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Mostrando postagens de Novembro, 2018

O caso Frida Vingren - CPAD desmente versão da BBC Brasil

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A reportagem produzida pela BBC Brasil e replicada por vários sites de informação no país, inclusive o G1 do Grupo Globo, fez o livro Halleljua Brasilien!, da jornalista sueca Kajsa Norrel, publicado em 2011, sobre a vida e morte da missionária Frida Vingren ficar conhecido do grande público evangélico e secular. As controversas informações da matéria, geraram uma nova onda de debates sobre o ministério feminino e o triste destino de Frida Vingren, esposa do mítico fundador das Assembleias de Deus no Brasil, Gunnar Vingren; esquecida e morta na Suécia em setembro de 1940. Por se tratar de uma figura emblemática da história assembleiana e em parte pelo "vazamento" de notas polêmicas, o Mensageiro da Paz (edição de outubro de 2018) trouxe em suas páginas, um texto-resposta escrito pelo jornalista e historiador Isael de Araújo, autor de uma biografia sobre a pioneira publicada pela CPAD em 2014. Chamada do MP: tentativa de controle da História O posicionamento ofic

Gunnar, Frida e Nyström - tempos conturbados

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O missionário Gunnar Vingren, juntamente com seu companheiro Daniel Berg chegaram ao Brasil, especificamente em Belém do Pará, no dia 19 de novembro de 1910. Sete meses depois, no dia 18 de junho de 1911, os suecos iniciaram o trabalho da Missão da Fé Apostólica, depois modificado para Assembleia de Deus (AD). A história é conhecida: a igreja formada apenas por alguns membros excluídos da Igreja Batista em Belém, sob a liderança de Vingren e Berg cresce e se expande por todo o país. Paralelamente, o apoio da Igreja Filadélfia, em Estocolmo foi fundamental. Lewi Pethrus, amigo de infância de Daniel Berg e grande líder do movimento pentecostal na Suécia, enviou missionários ao Brasil para consolidar a grande obra de evangelização. Entre eles, o casal Samuel e Lina Nyström. Família Vingren: o amargo regresso em 1932 Os Nyström chegaram ao Brasil em agosto de 1916. Samuel era um obreiro de extrema competência e foi pioneiro na abertura de vários trabalhos na região norte. No ano

CGADB 1964 - entre o glamour e tensões

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Entre os dias 16 a 21 de novembro de 1964, a Assembleia de Deus na cidade de Curitiba recebeu a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). O país vivia os primeiros meses do Regime Militar (1964-1985) e o pastor José Pimentel de Carvalho (1916-2011) estava somente há dois anos na liderança da igreja curitibana. Silas Daniel, no livro da História da CGADB , destacou que a organização do evento naquele ano havia superado todas as demais até então realizadas. Isso só foi possível com a mobilização de toda a igreja e a formação de comissões e departamentos para receber os obreiros vindos de todo o país. Além das comissões de relações públicas, hospedagem e tesouraria, a AD curitibana ofereceu aos convencionais lavanderia, departamento de correios e passagens, barbearia, engraxates e local para atendimento médico. O departamento de Assistência Social prestava informações através de alto-falantes instalados para essa finalidade. Panorama de um dos cultos da CGADB

O general Macalão, positivismo e o Ministério de Madureira

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No livro Traços da vida de Paulo Leivas Macalão , Zélia Brito conta da chamada ministerial do pastor Paulo e da constante resistência do pai do líder de Madureira, o General João Maria Macalão em aceitar a mudança de planos do filho. O caçula da família gaúcha, deveria, conforme a vontade do seu genitor, seguir a carreira militar. Segundo Zélia, enquanto o jovem Paulo ainda estava no processo de conhecimento do evangelho, o General João Maria o confrontava com os livros de Darwin. Esse tipo de enfrentamento era típica para um militar de origem positivista, formado na Escola Militar do Rio Grande do Sul nos últimos anos do Império Brasileiro e no período da implantação da República. O positivismo, corrente filosófica francesa que teve início no começo do século XIX, defendia o conhecimento científico como única forma de saber verdadeiro. Todas as outras formas do conhecimento humano não comprovadas cientificamente eram consideradas crendices e vãs superstições. No Rio Grand