<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711</id><updated>2012-01-28T15:08:53.034-02:00</updated><title type='text'>Memórias das Assembleias de Deus</title><subtitle type='html'>Compartilhando, relembrando e refletindo sobre o Movimento Pentecostal no Brasil</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-157390090594974206</id><published>2012-01-25T21:40:00.010-02:00</published><updated>2012-01-28T15:08:53.039-02:00</updated><title type='text'>Um legítimo pastor do século XXI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quais seriam as características de um legítimo pastor do século XXI? Caso o leitor não saiba, a revista ISTOÉ traçou um perfil dessa classe eclesiástica através do pastor Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus - Ministério Madureira no bairro do Brás em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A matéria, apresenta Samuel Ferreira como um pastor ultramoderno. Essa modernidade é apresentada em linhas gerais na forma como Ferreira conduz o rebanho; sobre o qual não faz nenhuma exigência de "usos e costumes", passa por sua elegância em usar vestimentas de marcas conceituadas (Hugo Boss), e seu intenso uso de mídia eletrônica e redes sociais. Em suma: é um sujeito antenado, carismático, na moda e bem resolvido. Um modelo de pastor da Assembleia de Deus atual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É lógico que Ferreira não é unanimidade. Sua atitude de liberar os membros de qualquer restrição de "usos e costumes" e flexibilizar a liturgia é tido por muitos líderes como uma abominação. Para&amp;nbsp;José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, Samuel "descambou" na questão comportamental.&amp;nbsp;O &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; da igreja &amp;nbsp;fala de um plano de recuperação e crescimento, expressão essa que parece ser uma critica a postura mais conservadora de seu antecessor, a qual ele resolveu abandonar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q3zH-1kZdCQ/TyBLIP8g1UI/AAAAAAAAB28/JWj9EM65c1w/s1600/samuel+ferreira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="219" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q3zH-1kZdCQ/TyBLIP8g1UI/AAAAAAAAB28/JWj9EM65c1w/s320/samuel+ferreira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Samuel Ferreira: modernidade alicerçada no atraso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Aliás, é na página eletrônica da AD do Brás, que a imagem de "moderno" atribuída pela ISTOÉ é reforçada. Página que foi reformada recentemente, e certas informações sobre o seu líder foram retiradas devido aos exageros. Por exemplo: algumas informações dizendo que Ferreira havia lido um número absurdo de livros, e que era autor de "grandes obras literárias". Na reforma recente, o absurdo de livros, supostamente lidos foram&amp;nbsp;diminuídos, mas continua a insistir "nas grandes obras literárias". Na realidade, o &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; da AD do Brás é puro marketing, onde a suposta modernidade de seu pastor é&amp;nbsp;exacerbada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas que modernidade é essa? Na história, modernidade e atraso estão entrelaçados. Na Grécia Antiga os cidadãos discutiam as leis da pólis, e vivenciavam a famosa democracia grega, porque eram beneficiados pela escravidão que os deixava livres e ociosos para a prática política. O moderno sistema capitalista foi erguido à partir da exploração das massas de trabalhadores, camponeses e servos na Europa. Enquanto que no século XIX, trens (símbolo maior do progresso na época) cruzavam os continentes de todo o mundo, vastas áreas da Ásia e da África eram submetidas, exploradas e humilhadas pelo domínio do homem branco, gerando extremas desigualdades até hoje vividas nesses continentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No caso de Samuel Ferreira (e de outros), a suposta modernidade, está relacionada ao que de mais arcaico existe nas chamadas sociedades contemporâneas, que valorizam o mérito e o individualismo. Para começar, Samuel é filho do bispo Manuel Ferreira, líder máximo da AD de Madureira no Brasil por mais de 25 anos. Três de seus filhos são pastores das chamadas igrejas históricas do ministério. Coube a Samuel a igreja do Brás, a pioneira do ministério em SP. Ferreira pai, nesse tempo de liderança, também colocou seus filhos no controle da editora Betel e em cargos de liderança das convenções regionais e nacional de Madureira. É evidente o nepotismo escancarado em todas as áreas do ministério em favor da família Ferreira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Manuel Ferreira, é um tipico líder assembleiano no que há de pior no sentido do termo. Além de praticar o nepotismo, já foi candidato derrotado ao senado pelo RJ e deputado federal por esse estado, capitalizando para si mesmo através do cargo os votos dos membros. Nas eleições de 2010, fez circular uma carta "amigável" entre os pastores do ministério ameaçando veladamente (ou claramente) quem não seguisse as diretrizes políticas por ele determinadas. Ultimamente, têm gerado polêmicas ao se unir ao reverendo Moon, criador de uma seita que se choca frontalmente contra as doutrinas básicas defendidas pelas ADs no país. Mas longe de se sentir ameaçado, continua firme na liderança de Madureira, pois como seu fundador Paulo Leivas Macalão, conduz a igreja com mão de ferro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Assim, é nesse contexto de nepotismo, coronelismo eclesiástico e vaidades religiosas, que está fundamentada a modernidade de Samuel Ferreira. E ao que tudo indica, será ele o sucessor de seu pai na liderança do ministério. E ao que tudo evidencia, perpetuará as práticas políticas-administrativas de seu pai. É um círculo vicioso, em que interesses políticos,&amp;nbsp;econômicos&amp;nbsp;e familiares estão em jogo. Não só em Madureira, mas no Belenzinho, Santos, São Cristóvão, Belém e por muitas ADs no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-157390090594974206?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/157390090594974206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/um-legitimo-pastor-do-seculo-xxi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/157390090594974206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/157390090594974206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/um-legitimo-pastor-do-seculo-xxi.html' title='Um legítimo pastor do século XXI'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Q3zH-1kZdCQ/TyBLIP8g1UI/AAAAAAAAB28/JWj9EM65c1w/s72-c/samuel+ferreira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3817560936327782349</id><published>2012-01-20T17:37:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T17:37:30.258-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus em Porto Alegre: sucessões tumultuadas (parte 3)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;João Ferreira Filho preside a igreja até o ano de 2004, quando um câncer lhe afasta da direção do trabalho. Com o seu afastamento da presidência da igreja, assume interinamente o pastor Ubiratan Batista Job. Com a morte do pastor Ferreira, é marcada uma eleição para a substituição do mesmo, sendo que duas chapas são formadas. Uma delas é encabeçada pelo próprio Job e outra, pelo jovem pastor Humberto Schmidt com um grupo de pastores que apoiou a destituição de Taranger.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NkIsCpYVLuc/TxcbXS-9QmI/AAAAAAAAB2w/whFJ9SmIUeI/s1600/pastor+Humberto+Schmidt.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-NkIsCpYVLuc/TxcbXS-9QmI/AAAAAAAAB2w/whFJ9SmIUeI/s320/pastor+Humberto+Schmidt.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Pastor Humberto Schmidt: profeta de Deus ou um ambicioso ministerial?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Job venceu as eleições, porém a oposição exigiu, como condição para não haver uma cisão na igreja, postos na administração da Convenção Estadual e a criação de um campo independente de trabalho na zona oeste de Porto Alegre, tendo com líder nada mais nada menos que Humberto Schmidt. Nenhum pedido foi aceito, o que gerou uma divisão liderada por Schmidt e a formação da Igreja Pentecostal Assembléia de Deus Ministério da Restauração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, visitar o site da AD Ministério Restauração, se encontra uma versão no mínimo "celestial" da disputa pelo poder na AD na Capital do RS. Na versão oficial do novo ministério da AD gaúcha, Deus falara a Humberto Schmidt várias vezes (no Brasil e no exterior) que ele deveria abrir um novo trabalho evangélico. Comenta-se ainda o fato, de Schmidt sempre tentar negociar a emancipação do distrito a ele subordinado em Port Alegre e da inflexibilidade do pastor Job em todo o processo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É lógico, que em momento algum à referência aos fatos ocorridos há anos atrás, quando Schmidt ficou inconformado com a indicação que Nils Taranger fez de outro pastor para sucedê-lo, e nem a disputa que travou com Job na sucessão de Ferreira Filho. A argumentação na página virtual da igreja é sempre de que Humberto esta defendendo os princípios das ADs e a cisão não somente é inevitável diante das&amp;nbsp;circunstâncias, mas como o próprio Deus lhe dirige para tal desfecho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Analisando o site, pode-se perceber que um grande número de membros e congregações aderiram ao novo movimento. Mas é conhecido, que a mensagem de "resgate" dos princípios bíblicos ou assembleianos é sedutor das massas. O discurso populista, somando-se ao desgaste das lideranças, e ao relaxamento dos usos e costumes da igreja, produz descontentamentos generalizados, principalmente entre os mais pobres e humildes, ou entre os assembleianos mais ortodoxos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nesse contexto de insatisfação, crises sucessórias e "revelações divinas",&amp;nbsp;Humberto Schmidt levanta-se como um profeta do Antigo Testamento, bradando contra "tudo o que ai está" e carrega milhares de membros para sua nova igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que se pode concluir de toda essa história, é que muitos interesses estavam em jogo. Alguns, claramente evidenciados, e outros nem tanto. Mas, infelizmente, se observa que a cada crise, muita coisa é jogada para "debaixo do tapete" e cada grupo conta sua "história". História essa omissa, alienante para alguns, ou celestial, edificante e perfeita para outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ALENCAR, Gedon.