quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O caso Frida Vingren - CPAD desmente versão da BBC Brasil

A reportagem produzida pela BBC Brasil e replicada por vários sites de informação no país, inclusive o G1 do Grupo Globo, fez o livro Halleljua Brasilien!, da jornalista sueca Kajsa Norrel, publicado em 2011, sobre a vida e morte da missionária Frida Vingren ficar conhecido do grande público evangélico e secular.

As controversas informações da matéria, geraram uma nova onda de debates sobre o ministério feminino e o triste destino de Frida Vingren, esposa do mítico fundador das Assembleias de Deus no Brasil, Gunnar Vingren; esquecida e morta na Suécia em setembro de 1940.

Por se tratar de uma figura emblemática da história assembleiana e em parte pelo "vazamento" de notas polêmicas, o Mensageiro da Paz (edição de outubro de 2018) trouxe em suas páginas, um texto-resposta escrito pelo jornalista e historiador Isael de Araújo, autor de uma biografia sobre a pioneira publicada pela CPAD em 2014.

Chamada do MP: tentativa de controle da História

O posicionamento oficial da CPAD através do biógrafo de Frida é mais uma tentativa de controlar a narrativa histórica sobre a senhora Vingren, a qual nos últimos anos tem sido alvo de várias pesquisas acadêmicas, que fogem dos conhecidos padrões narrativos da história eclesiástica e institucional.  A iniciativa da CPAD, portanto, tenta blindar a imagem da pioneira diante do grande número de fiéis assembleianos.

Os pontos da matéria da BBC Brasil mais questionados por Araújo foram: o desejo de Frida exercer o ministério pastoral, gerando, assim, perseguição dos líderes brasileiros e o suposto affair da missionária com um obreiro nativo. Tópicos, que no entendimento do jornalista, carecem de confirmações documentais e necessitam ser analisados cientificamente levando em conta o contexto da época.

Araújo afirma que, apesar de Frida ser lembrada como grande ensinadora, evangelista, compositora, musicista, poetisa, redatora esposa e mãe, ela nunca empunhou a "bandeira de militância ao engajamento feminino ao pastorado" ou encorajou as mulheres a desejarem o cargo de pastora. Porém reconhece que ela estimulava as irmãs a participarem mais na obra pentecostal.

Se Frida não desejava ou exercia a liderança de uma das principais igrejas do país no Rio de Janeiro, antiga Capital da República, como entender o trecho da carta de 1931 dos pastores brasileiros a Lewi Pethrus, no qual reclamam dos artigos escritos por Frida no Mensageiro da Paz sobre a conduta ministerial? Na missiva os obreiros avisam: "A velha questão acerca da mulher como dirigente ascende-se de novo, é certo é, se continuar como está, haverá um levante, talvez de um caráter mais melindroso do que o primeiro".

Se não houvesse problemas nesse assunto, a própria resolução da CGADB de 1930 não teria sentido algum quando diz: "...não se considera que uma irmã tenha função de pastor de uma igreja ou de ensinadora, salvo em casos excepcionais mencionados em Mateus 12. 3-8. Isso deve acontecer somente quando não existam na igreja irmãos capacitados para pastorear ou ensinar".

Gedeon Alencar, em seu livro Matriz Pentecostal Brasileira, transcreve o comunicado de exclusão de um membro da igreja assinado por Frida e mais dois obreiros no jornal Boa Semente em 1930. Não seria a evidência do exercício da sueca no cargo de dirigente (na ausência ou presença do esposo) da congregação carioca?

Talvez, o que poderia ser melhor analisado na questão da esposa de Frida são as circunstâncias históricas da época ou, como enfatiza Araújo, analisar o contexto histórico. Um dos maiores erros dos historiadores é o anacronismo, ou seja, atribuir valores do presente aos fatos do passado. Sendo assim, as posturas dos opositores em relação à missionária não seriam tão destoantes dos princípios da sociedade das primeiras décadas do século XX, marcada pelo forte patriarcalismo de suas relações sociais.

Ao refletir sobre isso e tentar recolocar devidamente os personagens e seus dramas na estrutura social e histórica da época, evita-se, assim, uma narrativa maniqueísta do tipo "o bem contra o mal". Mas as fontes mostram isso; o casal Vingren lutou sim pelo reconhecimento do ministério pastoral das mulheres no Brasil.

Contudo, o pentecostalismo moderno, originalmente aberto para a ascensão de negros e mulheres no ministério, não encontrou em sua implantação no Brasil e posteriormente nos EUA, respaldo na sociedade vigente. Foi engessado pelas mentalidades e cultura do seu tempo.

