sábado, 5 de novembro de 2011

A Assembleia de Deus e sua fragmentação



A Assembleia de Deus no Brasil, sempre teve ao logo da sua história, problemas para manter sua unidade. Isso fica evidente na sua própria história oficial, ao revelar, que a primeira Convenção Geral, foi convocada por pastores brasileiros para reivindicar maior autonomia na condução dos trabalhos abertos no país. Os suecos, tiveram que abrir mão das principais igrejas abertas até então.

Depois, com o crescimento de algumas igrejas, e as consequentes disputas por poder, alguns líderes começaram a fundar os chamados "ministérios". Isso significava que tal igreja ou "ministério" era na verdade em muitos casos uma cisão dentro da denominação. Assim a Assembleia de Deus, se tornou uma denominação com vários ministérios concorrentes entre si e assim a unidade se tornou impossível.

Vale à pena recordar as palavras do pastor José Pimentel de Carvalho em entrevista ao jornal O Assembleiano em 1987. Perguntado sobre os seus esforços como um dos principais líderes da CGADB para manter a unidade da denominação ele respondeu que:
Hoje eu estou apenas apreciando o cenário e estou verificando que talvez esse fracionamento seja irreversível, isto porque o desvirtuar da unidade começou há muito tempo, por volta de 1940, de modo que convivi com o problema no Rio de Janeiro por 17 anos. Já na época, não houve formas de voltar à unidade e esse desvio avolumou-se.
Passados tantos anos dessa memorável entrevista, as Assembleias de Deus ainda continuam em franco processo de fragmentação. Porém, cada vez mais se acentuam nas igrejas as diferenças teológicas, litúrgicas e ministeriais. Antes, as divisões se davam entre convenções e líderes, mas se percebia uma unidade no perfil das igrejas.

Com o advento da teologia da prosperidade, e o surgimento de novas igrejas e o crescimento da concorrência, é comum cada vez mais o uso de inovações e estratégias para atrair o povo. E dentro dessa perspectiva, observa-se igrejas ou ministérios assembleianos totalmente descaracterizados, ou irreconhecíveis em suas formas litúrgicas e ministeriais.

É por isso que hoje encontramos Assembleias de Deus "à moda antiga", e Assembleias de Deus do "samba do crioulo doido". Infelizmente a Assembleia de Deus do "samba do crioulo doido" é o modelo mais adotado e o que esta em maior sintonia com o mercado evangélico nos últimos dias.

5 comentários:

  1. Parabéns meu irmão mais uma vez pela seu excelente artigo.
    A AD já não existe na sua forma como era, por isso que o autor do livror Assembléia de Deus - Origem, Implantação e Militância ( 1911 - 1946 ) - Gedeon Freire de Alencar só conta a historia da AD ate 46.
    Eu já errei pois, eu contava a historia ate quando Madureira foi expulsa em 1989. Já você o autor deste artigo só conta ate 40.
    O pretexto foi esse:
    À medida que os anos se passavam, os pastores do Ministério de Madureira na cidade do Rio de Janeiro), sob a presidência vitalícia do pastor (hoje bispo) Manuel Ferreira, se distanciavam das normas administrativas da CGADB, segundo a liderança da época, que, por isso mesmo, realizou uma assembleia geral extraordinária em Salvador, Bahia, em setembro de 1989, onde esses pastores foram suspensos até que aceitassem as decisões aprovadas. Por não concordarem com as exigências que lhes eram feitas foram excluídos pela Diretoria da CGADB. Desta forma tornou-se completamente independente da CGADB a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil — Ministério de Madureira (Conamad), que tem no campo do Brás, na capital paulista, a sua maior expressividade, que, por anos, foi presidido pelo pastor Lupércio Vergniano e hoje está sob as ordens do Pr.Samuel Cássio Ferreira, Possuia em 2005 cerca de 2 milhões de membros no Brasil. O Ministério Madureira, também tem uma filial de destaque na cidade de Goiânia chamada Assembleia de Deus Campo da Fama, presidida pelo Pr. Abigail Carlos de Almeida( Vice-presidente da CONAMAD)

    Gunnar Vingren Fialho

    Pr. teresina-PI

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  2. Irmão Mario Sérgio, sempre é um prazer ler os seus textos.

    Que Deus tnha misericórdia de nossa denominação, e lutemos juntos para, pela graça de Deus, termos congregações bíblicas e sadias.

    Um abraço,

    Nilton Rodolfo.

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  3. Em parte estou até feliz por isto. Porque Deus não dá sua gloria para ninguem. A salvação não está na placa de um denominação, más assim em Cristo Jesus nosso Senhor! Aleluia!

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  4. irmão, descobri o seu blog, e tenho me deliciado, muito bom, digo sempre que sou assembleiano roxo (apenas uma brincadeira), rsrsrsrs, mas hoje os maiores rachas estão se dando devido a ganancia da maioria dos grandes Ministério, que deixam as congregações na penúria, com apenas 10% do que arrecada para dar conta de tudo! Enquanto isso vemos gastos e gastos desenfreados e as contas da igreja nunca fecham.
    Resultado, eu mesmo tive que sair e abrir um novo Ministério, contra a minha vontade, confesso que fiquei noites acordado em oração e preocupado, não queria, mais tive que fazer, simplesmente por que o meu Pr. Setorial após anos levando todo o dinheiro da igreja, para conseguir mais alugou uma garagem para economizar R$ 700 (setecentos reais), que é diferença do aluguel de onde estávamos para a garagem e resolveu colocar o povo lá, sem se preocupar com a distância de onde estávamos para onde iriamos, sem nem me perguntar o que eu achava.
    amado aquele tempo do Coronéis está acabando, o povo tem se despertado e Deus esta trazendo uma renovação espiritual e intelectual para o seu povo.
    Sou apaixonado pela obra assembleiana, mas não posso em hipótese alguma concordar com os erros, temos que ter em mente que as AD são apenas uma forma jurídica-humana da Igreja de Cristo, ela não é a igreja que vai subir, mas a igreja que vai subir está contida nela também, assim como está na Batista, na Presbiteriana e em tantas outras igrejas (denominações).
    Grande e fraternal abraço deste humilde conservo seu, que amou seu trabalho. A Paz do Senhor Jesus.

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  5. Mário Sérgio, fale sobre o ministério Ipiranga, tenho curiosidade em saber

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