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;-origem, implantação e militância (1911-1946). São Paulo: Arte Editorial, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;DANIEL, Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo. In: ____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;LOPES, Deivis Vânio.&amp;nbsp;&lt;b&gt;A Organização eclesiástica da Assembléia de Deus&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;em Canoas/RS.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– Porto Alegre,&amp;nbsp;2008.&amp;nbsp;Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) –&amp;nbsp;Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, PUCRS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3817560936327782349?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3817560936327782349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/assembleia-de-deus-em-porto-alegre_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3817560936327782349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3817560936327782349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/assembleia-de-deus-em-porto-alegre_20.html' title='A Assembleia de Deus em Porto Alegre: sucessões tumultuadas (parte 3)'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NkIsCpYVLuc/TxcbXS-9QmI/AAAAAAAAB2w/whFJ9SmIUeI/s72-c/pastor+Humberto+Schmidt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-8644875621223291430</id><published>2012-01-17T21:21:00.003-02:00</published><updated>2012-01-20T09:05:42.379-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus em Porto Alegre: sucessões tumultuadas (parte 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O missionário norueguês Nils Taranger assumiu a AD gaúcha no ano de 1955 em&amp;nbsp;substituição&amp;nbsp;ao missionário sueco Gustavo Nordlund, depois que uma crise político-eclesiástica levou Nordlund à renuncia do comando da denominação no estado. Taranger, já estava trabalhando no RS desde o ano de 1946, mas sempre em cidades do interior, quando em meio a uma enorme turbulência, assumiu a igreja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fFZSUf_EfZI/TxYB0QfyrZI/AAAAAAAAB2o/1umZQc4yQx4/s1600/nils-e-familia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://3.bp.blogspot.com/-fFZSUf_EfZI/TxYB0QfyrZI/AAAAAAAAB2o/1umZQc4yQx4/s320/nils-e-familia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nils Taranger e família: crise sucessória e vontade negada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nesse contexto de crise, pacificou os ânimos dos revoltosos, e criou a Convenção Estadual, dando autonomia a 15 campos eclesiásticos, todos porém subordinados à igreja de Porto Alegre. Na sua longa gestão à frente da igreja, autorizou a emancipação de outros campos, investiu em mídia (programas de rádio e revistas) e em obras&amp;nbsp;assistenciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, depois de 43 anos à frente da igreja, em 1998 Taranger sofre uma isquemia cerebral, o qual o leva ao afastamento do pastorado. Nas versões oficiais é comunicado que Nils Taranger "entregou" o pastorado ao pastor João Ferreira Filho, na época pastor da igreja da AD no município de Ijuí. Mas conforme informa Deivis V. Lopes na sua tese de mestrado, o missionário norueguês teria se afastado temporariamente, mas caso não tivesse condições de retornar, o seu sucessor seria o pastor Edgar de Souza Machado, então presidente da AD em Canoas. Essa vontade inclusive, segundo Deivis, teria sido formalizada em uma carta escrita pelo próprio Taranger. Ao tomar conhecimento do teor da carta, a cúpula da Convenção Estadual, principalmente o jovem pastor Humberto&amp;nbsp;Schmidt, ficaram inconformados com tal decisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma nova crise se instala, e para contornar a situação, os principais pastores do estado destituem Taranger de todos os seus cargos alegando não haver mais condições de exercê-los devido à sua frágil saúde; ignoram sua última vontade e "somem" com o documento escrito pelo missionário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na sequencia dos fatos, o&amp;nbsp;pastor João Ferreira Filho (presidente da Convenção Estadual) autoproclama-se pastor da igreja de Porto Alegre, sendo que Nils, só fica sabendo dos acontecimentos dias depois do pastor Ferreira assumir os cargos que lhe pertenciam. Um desfecho no mínimo cruel e irônico para o&amp;nbsp;norueguês, pois assumiu a igreja em meio a uma grave crise, mas deixa o pastorado em meio a outra crise de&amp;nbsp;consequências&amp;nbsp;mais duradouras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Somente algumas considerações devem ser feitas, pois algumas informações disponíveis se chocam, e é necessário esclarecê-las. &amp;nbsp;Deivis afirma em sua tese que as ambições são sempre pelo comando da igreja de Porto Alegre e da Convenção Estadual. Mas acontece, que o comando da Convenção Estadual há muito tempo (ao que tudo indica) estava nas mãos de outros pastores. Ferreira Filho, nesse momento de crise, já era presidente da Convenção do estado gaúcho, e ai talvez o motivo em ignorar as orientações de Taranger e se autoproclamar líder da igreja da capital. Presidir a igreja pioneira, a mais importante e expressiva no RS seria o ápice do seu ministério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Assim, a disputa é somente pela igreja da Capital e não pela Convenção do Estado. É no mínimo estranho essa confusão institucional por parte do autor. Pode-se pensar, que parte dessa confusão se deve ao fato de Taranger durante muitos anos presidir a Convenção Estadual, mas há registros que há muitos anos ele não mais presidia a mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Com toda essa crise, o que se destaca é a ânsia por parte da cúpula ministerial gaúcha, de controlar a igreja de Porto Alegre. Terminada a crise, o pastor João Ferreira Filho presidiu a AD da Capital por 5 anos. Acometido por um câncer, uma nova sucessão se inicia, e uma nova crise desponta no horizonte...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ALENCAR, Gedon.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;-origem, implantação e militância (1911-1946). São Paulo: Arte Editorial, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;DANIEL, Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo. In: ____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;LOPES, Deivis Vânio.&amp;nbsp;&lt;b&gt;A Organização eclesiástica da Assembléia de Deus&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;em Canoas/RS.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– Porto Alegre,&amp;nbsp;2008.&amp;nbsp;Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) –&amp;nbsp;Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, PUCRS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-8644875621223291430?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/8644875621223291430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/assembleia-de-deus-em-porto-alegre_17.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/8644875621223291430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/8644875621223291430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/assembleia-de-deus-em-porto-alegre_17.html' title='A Assembleia de Deus em Porto Alegre: sucessões tumultuadas (parte 2)'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fFZSUf_EfZI/TxYB0QfyrZI/AAAAAAAAB2o/1umZQc4yQx4/s72-c/nils-e-familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-9087301041710502950</id><published>2012-01-13T18:40:00.005-02:00</published><updated>2012-01-17T21:23:09.972-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus em Porto Alegre: sucessões tumultuadas (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É de conhecimento da maioria dos estudiosos, que a história das Assembleias de Deus é escrita com o objetivo de edificação dos fieis. Assim, para os desavisados ou mais&amp;nbsp;ingênuos, tudo nela (a história) surge pintado em tons róseos, heroicos e celestiais.&amp;nbsp;Só se percebem conflitos, divisões e paixões humanas nas entrelinhas da escrita, naquilo que inevitavelmente vem à tona em forma de contradição de informações, ou em trabalhos de pesquisadores sem vínculos formais com a denominação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nos últimos anos, tem se multiplicado o número de trabalhos acadêmicos, que visam contextualizar a história da AD. Fruto de pesquisas e discussões&amp;nbsp;historiográficas, esses trabalhos possuem o mérito de preencher lacunas históricas e humanizar o processo de expansão e crescimento da igreja no Brasil. Alguns trabalhos, trazem informações interessantes, que lançam luz sobre eventos esquecidos da memória assembleiana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2TFJxD7CfEU/TxCJD98ifKI/AAAAAAAAB2c/IK_tfAUY7r4/s1600/pr_gustavo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-2TFJxD7CfEU/TxCJD98ifKI/AAAAAAAAB2c/IK_tfAUY7r4/s1600/pr_gustavo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Nordlund: excesso de centralização?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um desses trabalhos é do sociólogo Deivis Vânio Lopes em sua dissertação de mestrado intitulada &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A Organização Eclesiástica da Assembleia de Deus em Canoas/RS.