou na obra pentecostal, pregando e ensinando nos primeiros núcleos de crentes que se formavam na região.  Bernardino relatou no Mensageiro da Paz, que ao adoecer após um batismo em águas, não pôde atender a Escola Dominical em Itajaí, mas enviou a cooperadora para a tarefa de ensinar. Numa congregação de maioria analfabeta, a moça letrada tinha grande vantagem no desenvolvimento das ministrações. Posteriormente, com a visita de Gunnar Vingren, a Santa Catarina, Élida Vieira foi separada ao cargo de diaconisa da igreja.  É possível, que a jovem tenha sido a primeira cooperadora da AD catarina. João Santana, o doador do terreno para construção do primeiro templo é considerado o primeiro auxiliar, mas nas informações dadas ao Mensagei

Os 90 anos da AD em Santa Catarina - Os primeiros líderes/Albert Widmer, o breve

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Em boa parte dos estados do Brasil, o começo das Assembleias de Deus foi assim: um missionário sueco evangelizava uma determinada região e implantava uma igreja. Muitas vezes as congregações eram organizadas a partir de núcleos pentecostais pré-existentes.  Em Santa Catarina deu-se o inverso. Um nativo iniciou o trabalho e, cinco anos depois, cedeu a direção para um estrangeiro. André Bernardino foi o primeiro pastor em terras catarinas, mas a obra só se desenvolveu de fato com os missionários norte-americanos. Entre os períodos de liderança de Bernardino (1931-1936) e Jonh Peter Kolenda (1940 -1952) representante da missão dos EUA), esteve o Missionário Albert Widmer.  Sabe-se que Widmer era suíço e missionário metodista pentecostal. Recebia o seu sustendo da Inglaterra e chegou ao Brasil na década de 1930. Há informações, que antes de chegar em Santa Catarina, ele teria passado pelos estados do Amazonas, Pernambuco, Bahia e São Paulo.  Albert Widmer Como ele chegou à liderança da inc