Entretanto, o ponto mais delicado da matéria da BBC Brasil é o suposto affair de Frida com um obreiro brasileiro; um segredo guardado anteriormente a sete chaves e só agora conhecido do grande público para desconforto dos guardiões da narrativa histórica da CPAD. Seria só um boato "infundado" como diz Araújo?

É o tema da próxima postagem!

Fontes:

ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael de. Frida Vingren: uma biografia da mulher de Deus, esposa de Gunnar Vingren, pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-44731827

Gunnar, Frida e Nyström - tempos conturbados

O missionário Gunnar Vingren, juntamente com seu companheiro Daniel Berg chegaram ao Brasil, especificamente em Belém do Pará, no dia 19 de novembro de 1910. Sete meses depois, no dia 18 de junho de 1911, os suecos iniciaram o trabalho da Missão da Fé Apostólica, depois modificado para Assembleia de Deus (AD).

A história é conhecida: a igreja formada apenas por alguns membros excluídos da Igreja Batista em Belém, sob a liderança de Vingren e Berg cresce e se expande por todo o país. Paralelamente, o apoio da Igreja Filadélfia, em Estocolmo foi fundamental. Lewi Pethrus, amigo de infância de Daniel Berg e grande líder do movimento pentecostal na Suécia, enviou missionários ao Brasil para consolidar a grande obra de evangelização. Entre eles, o casal Samuel e Lina Nyström.

Família Vingren: o amargo regresso em 1932

Os Nyström chegaram ao Brasil em agosto de 1916. Samuel era um obreiro de extrema competência e foi pioneiro na abertura de vários trabalhos na região norte. No ano seguinte, chegou ao país a missionária Frida Strandberg, para se casar com Gunnar Vingren. O casamento foi realizado em Belém pelo próprio Nyström, no dia 16 de outubro de 1917.

Com as contantes enfermidades de Gunnar, Frida desponta na liderança do trabalho na região. Em 1919, foi criado o jornal Boa Semente, e a senhora Vingren assumiu o jornal como sua principal redatora. Nesse tempo, as tensões entre Frida e Samuel se agravam ao ponto de Nyström, sempre que possível, criticar a missionária em cartas a Pethrus.

Em 1924, a transferência do casal Vingren para o Rio, pode ter sido providencial para acalmar os ânimos. Ao chegar na cidade, em 1924, implantaram a AD na Capital da República. Em pouco tempo, não só o antigo Distrito Federal, mas todo o estado fluminense receberam congregações pentecostais.

Em meio as controvérsias algo transparece nas pesquisas acadêmicas: o modelo de igreja que os Vingren estavam estabelecendo no Rio. Na Cidade Maravilhosa, o ministério feminino era incentivado e Frida Vingren liderava a igreja nas constantes ausências do marido; ou como insinua Gedeon Alencar: na presença dele também.

No Rio, os Vingren fundam em 1929, outro jornal intitulado Som Alegre e editam em junho de 1931, o Saltério Pentecostal, oficialmente "para suprir a escassez de Harpa Cristã". Mais do que simples alternativas para carências editoriais, o novo periódico e hinário apontavam para a ruptura entre o modelo de igreja dos Vingren com as congregações estabelecidas no norte/nordeste.

Não por acaso, a convocação dos pastores brasileiros para a primeira Convenção Geral em 1930, fale de "crise". E, posteriormente, na carta dos líderes nativos a Pethrus em abril de 1931, as reclamações sobre Frida como editora do recém criado Mensageiro da Paz sejam fortes.

Em meio a tudo isso, para agravar as coisas, as acusações morais contra Frida desestabilizam totalmente o casal. Os Vingren se vêem forçados a voltar em 1932. Gunnar, antes de partir, convida o missionário John Sohreim para assumir seu lugar na AD em São Cristóvão, mas ordens vindas da Suécia conferem a Samuel Nyström, que apoiado pelos pastores brasileiros, o direito de ser o pastor da igreja carioca.

Em agosto de 1932, a família Vingren volta à Suécia. Menos de um ano depois, em junho de 1933 Gunnar morre precocemente em sua terra natal. Frida falece em 1940, depois de amargar o ostracismo e internações.

Atualmente, os modelos de igreja e ministério dentro das ADs ainda se chocam e produzem seus expurgos, cisões e novas convenções. Nada novo debaixo do céu...

Fontes:

ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael de. Frida Vingren: uma biografia da mulher de Deus, esposa de Gunnar Vingren, pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

CORREA, Marina Aparecida Oliveira dos Santos. Assembleia de Deus: Ministérios, carisma e exercício de poder. São Paulo: Fonte Editorial, 2013.

DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

FAJARDO, Maxwell Pinheiro. Onde a luta se travar: a expansão das Assembleias de Deus no Brasil urbano (1946-1980) - Assis, 2015.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-44731827

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

CGADB 1964 - entre o glamour e tensões

Entre os dias 16 a 21 de novembro de 1964, a Assembleia de Deus na cidade de Curitiba recebeu a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). O país vivia os primeiros meses do Regime Militar (1964-1985) e o pastor José Pimentel de Carvalho (1916-2011) estava somente há dois anos na liderança da igreja curitibana.

Silas Daniel, no livro da História da CGADB, destacou que a organização do evento naquele ano havia superado todas as demais até então realizadas. Isso só foi possível com a mobilização de toda a igreja e a formação de comissões e departamentos para receber os obreiros vindos de todo o país.

Além das comissões de relações públicas, hospedagem e tesouraria, a AD curitibana ofereceu aos convencionais lavanderia, departamento de correios e passagens, barbearia, engraxates e local para atendimento médico. O departamento de Assistência Social prestava informações através de alto-falantes instalados para essa finalidade.

Panorama de um dos cultos da CGADB de 1964 em Curitiba

O cuidado das flores e sua renovação ficou a cargo de algumas irmãs destacadas para tal serviço. Cartazes com citações bíblicas ficaram sob a responsabilidade dos jovens. Outro detalhe revelador do cuidado da igreja hospedeira com os visitantes: o tradicional cafezinho e chimarrão foram servidos a todo momento para animar as conversas dos nobres ministros evangélicos.

Para atender e acomodar os mais de 400 pastores e evangelistas, a igreja construiu um novo refeitório e ampliou a cozinha do templo central. A capacidade de acomodação do templo também foi ampliada com a construção de uma galeria e a antiga residência do pastor foi liberada para dormitório com a edificação de uma nova casa pastoral.

Deve ter sido um alívio para muitos convencionais as obras feitas em Curitiba. Afinal, as convenções precedentes eram caracterizadas pela extrema simplicidade de suas acomodações. Na primeira CGADB ocorrida em Natal, no Rio Grande do Norte, os pastores ficaram acomodados em "situações precárias, devido às dificuldades vivenciadas pela capital potiguar naquela época" - informa Silas Daniel em seu livro.

Na biografia do pastor Carlos Padilha consta que praticamente nas Convenções Gerais anteriores "ninguém ficava hospedado em hotel", mas em casas de conhecidos ou dormiam nos bancos da própria igreja hospedeira, "inclusive alguns membros da mesa diretora". Maior conforto era destinado ao presidente da CGADB, o qual era acomodado na casa do pastor-presidente da igreja local.

A organização e as homenagens com direito a desfile das bandeiras estaduais, declamações, coral e hino de saudação aos obreiros de todo o Brasil, emocionaram os pastores. A CGADB em Curitiba foi considerada um marco e exemplo para as convenções futuras.

Mas, em contraste com toda a beleza do evento, os bastidores foram problemáticos. As tensões ministeriais no Ceará, Brasília e Campina Grande, na Paraíba, estavam no auge. Do começo ao fim das reuniões plenárias, as discussões foram acaloradas e até o pastor Paulo Macalão teve seus momentos de impaciência.

Com o tempo, as Convenções Gerais ficaram cada vez mais grandiosas e caras; e os arranjos políticos e eclesiásticos, complexos e tensos. De um lado, o glamour das celebrações e homenagens; do outro, os inconfessáveis interesses de bastidores.

Na cobertura midiática dos eventos, os jornalistas da CPAD desdobravam-se para narrar de forma conciliadora o inconciliável. Basta ver as matérias do Mensageiro da Paz...

Fontes:

DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

PADILHA, Jesiel. Carlos Padilha: combati o bom combate. Duque de Caxias, RJ: CLER - Centro de Literatura Evangélica Renascer, 2015.

Revista A Seara - março/abril de 1965, nº 43 - Rio de Janeiro: CPAD.

sábado, 3 de novembro de 2018

O general Macalão, positivismo e o Ministério de Madureira

No livro Traços da vida de Paulo Leivas Macalão, Zélia Brito conta da chamada ministerial do pastor Paulo e da constante resistência do pai do líder de Madureira, o General João Maria Macalão em aceitar a mudança de planos do filho. O caçula da família gaúcha, deveria, conforme a vontade do seu genitor, seguir a carreira militar.