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;O objetivo do estudo, como o título já indica, é analisar a estrutura organizacional da igreja, sua administração, relações de poder, as práticas religiosas e estratégias dos líderes da AD de Canoas. Mas para fazer toda essa análise, o autor teve que se deter um pouco na história da igreja em terras gaúchas.&amp;nbsp;Sendo filho de pastor e de família assembleiana, com um passado de várias atividades na denominação, Deivis teve acesso a vários pastores e fontes, os quais lhe ajudaram em sua tese a escrever a história da denominação no RS com&amp;nbsp;acréscimos de detalhes não revelados pela historiografia oficial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em sua tese, por exemplo, Deivis esclarece os motivos da saída do missionário sueco&amp;nbsp;Gustavo Nordlund do comando da AD do RS. Nordlund, aparece na história da AD como pioneiro do pentecostalismo em terras gaúchas. Organizou a denominação no estado em 1924, construiu templos na capital e no interior e no ano de 1951, recebeu e presidiu a CGADB em Porto Alegre. Por essas razões,&amp;nbsp;Gustavo Nordlund está colocado no panteão dos&amp;nbsp;heróis&amp;nbsp;da AD. Na leitura de sua biografia, após todas essas informações, apenas se diz que o grande pioneiro foi&amp;nbsp;substituído pelo missionário norueguês Nils Taranger em 1955, depois de ficar 30 à frente do trabalho pentecostal no RS. Não há informações que justifiquem sua saída (como por ex: enfermidade, transferência para outra igreja ou aposentadoria) e se percebe uma lacuna na história oficial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Deivis&amp;nbsp;esclarece, que os motivos da saída de Nordlund foram políticos, pois um grupo dissidente da AD gaúcha pretendia assumir o controle da denominação, sendo que o estopim da crise foi uma manifestação contrária ao missionário num templo da AD na cidade de Canoas, onde se comemorava os 30 anos da AD no estado gaúcho. Nesse&amp;nbsp;fatídico dia, os dissidentes entraram na igreja, e aos gritos, tentaram tirar os pastores &amp;nbsp;de cima do púlpito, sendo que em sequencia se iniciou uma briga generalizada só encerrada com a chegada da polícia. Deivis informa ainda, que outras igrejas foram invadidas, pichações nos muros da cidade foram feitas e programas de rádio utilizados para gritar palavras de ordem contra o missionário. Como resultado de tudo isso, o pastor sueco renunciou à liderança da igreja e um grupo de três pastores escolheu o novo líder da igreja gaúcha. Nils Taranger foi escolhido e conseguiu pacificar a igreja, implantando um novo modelo de gestão eclesiástica para o trabalho no estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Diante de tantas informações, pode-se indagar: quais os motivos para toda essa confusão em torno de uma liderança como&amp;nbsp;Nordlund?&amp;nbsp;Algumas pistas para responder a essa questão, se encontram na trajetória ministerial de Gustavo, nos atos de seu sucessor, assim como no contexto das ADs na época. Informa-se, que Nordlund em 1927, esteve por sete meses na Suécia. Nesse período, outro sueco, o missionário Nels Nelson, supervisionou a obra. Nota-se, principalmente nesse caso, certa centralização dos suecos; centralização essa questionada na Convenção Geral de 1930. Será que ainda depois de 1930, Nordlund não continuou excessivamente centralizador, e nessa postura contribuiu para que o sentimento nacionalista dos gaúchos se&amp;nbsp;exacerbasse com manifestações de maior autonomia? Sabe-se que por todo o Brasil, dentro das ADs, vários ministérios estavam se formando tendo como justificativa o desejo de &amp;nbsp;se criar igrejas brasileiras em oposição às igrejas dirigidas pelos suecos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É importante notar, que Nils Taranger logo após, ao assumir o controle da igreja e pacificar os ânimos, criou a Convenção Estadual da Assembleia de Deus no RS (CIEPADERGS) e deu autonomia a 15 campos que anteriormente estavam subordinados a igreja de Porto Alegre. Nesse modelo de administração, o controle ainda permanecia para o missionário norueguês, mas proporcionava maior autonomia aos outros líderes. Seria à prática daquela máxima imperialista "dividir para melhor dominar"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Taranger, continuou à frente da AD gaúcha por mais de 40 anos. Porém, tal como seu sucessor, não conseguiu uma sucessão pacífica para a igreja de Porto Alegre. Mas isso é assunto para a próxima postagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ALENCAR, Gedon.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;-origem, implantação e militância (1911-1946). São Paulo: Arte Editorial, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;DANIEL, Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo. In: ____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;LOPES, Deivis Vânio.&amp;nbsp;&lt;b&gt;A Organização eclesiástica da Assembléia de Deus&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;em Canoas/RS.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– Porto Alegre,&amp;nbsp;2008.&amp;nbsp;Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) –&amp;nbsp;Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, PUCRS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-9087301041710502950?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/9087301041710502950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/assembleia-de-deus-em-porto-alegre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/9087301041710502950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/9087301041710502950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/assembleia-de-deus-em-porto-alegre.html' title='A Assembleia de Deus em Porto Alegre: sucessões tumultuadas (parte 1)'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2TFJxD7CfEU/TxCJD98ifKI/AAAAAAAAB2c/IK_tfAUY7r4/s72-c/pr_gustavo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4856861523118319105</id><published>2012-01-05T17:53:00.002-02:00</published><updated>2012-01-09T13:29:24.246-02:00</updated><title type='text'>Virgil Smith e o silêncio da história</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dentro da história das Assembleias de Deus no Brasil se destacam alguns missionários norte-americanos. E cada um deles é lembrado pela historiografia da denominação com características e virtudes bem definidas. Por exemplo: Lawrence Olson é o ensinador e teólogo; Orlando Boyer é o escritor pentecostal; Bernhard Johnson Jr. é o pregador, o evangelista de grandes cruzadas; J. P. Kolenda (era de nascimento alemão, mas foi enviado pela igreja dos EUA) o desbravador, um dos construtores da CPAD, defensor do ensino teológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E o missionário Virgil Smith? Como ele é apresentado pelos historiadores da AD? Na verdade, Smith é um caso controverso dentro da história assembleiana. Caso tivesse permanecido na AD, com certeza hoje seria lembrado como um dos grandes pioneiros, um homem à frente do seu tempo (como no caso Kolenda). Mas por ter desembarcado da AD nos anos 50 e migrado para outras formas de pentecostalismo que estavam implantando as mais novas formas de evangelismo no país; Virgil se tornou um caso para ser esquecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y_tJ--WDOwE/TwX_LY41_dI/AAAAAAAAB2U/S93k4Wpfd1Y/s1600/Virgil+e+esposa.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="341" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y_tJ--WDOwE/TwX_LY41_dI/AAAAAAAAB2U/S93k4Wpfd1Y/s400/Virgil+e+esposa.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Smith quando era pastor em Joinville: influenciou vários lideres de SC&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E por qual razão isso aconteceu? Existem algumas pistas para explicar esse esquecimento. Em primeiro lugar, os missionários norte-americanos (hoje tão cultuados dentro da história da AD) foram aceitos pelos suecos &amp;nbsp;para atuar no trabalho pentecostal da AD com muitas ressalvas e desconfianças. Na verdade os suecos não queriam que os norte-americanos viessem para o Brasil, e sim que escolhessem outros países da América do Sul para trabalharem. Como disse Gedeon Alencar, os suecos queriam impor uma "reserva de mercado" para si. Porém houve um acordo com a Missão dos EUA para que seus obreiros trabalhassem em cooperação com a AD no Brasil. Mas essa colaboração dos estadunidenses deveria estar condicionada à sujeição e aos métodos de trabalho da liderança brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Virgil ao ingressar na AD aceitou essas condições, mas com o tempo percebeu que poderia se aventurar, experimentar novas formas de evangelismo e pregações. Ao sair da AD, ele renuncia as imposições dos suecos e brasileiros as quais se moldou durante tantos anos e assim se torna um renegado. Renegados na história da AD são banidos ao esquecimento, pois não são exemplo para os fieis. Para eles o que resta é o silêncio oficial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Encontramos um exemplo disso na revista do cinquentenário da AD em Joinville editada em 1983. Ao traçar um perfil de Smith como missionário, líder e administrador, o texto termina simplesmente informando que ele se transferiu para São Paulo. O livro comemorativo do Jubileu de Diamante da AD* joinvilense em 2008 já avança em informações, pois além das informações já dadas na revista do cinquentenário, a obra atualiza dados&amp;nbsp;biográficos e informa de forma diplomática&amp;nbsp;o destino e os trabalhos que Virgil desenvolveu em São Paulo e Brasília. Porém, não há uma linha, nenhuma alusão a sua saída da AD.