sexta-feira, 20 de julho de 2018

Maria Marques de Miranda - sinônimo de humildade

Maria de Miranda: destaque no Boletim da EBD da IEADJO em maio de 1982

Recebi através de uma mensagem enviada pelo irmão Mario Sérgio de Santana, a imagem que pode ser vista e lida logo acima. Nela, está contida muito do que poderia e pode ser dito desta mulher como cristã, serva boa e fiel que foi.

Digo isto não por ser minha mãe, mas porque esta afinidade me proporciona condições ideais para reconhecer como fiéis e verdadeiras, as palavras que a ela foram atribuídas no momento da emissão deste certificado, em maio de 1982, na edição do Boletim Informativo da EBD da Assembleia de Deus de Joinville.

Ao receber a postagem do irmão Mario fui desafiado a contribuir com algumas palavras que poderiam ser acrescentadas à imagem e à recordação dessa, que foi sem dúvidas uma das mais atuantes professoras da EBD de Joinville, atribuição que exercia por amor e com muito amor.

No primeiro momento, fiquei com receio de ser repetitivo. Afinal, tudo o que foi dito eu certamente diria. Foi quando pensei em abordar fatos que marcaram a minha vida e a vida de minha família, composta por seu marido (meu pai) Marcílio de Miranda e meus irmãos, Marli Miranda (Pohl), Marlei Miranda, Marlon Miranda e Marcio Miranda.

Todas as vezes que vou falar a respeito de Escola Dominical me vem à mente Maria Marques de Miranda, minha mãe. Sim! Pois, para mim, falar de EBD sem falar de Maria Miranda, seria como falar de missões sem falar de Jesus, pois foi através dela que cada um de nós conheceu o evangelho.

Lembro-me, ainda bem pequenino, de que aos domingos acordávamos muito cedo com o barulho de panelas na cozinha, e quando digo cedo, me refiro em torno das 6 horas da manhã. Levantávamos e lá estava ela, preparando o almoço dominical, aquele especial, com pratos que não desfrutávamos em dias de semana em função da correria.

Além disso, o café matinal já nos esperava e cada um sabia que deveria se arrumar para irmos a EBD que iniciava às 9h. Lembro, que as panelas eram enroladas em vários jornais e em seguida por cobertores especialmente reservados para isso, para assim manter o mais quentinho possível à comida do almoço em família.

Não tínhamos carro, íamos de ônibus para a igreja, especialmente quando morávamos em Curitiba, período em que ela também se dedicou a ensinar na EBD. Todo esse cuidado com a família nunca a impediu de fazer seus estudos para transmitir aos seus alunos e alunas a lição proposta para a classe.

Recordo-me de vê-la todas as noites com o abajur ligado a ler a Bíblia, buscando inspiração para oferecer seu melhor. Estamos falando de uma mulher que não possuía grande estudo formal, mas que era sem dúvida extremamente inteligente e iluminada por Deus na busca pelo conhecer e transmitir a palavra. E esse transmitir sempre passava por sua própria vida antes de nos alcançar.

Maria Marques de Miranda foi sem dúvidas a pessoa mais ética, honesta, sábia e dedicada que já conheci em minha vida. Não me recordo de tê-la ouvido em um só momento reclamando de qualquer coisa que a vida tenha lhe reservado. E sabemos que alguns momentos não foram fáceis, mas o “tudo posso naquele que me fortalece” sempre se fez presente.

Hoje, mesmo diante de tantas facilidades que encontramos em nossas vidas, como transporte coletivo eficiente, carro próprio, táxi, UBER, restaurantes populares, comidas prontas, microondas, almoço “na igreja”, é muito comum ouvirmos de pais e mães: “Não conseguimos ir a EBD, pois precisamos fazer o almoço”, deixando assim de levar seus filhos a EBD para serem “alimentados” com o ensino da palavra.

Por isso, quando falo de EBD não consigo deixar de falar do exemplo de Maria Marques de Miranda. Sou grato por tê-la como minha mãe, pois este foi sem dúvidas o maior e melhor presente que recebi de Deus. Hoje ela não se encontra mais entre nós, está nos braços do Senhor, e se eu tivesse que defini-la com uma só palavra, eu diria: HUMILDADE!

Pois ela foi para mim o melhor exemplo de “humildade” que presenciei até hoje. Afinal, nunca precisou descer de seu lugar, ou subir a um lugar mais alto, para mostrar às pessoas quem ela era.

Ela era uma serva boa e fiel! Ela era Minha Mãe!

Deus seja Louvado por isso!

*Maria Marques Miranda faleceu no dia 27 de dezembro de 2000.

Marcos Marques de Miranda (filho do irmão Marcílio de Miranda, e neto do saudoso pastor Manoel Germano de Miranda, pioneiro na Assembleia de Deus em Santa Catarina).

Um comentário:

  1. Sou Manoel Eugênio de Miranda.
    Meu primo me perguntou o que lembro da minha Tia Maria.
    Vc me pergunta se me lembra alguma coisa.
    Lembrar ,lembro da minha mãe que perdi aos 11 anos de idade ,dela sim tenho lembrança.
    Da minha segunda mãe, tenho a presença constante . Posso afirmar ,sem medo de errar, que ela não foi ,ela é amor , sabedoria , humildade, força , paciência e gratidão pela vida, sem nunca deixar de ter em seu rosto aquele sorriso de quem fiz : Está sempre tudo certo.
    Sou muito grata a Deus por ter tido o privilégio de ter convivido com a maior expressão de Dedicação e Amor que carrego não como lembrança ,mas sempre presente , sempre esperando o domingo chegar ,para poder lhe dar um abraço e um grande beijo de muito, muito obrigado querida ,MAIS DO QUE TIA , MÃE *MARIA MARQUES DE MITANDA*

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