Segundo Zélia, enquanto o jovem Paulo ainda estava no processo de conhecimento do evangelho, o General João Maria o confrontava com os livros de Darwin. Esse tipo de enfrentamento era típica para um militar de origem positivista, formado na Escola Militar do Rio Grande do Sul nos últimos anos do Império Brasileiro e no período da implantação da República.

O positivismo, corrente filosófica francesa que teve início no começo do século XIX, defendia o conhecimento científico como única forma de saber verdadeiro. Todas as outras formas do conhecimento humano não comprovadas cientificamente eram consideradas crendices e vãs superstições.

No Rio Grande do Sul, o positivismo tinha um grande farol: Júlio de Castilhos (1860-1903), político e antigo governador do Estado. Castilhos tinha como meio de divulgação dos ideais positivistas A Federação, o "alcorão partidário" dos republicanos gaúchos, do qual João Maria era assinante. E é através do jornal, que as afinidades do pai do pastor Paulo com os políticos e militares positivistas podem ser percebidas.

Fragmento A Federação de 1893

Macalão lutou na Revolução Federalista ao lado do então governador Júlio de Castilhos. O conflito, uma verdadeira guerra civil, foi marcado por disputas sangrentas e degolas. Na época, A Federação noticiou detalhes da primeira vitória dos legalistas em maio de 1893, junto ao arroio Inhanduí, em Alegrete, município sul-rio-grandense. O desempenho do tenente João Maria (e de outros oficiais) é descrito em linguagem heroica. Segundo o "alcorão partidário", o tenente Macalão dirigiu a artilharia contra os inimigos com "indômita coragem e sangue frio".

Anos depois, em 1907, João Maria participou de um almoço com importantes líderes políticos e militares gaúchos em consideração ao general Salvador Pinheiro Machado. Entre discursos e felicitações feitas em homenagem a célebres políticos, "o devotado republicano, ilustre capitão João Maria Macalão" teve a honra de brindar ao "imortal Floriano Peixoto", mais conhecido na história como "Marechal de Ferro".

Pôde-se averiguar em tudo isso, que o futuro general galgava postos e respeito num ambiente de grandes líderes positivistas. Posteriormente, participou da Revolução de 1930, no mesmo ano em que seu filho caçula era separado ao pastorado por Lewi Pethrus, no Rio de Janeiro. Possivelmente, na casa do jovem Paulo, muitas discussões giravam sobre o futuro da República brasileira.

Uma das principais características do positivismo na esfera política, era a defesa de um governo forte e centralizador, capaz de modernizar a sociedade e educar os cidadãos. Isso poderia se dar com ou sem democracia. A Era Vargas (1930-1945) reproduziu a filosofia defendida por Castilhos, ao enfraquecer o legislativo, as oligarquias estaduais e monopolizar no executivo as principais ações para o desenvolvimento da nação.

É dentro desse contexto, de transformações políticas e sociais e de muita proximidade com o poder que o jovem obreiro Paulo Leivas inicia seu ministério. Ao longo dos anos, o Ministério de Madureira vai absorver as mesmas características políticas do seu tempo: a centralização.

É nesse contexto, como bem observou o sociólogo Gedeon Alencar, que as ADs vão construir seu modelo ministerial. Macalão segue essa linha intensamente e vai ser criticado por isso, e chamado ironicamente de "papa". E o gigantismo de seu Ministério e expansão vai ser a razão de intensos debates na Convenção Geral.

Fragmento do A Noite de 07 de agosto de 1933

Mas, voltando ao general João Maria, tudo indica que ao final da vida o militar se rendeu ao evangelho. Quando o inaugurou no dia 1º de janeiro o templo da AD em Bangu, o general parabenizou-o, levando o pastor Paulo as lágrimas. Meses depois, no dia 06 de agosto de 1933, aos 66 anos de idade, o general João Maria Macalão faleceu. Suas últimas palavras teriam sido; "Deus escreve direito por linhas tortas".

Dos três filhos, Fernando, o mais velho, tornou-se diretor de uma grande empresa do Rio de Janeiro; Maria teve um casamento respeitável; e Paulo, que deveria ser militar, aventurou-se em ser soldado de Cristo. Linda história!

Fontes:

ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

SILVA, André Luiz. História da Assembleia de Deus em Bangu – 2006 – Edição do Autor.

MACALÃO, Zélia Brito. Traços da vida de Paulo Leivas Macalão, Rio de Janeiro: CPAD, 1986.

NETO, Lira. Getúlio : dos anos de formação à conquista do poder (1882-1930), São Paulo : Companhia das Letras, 2012.

A Federação - Órgão do Partido Republicano disponível em http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

O site da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro o acesso é gratuito e o sistema de buscas é prático.