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No livro História da CGADB, há um registro interessante sobre Smith. Na Convenção &amp;nbsp;de 1964 em&amp;nbsp;Curitiba&amp;nbsp;ocorre a informação de que uma comissão de pastores fora designada para tratar do caso (sinônimo de problema) dos missionários Gustavo Bergström e Virgil Smith. O problema era que&amp;nbsp;Bergström estava ajudando seu antigo colega nas cruzadas evangelísticas em São Paulo. Ao ser reprovado por tal atitude na CGADB em 1966, duas coisas foram consideradas: os costumes do missionário não se coadunavam com os&amp;nbsp;princípios da AD brasileira, a abertura de trabalhos em São Paulo com apoio de pessoas alheias às AD. &amp;nbsp;Segundo o relato oficial,&amp;nbsp;Gustavo Bergström teve que confessar seu erro e prometer "jamais trabalhar fora dos princípios de cooperação mútua que os missionários americanos se comprometeram com a Convenção Geral das ADs no Brasil..." (Daniel p.373)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Percebe-se nesse episódio claramente o pecado capital de Smith: trabalhar fora do modelo assembleiano. Modelo esse aceito pelos norte-americanos, mas renunciado por Virgil fazendo dele um concorrente em potencial dos cardeais da denominação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É com Jason Tércio em seu livro &lt;b&gt;Os Escolhidos&lt;/b&gt;, que se encontram informações interessantes sobre Virgil Smith. Tércio, filho de pastor assembleiano, jornalista conceituado, sem vínculos denominacionais, traça um perfil revelador das aspirações e da carreira do missionário. É ele quem diz que a AD não mais satisfazia Virgil. Fala de como Smith desejava experimentar as táticas evangelísticas inovadoras trazidas pela Quadrangular. Revela suas vicissitudes ao ser ridicularizado pela imprensa sensacionalista de São Paulo, e dos processos judiciais que teve que responder por ser acusado de exploração da credulidade pública. Informa ainda seus empreendimentos editoriais, fonográficos e comerciais, e sua instalação na nova Capital Federal nos anos 60, para ali construir um grande tabernáculo de alvenaria para pregar o evangelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ao comparar as informações disponíveis sobre Smith, se percebe a princípio o silêncio da historiografia oficial, pois o objetivo da mesma é relatar somente o que o então pioneiro construiu em prol da denominação. Com o passar dos anos, com muitas lideranças (inclusive Smith) já desaparecidas, as quais na época se sentiram incomodadas e desafiadas por ele; a história oficial "vaza" informações não tão edificantes, anteriormente revelados por um jornalista de linhagem assembleiana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O certo, é que sua biografia ainda incomoda. Sua dissidência trouxe prejuízos para a liderança da AD. Virgil Smith se tornou um renegado, um traidor, um caso para ser esquecido e ignorado. Hoje é lembrado pela AD, &amp;nbsp;de certa forma foi reabilitado, mas ainda permanece sobre sua vida o estigma de ser um dissidente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;* Livro esse de coautoria do autor desse blog. Obras institucionais e comemorativas, financiadas por uma empresa ou denominação, constituem-se em uma "camisa de força" para quem o escreve. Diplomaticamente, tratou-se da saída de Virgil porque o objetivo da obra em si é engrandecer os líderes e a denominação, dando somente uma versão grandiosa e edificante dos fatos conhecidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ALENCAR, Gedon.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;-origem, implantação e militância (1911-1946). São Paulo: Arte Editorial, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;DANIEL, Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo. In: ____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;SANTOS, Ismael.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Raízes da nossa fé&lt;/b&gt;: A história das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em Santa Catarina e no Sudoeste do Paraná. Blumenau: Letra Viva, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;TÉRCIO, Jason.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Os Escolhidos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- a saga dos evangélicos em Brasília. Brasília: Coronário, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4856861523118319105?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4856861523118319105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/virgil-smith-e-o-silencio-da-historia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4856861523118319105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4856861523118319105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/virgil-smith-e-o-silencio-da-historia.html' title='Virgil Smith e o silêncio da história'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y_tJ--WDOwE/TwX_LY41_dI/AAAAAAAAB2U/S93k4Wpfd1Y/s72-c/Virgil+e+esposa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4378382917494570563</id><published>2012-01-02T17:46:00.010-02:00</published><updated>2012-01-09T13:31:31.666-02:00</updated><title type='text'>Virgil Smith: uma vida pentecostal</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A história de sua vida poderia virar um filme, tamanho as reviravoltas e aventurasvividas. Pode-se dizer com certeza, que Virgil Frank Smith (1902-2000) nosseus quase cem anos de existência "surfou" nas "ondas" dopentecostalismo brasileiro. A história de sua vida e ministério, de certa forma, é a história do pentecostalismo nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GePrrayNEX0/TwIJCSXJeiI/AAAAAAAAB18/JTDdKSGOXT0/s1600/virgilsmith.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-GePrrayNEX0/TwIJCSXJeiI/AAAAAAAAB18/JTDdKSGOXT0/s200/virgilsmith.jpg" width="169" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nascidonos EUA, filho de um pregador, Smith teve uma sólida formação teológica.&amp;nbsp;Noano de 1927, é enviado ao Brasil pela Igreja de Cristo. Na cidade de Garanhuns estudouo português por três meses, frequentando a Igreja Presbiteriana daquela cidadejuntamente com Orlando Boyer, também pertencente à Igreja de Cristo. De toda asua extensa biografia, além de constar seu pioneirismo na pregação do evangelhopelos Estados de Pernambuco, Alagoas e Ceará, Virgil é conhecido por ter sidofeito refém do temido cangaceiro Lampião. Desse encontro, além de evangelizar ofamoso cangaceiro, ouviu as seguintes palavras:&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"Nós dois estamos tentandocorrigir as pessoas. Vocês, pregadores, com a palavra de Deus; e eu, com apalmatória e o ferro quente"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Temposdepois conheceu outra personalidade mítica do nordeste: o padre Cícero, do qualrecebeu permissão para pregar o evangelho na região de&amp;nbsp;Juazeiro&amp;nbsp;e doCrato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Emtodas essas andanças, Smith e sua esposa, recebem a experiência pentecostal eestreitam laços com os missionários suecos da Assembleia de Deus noBrasil.&amp;nbsp;Em 1936 é recebido como membro das Assembleias de Deus no Brasil.Permanece trabalhando no nordeste, até que no dia 20 de fevereiro de 1941 ocasal Smith assume o pastorado da AD em Joinville, Santa Catarina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quandoassumiu o trabalho em&amp;nbsp;Joinville, a igreja se reunia em uma casa alugada eera&amp;nbsp;pastoreada&amp;nbsp;por Manoel Germano de Miranda, um dos pioneiros da ADno estado catarinense, e também, um homem muito simples. Virgil Smith assume a igreja e, com maiorvisão administrativa e preparo teológico aprimora diversos departamentos,abre congregações, e ministra conhecimentos em Bibliologia,Cristologia e Geografia&amp;nbsp;Bíblica nas escolas para obreiros. Do aluguel, conseguiua epopeia, juntamente com os membros, de comprar um terreno, construir einaugurar em dois anos o antigo templo sede da igreja em Joinville, que naépoca foi considerado um dos maiores templos evangélicos do país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Juntamentecom J. P. Kolenda criou toda uma estrutura evangelística e jurídica para a AD noestado catarinense. No&amp;nbsp;âmbito nacional, Smith participou de diversosdebates, principalmente sobre a criação de institutos bíblicos na Assembleia deDeus, tema esse polêmico e visto com muitas reservas, tanto por parte dossuecos como por parte dos brasileiros. Fez parte do conselho administrativo daCPAD e de campanhas para arrecadação de fundos para a editora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Apesar de todas essas atividades algo não ia bem. Jason Tércio ao traçar um perfil do missionárionorte-americano faz a seguinte observação sobre Smith em seu livro&amp;nbsp;&lt;b&gt;Os Escolhidos:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;Em 1945 estava em Joinville, Santa Catarina,organizando uma rede evangelística a partir de um salão alugado. A Assembleiade Deus não o satisfazia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tanto não o satisfazia que em1953 Virgil se desliga da AD em Joinville e vai para São Paulo realizarcampanhas evangelísticas com os também norte-americanos Harold Willians eRaymond Boatringht da Cruzada Nacional de Evangelização. A partir de então,Smith começa a desenvolver novos projetos e dar novos rumos ao seu ministério.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Masquais seriam as razões para que Smith ficasse insatisfeito e deixasse mais de20 anos de militância na AD, uma denominação que ele ajudou a estruturar tantoem nível nacional e regional? Ao deixar o pastorado da AD de Joinville a igrejajá era uma das mais prósperas do estado catarinense e com grande perspectiva decrescimento devido ao fato de estar se desenvolvendo na cidade uma série de indústrias.Pode-se pensar em algumas respostas analisando alguns dados biográficos deVirgil, como o próprio contexto pentecostal da época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Emprimeiro lugar Smith era um aventureiro, um homem&amp;nbsp;irrequieto, movido pelodesejo de evangelizar e abrir novas frentes de trabalho. Suas aventuras nonordeste brasileiro, sua mudança da igreja de Cristo para a nascente AD edepois sua adesão ao trabalho da Cruzada nacional de Evangelização revelamalguém com disposição de assumir riscos&amp;nbsp;e de uma personalidade aberta anovas ideias e experimentos. Segundo Tércio:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;VirgilSmith estava interessado numa tática diferente de evangelização, maisabrangente, como fazia a Igreja do Evangelho Quadrangular, também origináriados Estados Unidos. A Quadrangular estava trazendo para o Brasil um novoconceito de evangelização, que correspondia mais às aspirações de Virgil. Oscultos não deveriam ser realizados apenas em templos e ao ar livre. Era precisoatrair multidões de ouvintes. E para tanto, só mesmo tendas de lona egrandes&amp;nbsp;auditórios, ginásios esportivos, estádios.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Poroutro lado encontramos uma AD em processo de institucionalização, comcrescentes disputas de poder, e antagonismos cada vez fortes de seus principaislíderes. Em muitos momentos os&amp;nbsp;missionários&amp;nbsp;norte-americanos foramquestionados quanto às questões de institutos bíblicos e&amp;nbsp;métodos&amp;nbsp;detrabalho e evangelização. Os obreiros dos EUA tinham os dólares (ou facilitavamsua chegada), mas eram vistos com desconfianças e reservas. Smith, conhecedor das estruturas de poder coronelistas do nordeste, talvez tenha começado a perceber dentro da denominação um outro tipo de coronelismo: o eclesiástico. Porém sintonizado com asnovidades da época e insatisfeito com a AD, Virgil, deixa a primeira"onda" do pentecostalismo tão bem representada pela AD e vai"surfar" na segunda "onda" trazida pela Quadrangular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez o registro feito peloescritor Ismael dos Santos em seu livro&amp;nbsp;&lt;b&gt;Raízes&amp;nbsp;da nossa fé&amp;nbsp;&lt;/b&gt;resume&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;muito bem o sentimento e o contexto do missionário norte-americano:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E,mesmo aceitando o desafio de construir em Joinville, naquela época, um dosmaiores templos evangélicos do Brasil, sua paixão pelo evangelismo o levou aconfessar: "O templo foi&amp;nbsp;construído&amp;nbsp;na rua principal da cidade eera o edifício&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;conhecido. Mas, em comunhão com Deus, apareceu-mea pergunta: Quantas pessoas frequentavam o seu templo? A resposta que eu podiadar era que não mais de mil pessoas frequentavam aquela igreja. Então a voz doEspírito Santo em mim dizia: E quem está ministrando aos outros vintee&amp;nbsp;dois&amp;nbsp;mil habitantes?"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É certo que ele não foi o único a tomar tal decisão. Outros obreiros em momentos diferentes fizeram o mesmo, mas o caso de Smith é emblemático, pois os registros disponíveis sobre sua vida e obra, e aqui colocados, esclarecem os rumos da AD e do pentecostalismo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ALENCAR, Gedon. &lt;b&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;-origem, implantação e militância (1911-1946). São Paulo: Arte Editorial, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ARAÚJO, Isael de. &lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;DANIEL, Silas. &lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/b&gt; Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo. In: ____. &lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;SANTOS, Ismael.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Raízes da nossa fé&lt;/b&gt;: A história das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em Santa Catarina e no Sudoeste do Paraná. Blumenau: Letra Viva, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;TÉRCIO, Jason.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Os Escolhidos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- a saga dos evangélicos em Brasília. Brasília: Coronário, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4378382917494570563?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4378382917494570563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/virgil-smith-uma-historia-do-movimento.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4378382917494570563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4378382917494570563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2012/01/virgil-smith-uma-historia-do-movimento.html' title='Virgil Smith: uma vida pentecostal'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GePrrayNEX0/TwIJCSXJeiI/AAAAAAAAB18/JTDdKSGOXT0/s72-c/virgilsmith.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-2272032260110520136</id><published>2011-12-11T11:59:00.011-02:00</published><updated>2011-12-17T11:51:09.883-02:00</updated><title type='text'>Foto Memória: A AD de Joinville nos anos 50</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A foto abaixo, foi enviada gentilmente pela irmã Rosani Biscaia. A fotografia mostra em outro ângulo e de maneira mais próxima, uma outra imagem publicada nesse blog em abril desse ano de 2011. A imagem enviada pela minha querida colaboradora, permite o reconhecimento de uma maior quantidade de pastores e membros da Assembleia de Deus em Joinville e Santa Catarina. Outra vantagem, é que a foto enviada permite saber o dia, mês e ano exato do registro&amp;nbsp;fotográfico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-e3rE6Hjdob0/TuSw3rTtX0I/AAAAAAAABQY/k84JBf2rNCA/s1600/Fotos+da+AD+Jlle103.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://3.bp.blogspot.com/-e3rE6Hjdob0/TuSw3rTtX0I/AAAAAAAABQY/k84JBf2rNCA/s400/Fotos+da+AD+Jlle103.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Foto postada em abril: fachada do antigo templo sede de Joinville com líderes e membros à frente.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T7EvFDQY63I/TuSwFh7YRpI/AAAAAAAABQQ/iWz2-6y6jTg/s1600/assembleia+de+Deus+03.6.1956+1+%25281%2529.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="http://4.bp.blogspot.com/-T7EvFDQY63I/TuSwFh7YRpI/AAAAAAAABQQ/iWz2-6y6jTg/s400/assembleia+de+Deus+03.6.1956+1+%25281%2529.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Foto enviada pela irmã Rosani: além da data é possível&amp;nbsp;reconhecer&amp;nbsp;líderes e irmãos da igreja&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Os pastores que se podem &amp;nbsp;reconhecer são: Satyro Loureiro então líder da igreja, missionário J. P. Kolenda, pastores Osmar Cabral, Antônio Lemos, Reinoldo Hass, João Hungur, Antonieto Grangeiro Sobrinho Manoel Germano de Miranda, Liosés Domiciano e Ariel G. de Anunciação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 20px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Caso algum leitor identifique mais pessoas, escreva no espaço reservado aos comentários, que gradualmente se estará modificando o texto para adicionar informações enviadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Agradeço a irmã Rosani, neta do pioneiro Manoel Germano de Miranda, que foi primeiro pastor da Assembleia de Deus em Joinville e sobrinha do pastor José João Vieira (hoje jubilado) que também foi um dos pastores da igreja na cidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Deus lhe abençoe!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-2272032260110520136?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/2272032260110520136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/12/foto-memoria-ad-em-joinville-e-um.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/2272032260110520136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/2272032260110520136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/12/foto-memoria-ad-em-joinville-e-um.html' title='Foto Memória: A AD de Joinville nos anos 50'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-e3rE6Hjdob0/TuSw3rTtX0I/AAAAAAAABQY/k84JBf2rNCA/s72-c/Fotos+da+AD+Jlle103.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-338462304491221505</id><published>2011-11-05T18:10:00.002-02:00</published><updated>2011-12-29T16:26:14.321-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus e sua fragmentação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jU_HZsdDJXo/TrWYGlSGkgI/AAAAAAAABKU/0bayYitS31I/s1600/charge-gospel-porta-estreita-mario-teixeira-16521022c1842350b47fc7257dfe4107.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://1.bp.blogspot.com/-jU_HZsdDJXo/TrWYGlSGkgI/AAAAAAAABKU/0bayYitS31I/s320/charge-gospel-porta-estreita-mario-teixeira-16521022c1842350b47fc7257dfe4107.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;Assembleia&amp;nbsp;de Deus no Brasil, sempre teve ao logo da sua história, problemas para manter sua unidade. Isso fica evidente na sua própria história oficial, ao revelar, que a primeira Convenção Geral, foi convocada por pastores brasileiros para&amp;nbsp;reivindicar maior autonomia na condução dos trabalhos abertos no país. Os suecos, tiveram que abrir mão das principais igrejas abertas até então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, com o crescimento de algumas igrejas, e as consequentes disputas por poder, alguns líderes começaram a fundar os chamados "ministérios". Isso significava que tal igreja ou "ministério" era na verdade em muitos casos uma cisão dentro da denominação. Assim a Assembleia de Deus, se tornou uma denominação com vários ministérios concorrentes entre si e assim a unidade se tornou impossível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale à pena recordar as palavras do pastor José Pimentel de Carvalho em entrevista ao jornal O Assembleiano em 1987. Perguntado sobre os seus esforços como um dos principais líderes da CGADB para manter a unidade da denominação ele respondeu que:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;b&gt;Hoje eu estou apenas apreciando o cenário e estou verificando que talvez esse fracionamento seja irreversível, isto porque o desvirtuar da unidade começou há muito tempo, por volta de 1940, de modo que convivi com o problema no Rio de Janeiro por 17 anos. Já na época, não houve formas de voltar à unidade e esse desvio avolumou-se.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados tantos anos dessa memorável entrevista, as Assembleias de Deus ainda continuam em franco processo de fragmentação. Porém, cada vez mais se&amp;nbsp;acentuam&amp;nbsp;nas igrejas as diferenças teológicas,&amp;nbsp;litúrgicas e ministeriais. Antes, as divisões se davam entre convenções e líderes, mas se percebia uma unidade no perfil das igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o advento da teologia da prosperidade, e o surgimento de novas igrejas e o crescimento da concorrência, é comum cada vez mais o uso de inovações e estratégias para atrair o povo. E dentro dessa perspectiva, observa-se igrejas ou ministérios assembleianos totalmente descaracterizados, ou irreconhecíveis em suas formas&amp;nbsp;litúrgicas&amp;nbsp;e ministeriais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que hoje encontramos Assembleias de Deus "à moda antiga", e Assembleias de Deus do "samba do crioulo doido". Infelizmente a Assembleia de Deus do "samba do crioulo doido" é o modelo mais adotado e o que esta em maior sintonia com o mercado evangélico nos últimos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-338462304491221505?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/338462304491221505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/11/assembleia-de-deus-e-sua-fragmentacao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/338462304491221505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/338462304491221505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/11/assembleia-de-deus-e-sua-fragmentacao.html' title='A Assembleia de Deus e sua fragmentação'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jU_HZsdDJXo/TrWYGlSGkgI/AAAAAAAABKU/0bayYitS31I/s72-c/charge-gospel-porta-estreita-mario-teixeira-16521022c1842350b47fc7257dfe4107.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-186942719260536947</id><published>2011-09-06T22:45:00.004-03:00</published><updated>2011-09-07T17:13:04.803-03:00</updated><title type='text'>A  Assembleia de Deus segundo Erico Verissimo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/erico_verissimo01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.vidaslusofonas.pt/erico_verissimo01.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt; line-height: 15pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Californian FB';"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O livro &lt;b&gt;Incidente em Antares&lt;/b&gt; (1971) é uma das últimas obras do escritor gaúcho Erico Veríssimo (1905-1975). Escrito durante a vigência do Regime Militar, a história é uma irônica crítica que o autor faz, não só ao regime com suas repressões e censuras, mas a toda sociedade brasileira. Ao criar uma cidade fictícia e uma história tão inusitada, o escritor na verdade prepara seus leitores para desnudamento das hipocrisias e perversidades que estão encobertas sob nomes dignos como moral, tradição e religião.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No romance, como é próprio das histórias de Veríssimo, muitos personagens são estereótipos da realidade, ou uma síntese de situações históricas, as quais o romancista deseja denunciar. Além disso, a obra retrata com muita peculiaridade o clima político existente no Brasil antes do golpe de 1964.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Antares é uma síntese da sociedade brasileira, onde o autor apresenta com ironia e bom humor em alguns momentos, e com dramaticidade em outros, o que se passava na nação antes do golpe político-militar dos anos 60. Entre os muitos personagens representativos da sociedade, uma delas nos chama à atenção pela observação arguta do grande escritor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 4cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Naquela manhã, cerca das sete horas, Acácia entrou no gabinete do prefeito de Antares para fazer a limpeza de rotina. Sofria de elefantíase e movia-se com pesada lentidão dum paquiderme. Costumava trabalhar resmungando todo o tempo para si mesma e para as almas, os anjos e os demônios que sentia permanentemente ao seu redor... Todas as manhãs, tirante a de domingo, antes de começar a limpeza da peça, Acácia costumava ajoelhar-se diante da imagem do Pai dos Pobres e recitar atabalhoadamente uma oração. Em geral um Padre-Nosso. A negra velha era a encarnação dum curioso sincretismo religioso. Macumbeira, mãe-de-santo, devota de São Jorge, ela também ia à missa aos domingos, fazia promessa a Nossa Senhora, e de vez em quando se confessava e comungava.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ultimamente dera para freqüentar a Assembléia de Deus, pois lá encontrava a oportunidade, que a encantava, de entoar hinos com os demais crentes.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;(p. 301-302)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Grifou-se&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Californian FB';"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É interessante como Veríssimo retrata essa personagem. Acácia é descrita como uma senhora pobre, de origem simples, com um trabalho humilde, a qual encarna segundo a ótica do autor a extrema religiosidade popular.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Ela é católica, macumbeira e pentecostal ao mesmo tempo. Convém lembrar, que o sincretismo religioso observado pelo escritor foi uma situação histórico-religiosa construída em muitos anos pelos escravos e seus descendentes no período da escravidão. Impossibilitados de praticar seus cultos aos deuses de sua religião, forçados a se cristianizarem, os escravos camuflaram seus deuses e crenças na adoração aos santos católicos. Então a referência ao sincretismo de Acácia é uma constatação de uma realidade histórica vivida em todo o Brasil por milhões de afrodescendentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Porém o que chama à atenção é o destaque dado à outra opção religiosa que se apresentava para esta senhora. Diz o romancista&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Ultimamente dera para freqüentar a Assembléia de Deus, pois lá encontrava a oportunidade, que a encantava, de entoar hinos com os demais crentes".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Algumas considerações podem ser feitas a partir desse texto, o qual de certa forma revela não só as impressões do autor sobre o movimento pentecostal representado na Assembleia de Deus, como a própria constituição do pentecostalismo naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Em primeiro lugar encontra-se a constatação da expansão geográfica da Assembleia de Deus. Antares como já se observou é uma cidade fictícia, onde os personagens e situações são representações da sociedade brasileira. Mas mesmo na ficção a Assembleia de Deus aparece como representante do movimento pentecostal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nesse caso se tem a constatação real e irônica da frase&amp;nbsp; que diz "onde houver Coca-Cola e uma agência de correio ali há uma Assembleia de Deus". Mesmo na imaginária cidade de Antares a igreja tem o seu espaço garantido. Ou seja, a simples menção da igreja, revela que o escritor percebia como a denominação já estava espalhada por vários&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;municípios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15pt;"&gt;&amp;nbsp;gaúchos e brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em segundo lugar é o nível social de seus membros ou freqüentadores. Acácia é uma senhora doente, de emprego e ganhos humildes, pouca escolaridade e de uma credulidade extrema. A observação do romancista somente comprova o que a história do pentecostalismo já ressalta. A grande parcela de membros das igrejas pentecostais são na sua maioria pessoas de menor renda, escolaridade e consequentemente de menor acesso as oportunidades de crescimento social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E por último se verifica a forma de protestantismo popular e participativo apresentado por Veríssimo. Longe do elitismo de algumas igrejas históricas, na Assembleia ela podia cantar com os demais crentes. Ao invés de ser uma mera expectadora, Acácia se sentia uma protagonista do culto evangélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É interessantíssima a observação, pois resgata a lembrança de que o pentecostalismo cresceu como um movimento religioso de leigos, com pouca diferenciação social entre seus membros e líderes. Hoje obviamente em algumas igrejas, principalmente nos centros urbanos mais desenvolvidos, percebem-se as diferenciações sociais onde o membro comum não encontra mais espaço na liturgia, sendo um mero expectador do culto evangélico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Com as transformações sociais ocorridas desde a publicação do romance muita coisa mudou dentro da Assembleia de Deus. Permanências da representação que o escritor fez ainda são visíveis; porém transformações também ocorrem e são perceptíveis aos estudiosos do pentecostalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Caso estivesse hoje presente em nosso meio, qual seria a representação da Assembleia de Deus que o grande escritor faria? Identificaria seus membros com as classes mais humildes da população? E os cultos? Seriam ainda participativos, ou aos fieis seria dado simplesmente a oportunidade de contribuir com seus dízimos e ofertas? E essas sim, seriam o grande momento do culto? Perceberia o renomado escritor, a influência da famigerada&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;teologia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 15pt;"&gt;&amp;nbsp;da prosperidade nas pregações e cânticos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A resposta é um belo exercício de imaginação.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Fontes:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. In&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;: ____.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 10pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;MARIANO, Ricardo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Neopentecostais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;; sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1999.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;VERISSIMO, Erico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Incidente em Antares&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;- 49. ed.-São Paulo: Globo, 1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt; line-height: 15pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-186942719260536947?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/186942719260536947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/09/assembleia-de-deus-segundo-erico.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/186942719260536947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/186942719260536947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/09/assembleia-de-deus-segundo-erico.html' title='A  Assembleia de Deus segundo Erico Verissimo'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3108185945077474729</id><published>2011-07-28T16:24:00.004-03:00</published><updated>2011-07-29T22:04:48.114-03:00</updated><title type='text'>Os 80 anos da Assembleia de Deus em Santa Catarina: o pioneiro André Bernardino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oOERWnk_EO8/TjG3HPEnJdI/AAAAAAAAAiM/mcNJLHs_sWg/s1600/pr_bernardino.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-oOERWnk_EO8/TjG3HPEnJdI/AAAAAAAAAiM/mcNJLHs_sWg/s1600/pr_bernardino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;André Bernardino da Silva fundou a Assembleia de Deus em Santa Catarina no dia 15 de março de 1931 na cidade portuária de Itajaí. Segundo as fontes disponíveis, organizou a AD ainda no mesmo ano em Blumenau, e em São Francisco do Sul. Em 1933 foi atuante na fundação das igreja de Guaramirim e Joinville. No dia 3 de janeiro de 1932, em visita a Itajaí, o missionário Gunnar Vingren separa Bernardino a pastor, mas faz a seguinte observação: "Não deveria consagrá-lo ao ministério. Você ainda tem muito pouco tempo de conversão e é solteiro, mas devido a falta de obreiros vou separá-lo para o pastorado".&amp;nbsp;Por 12 anos, André Bernardino trabalha na fundação e na organização de igrejas da AD no estado catarinense. Ao ser entrevistado para a Revista do Jubileu de Ouro das Assembleias de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, André afirma que seu substituto no trabalho foi o missionário Albert Widmer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa primeira e superficial leitura dos registros históricos, fica à impressão de que Widmer foi o substituto natural de Bernardino, o qual após de mais de uma década se retira do estado catarinense, para trabalhar em outras searas. Mas algumas contradições na historiografia oficial e as memórias de quem conviveu com o pioneiro, indicam que Bernardino ao se despedir do estado, já há muito tempo havia sido suplantado por Albert Widmer na liderança da AD em Santa Catarina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se sabe exatamente o ano em que Albert Widmer chegou à Santa Catarina, mas se observa que não muito depois da fundação das primeiras igrejas ele já estava atuando no estado. Em suas memórias, Daniel Graudin da Silva (filho de André Bernardino), relata que Widmer não pertencia a AD e sim a outro ministério pentecostal. Seu pai teria o convidado para ingressar na AD e logo depois, Widmer teria suplantado seu pai na liderança do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A versão do filho de Bernardino contradiz a&amp;nbsp;historiografia&amp;nbsp;oficial, quando se observa que Widmer já colaborava com o Mensageiro da Paz no ano de 1935 com traduções de artigos; indicando assim sua filiação à denominação. Mas registros comprovam que Widmer separou ainda no início da década obreiros ao diaconato e ao presbitério em Blumenau, comprovando que o suíço já liderava a AD nessa época. Também diverge muito a versão apresentada pelo familiar de André sobre a saída de Albert do Brasil. Segundo a historiografia oficial, o missionário teria entregado o trabalho a J. P. Kolenda por problemas financeiros gerados pela eclosão da Segunda Guerra Mundial. Widmer era sustentado por ofertas vindas de igrejas da Inglaterra. Na versão apresentada por Daniel da Silva, o suíço teria saído por motivos menos nobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem esta acostumado com a&amp;nbsp;historiografia&amp;nbsp;oficial da AD, a versão da família de Bernardino soa um tanto estranha se comparada com as informações conhecidas e divulgadas há tantos anos pela denominação. Mas não é novidade, que muitos&amp;nbsp;escândalos&amp;nbsp;e cismas nos ministérios da AD, são camuflados e revestidos de uma linguagem e escrita&amp;nbsp;heroica, visando sempre a edificação dos fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que ao deixar Santa Catarina, Bernadino não era mais líder há muito tempo do trabalho pentecostal no estado. Também é certo, que ao sair, André já não estava mais em comunhão com a igreja, e assim permaneceu por muitos anos, pois no ano de sua saída (1943), foi publicada uma declaração assinada pelos principais líderes da AD no estado, informando que o pioneiro havia sido desligado do ministério das AD de Santa Catarina. Ou seja, o pioneiro não foi&amp;nbsp;substituído&amp;nbsp;por Widmer e sim suplantado por ele na liderança, e ao deixar o estado já estava fora da denominação que fundou anos antes. Talvez por esses motivos, a literatura oficial da CPAD considera J. P. Kolenda o primeiro líder oficial da AD no estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda, segundo as fontes&amp;nbsp;disponíveis, Bernardino fundou várias igrejas no interior de São Paulo, e na década de 1960 encontrava-se em Brasília (DF). Na nova capital, André participa de uma polêmica divisão em uma congregação da AD do ministério de madureira. Um grupo de obreiros queria colocá-lo como líder substituto do pastor local do qual discordavam. Bernardino, juntamente com o grupo descontente é desligado da comunhão da igreja e meses depois passa a congregar na AD ligada ao ministério de São Cristóvão (RJ).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim de sua vida, volta para o estado do Rio de Janeiro, vindo a falecer no dia 8 de agosto de 1992 na cidade de Macaé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obras consultadas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ARAÚJO, Isael de. &lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MAFRA, Carlos. &lt;b&gt;Capítulos que movem nossas vidas&lt;/b&gt;. Blumenau: Nova Letra, 2009.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SANTOS, Ismael. &lt;b&gt;Raízes da nossa fé&lt;/b&gt;: A história das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em Santa Catarina e no Sudoeste do Paraná. Blumenau: Letra Viva, 1996.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;TÉRCIO, Jason. &lt;b&gt;Os Escolhidos&lt;/b&gt; - a saga dos evangélicos em Brasília. Brasília: Coronário, 1997.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revista do Jubileu de Ouro das Assembleia de Deus &amp;nbsp;em Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (1981)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrevista concedida por Daniel Graudin da Silva no dia 10 de setembro de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3108185945077474729?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3108185945077474729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/07/os-80-anos-da-assembleia-de-deus-em_28.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3108185945077474729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3108185945077474729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/07/os-80-anos-da-assembleia-de-deus-em_28.html' title='Os 80 anos da Assembleia de Deus em Santa Catarina: o pioneiro André Bernardino'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oOERWnk_EO8/TjG3HPEnJdI/AAAAAAAAAiM/mcNJLHs_sWg/s72-c/pr_bernardino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-361869394780099978</id><published>2011-07-18T16:53:00.003-03:00</published><updated>2011-07-19T23:20:45.090-03:00</updated><title type='text'>Os 80 anos da Assembleia de Deus em Santa Catarina: contradições historiográficas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O ano de 2011, marca não somente as celebrações do centenário das Assembleias de Deus no Brasil, mas também, os 80 anos de fundação da igreja no Estado de Santa Catarina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Foi na cidade portuária de Itajaí, que o jovem André Bernardino da Silva, realizou no dia 15 de março de 1931 o primeiro culto da denominação em terras catarinenses. Bernardino, havia se convertido no ano anterior na cidade do Rio de Janeiro, após ser curado de tuberculose através da oração dos pioneiros Gunnar Vingren e Paulo Leivas Macalão.&amp;nbsp;Restabelecido da enfermidade, o jovem André passou a colaborar na AD de São Cristóvão com seus talentos musicais e recebendo instruções dos missionários. Depois de alguns meses, retornou a Itajaí, e nessa cidade iniciou o trabalho pentecostal da Assembleia de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Simples é contar o início da denominação, mas difícil é conciliar a historiografia disponível sobre os primeiros anos da igreja e o papel dos seus primeiros líderes. André Bernardino foi sem dúvida o pioneiro que fundou a primeira AD no estado em Itajaí e nas cidades próximas. Porém, ao que tudo indica, Bernardino não consegue manter sua liderança à frente da denominação, e outro obreiro&amp;nbsp;aparece nos registros como sucessor de André: Albert Widmer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Widmer, ainda com a presença de Bernardino no estado catarinense, desempenha o papel de líder do trabalho pentecostal. Suíço de origem metodista, Albert Widmer é enviado ao Brasil sendo sustentado pelas igrejas da&amp;nbsp;Inglaterra. Segundo Isael de Araújo no seu Dicionário do Movimento Pentecostal, ele teria percorrido o Brasil, tendo passado pelo&amp;nbsp;estados&amp;nbsp;do Amazonas, Pernambuco, Bahia e São Paulo. Ainda segundo Araújo, aparecem&amp;nbsp;registros&amp;nbsp;de artigos traduzidos pelo missionário para o Mensageiro da Paz no ano de 1935. Em 1936, Widmer teria se transferido de São Paulo para Santa Catarina, mais especificamente para a cidade de Itajaí, local onde a AD através de André Bernardino, recém tinha aberto uma congregação no estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É nesse ponto que a bibliografia disponível sobre esse pioneiro se contradiz. Pois se Araújo aponta o ano de 1936 como referência ou marco da chegada e Widmer a Santa Catarina, o escritor Carlos Mafra, com base em uma entrevista com o filho de André Bernadino, afirma que em 1934, após uma conversa de Bernardino com o&amp;nbsp;suíço, este teria se transferido para a AD. Segundo as memórias e a versão do filho de Bernardino, Widmer não pertencia a denominação assembleiana, e sim a um outro trabalho pentecostal muito próximo a igreja da AD. Depois de alguns meses, na versão escrita por Mafra, Widmer assume a igreja de Itajaí e André Bernardino transfere-se para a cidade de Blumenau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já outro escritor, Ismael dos Santos, data a chegada do missionário suíço no final dos anos 30 sendo o mesmo procedente do Rio Grande do Sul. Segundo esse autor, Widmer se estabeleceu nesse tempo na cidade de Florianópolis, de onde semanalmente atendia as congregações da AD. Mas&amp;nbsp;contraditoriamente, aponta a presença do mesmo em 1936 como fundador da igreja de Imbituba, e em outra parte do seu livro, relata que ainda no início dos anos 30, Widmer separa em 1932 Antônio Lemos para o diaconato e Ananias Castellain para o presbitério de Blumenau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mesmo com as versões discordantes, o fato é que Albert Widmer (segundo os autores consultados) aparece como o líder da denominação ao fim da década de 30 em Santa Catarina. Mafra apresenta em seu livro uma cópia do certificado de&amp;nbsp;Presbítero&amp;nbsp;regional de um dos primeiros obreiros, com a assinatura de Widmer como presidente da igreja no estado, como forma de comprovar que nesse tempo, é o suíço que responde pela liderança da denominação. Há também, uma unanimidade dos autores em reconhecer, que foi Widmer que convidou J. P. Kolenda para assumir seu lugar na liderança da denominação em Santa Catarina. Outra informação unânime, é que Widmer teria se transferido para o Paraguai após a chegada de Kolenda ao estado. O motivo de sua saída teriam sido problemas financeiros&amp;nbsp;ocasionados&amp;nbsp;com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, na qual a Inglaterra (de onde provinha seus recursos) estava envolvida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E André Bernardino? Qual o papel desse pioneiro nesse contexto? Esse é assunto para a próxima postagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Obras consultadas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 20px;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 20px;"&gt;MAFRA, Carlos. &lt;b&gt;Capítulos que movem nossas vidas&lt;/b&gt;. Blumenau: Nova Letra, 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;SANTOS, Ismael. &lt;b&gt;Raízes da nossa fé&lt;/b&gt;: A história das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus em Santa Catarina e no Sudoeste do Paraná. Blumenau: Letra Viva, 1996.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-361869394780099978?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/361869394780099978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/07/os-80-anos-da-assembleia-de-deus-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/361869394780099978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/361869394780099978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/07/os-80-anos-da-assembleia-de-deus-em.html' title='Os 80 anos da Assembleia de Deus em Santa Catarina: contradições historiográficas'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4528490222411492798</id><published>2011-06-23T11:22:00.009-03:00</published><updated>2011-06-24T08:59:22.380-03:00</updated><title type='text'>Os 80 anos da Assembleia de Deus: uma cobertura do jornal O Assembleiano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BlRpgEToOZM/TgPrB-AwI3I/AAAAAAAAAVI/L_vRRTuBP_c/s1600/o-assembleiano-80-anos-da-ad.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-BlRpgEToOZM/TgPrB-AwI3I/AAAAAAAAAVI/L_vRRTuBP_c/s400/o-assembleiano-80-anos-da-ad.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;"Há 80 anos, no dia 18 de junho de 1911, nascia o maior e mais tradicional movimento pentecostal do Brasil: a Assembléia de Deus."&amp;nbsp;Com essas palavras o jornal &lt;b&gt;O Assembleiano&lt;/b&gt; iniciava sua reportagem especial sobre os 80 das Assembleias de Deus no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Escrita por Judson Canto e Ildo Campêlo (in memoriam) a reportagem aprofunda questões históricas e sociológicas da denominação e trás um panorama geral das festividades ocorridas no ano de 1991 na cidade de Belém do Pará. Descreve também a evolução administrativa e principalmente a contextualização da igreja; contextualização essa descrita como&amp;nbsp;"gradativa e irreversível".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Encontra-se também nessa reportagem, vários comentários de líderes e pioneiros da denominação, os quais revelam sua visão do trabalho pentecostal depois de 80 anos de história. Alguns com maior pessimismo como o pastor Satyro Loureiro de Joinville, o qual observava que "ao lado do crescimento do trabalho no campo espiritual, houve também grande desenvolvimento cultural e&amp;nbsp;financeiro, que possivelmente tenha determinado certos limites no aperfeiçoamento da igreja". Ou como o pastor José Pimentel de Carvalho&amp;nbsp;(falecido recentemente)&amp;nbsp;de Curitiba que declarou que estavam "... havendo algumas modificações, alguns avanços em direção ao modernismo e ao mundanismo...", mas que se declarava otimista com a igreja, ainda que "... pequenos grupos estão declinando, voltando a prática de coisas inconvenientes como vaidades e mundanismo, mas a genuína Assembleia de Deus está viva, poderosa e continua sua marcha".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, a grande maioria dos entrevistados explicitava uma opinião otimista em relação ao trabalho&amp;nbsp;pentecostal&amp;nbsp;após oito décadas de história. Revelam em suas palavras as características positivas da Assembleia de Deus, do seu crescimento e pujança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Deixo aqui para o leitor desse blog, algumas frases, opiniões e analises sobre a denominação, garimpadas pela competente equipe do jornal &lt;b&gt;O Assembleiano&amp;nbsp;&lt;/b&gt;durante a celebração de 80 anos das Assembleias de Deus no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;"Deus tem promovido este movimento, que já alcançou todo o Brasil e já ultrapassa fronteiras, porque, regra geral, os movimentos evangélicos começam a&amp;nbsp;decrescer&amp;nbsp;quando alcançam 50 anos, ao passo que o nosso continua avançando".&lt;/i&gt; (Pastor Túlio Barros Ferreira - Assembleia de Deus de São Cristóvão - RJ)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;"&lt;i&gt;Oitenta anos de Assembleia de Deus impressiona qualquer historiador"&lt;/i&gt;. (Pastor Delfim Brunelli - Assembleia de Deus Casa Verde - SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;"Hoje louvamos ao Senhor porque encontramos entre nós gente de todas as atividades profissionais, como na minha igreja, que tem médicos, advogados, engenheiros e militares graduados. Já não somos mais aquele pessoal que só trabalhava com favelados e gente da construção civil"&lt;/i&gt;. (Pastor José Ezequiel - Assembleia de Deus de Taubaté - SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;"Nossos pioneiros foram guiados por Deus e andavam dentro dos&amp;nbsp;parâmetros da Palavra de Deus na evangelização, no ensino e na construção de igrejas. A igreja é uma dinâmica, e nessa dinâmica, os pioneiros souberam aproveitar as oportunidades do ponto de vista cultural e sociológico. Os pioneiros investiram grandemente na construção de congregações, isto é, não esperavam que o povo fosse a igreja, mas levavam a igreja ao povo, fazendo um verdadeiro trabalho de penetração nos recantos brasileiros. Este foi um dos fatores mais importantes para o crescimento da Assembleias de Deus nessas oito décadas debaixo da unção de Espírito Santo"&lt;/i&gt;. (Pastor João Kolenda Lemos ex-diretor do Instituto Bíblico de Pindamonhangaba - SP)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;"Se eles (os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren) observassem esta festa ficariam admirados... e felizes".&lt;/i&gt; (Pastor Armando Chaves Cohen)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;"Esses 80 anos têm um grande significado. Entendemos que é o resultado de um trabalho fecundo realizado em todo território nacional, e a nossa vinda aqui em Belém foi simplesmente para rememorar e fazer o nosso coração vibrar mais uma vez com a obra maravilhosa que Deus iniciou através daqueles dois servos Seus e que espalhada está em todo Brasil".&lt;/i&gt; (Pastor José Wellington Bezerra da Costa - presidente do Ministério do Belenzinho em SP e da CGADB)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4Z_LJsmCxsY/TgNKzLLG5II/AAAAAAAAAVE/dhtqezKM0uo/s1600/bertil+vingren.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-4Z_LJsmCxsY/TgNKzLLG5II/AAAAAAAAAVE/dhtqezKM0uo/s320/bertil+vingren.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Bertil Vingren: se o pai estivesse vivo pensaria que é um sonho&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;"Se meu pai estivesse aqui hoje, pensaria que era um sonho este tamanho desenvolvimento da trabalho iniciado por ele e Daniel Berg. Ele não sabia qual seria o fruto desta obra, depois dos tempos que iriam passar, pois não podia imaginar a grandeza do trabalho, porque ele foi enviado por deus, pelo Deis Vivo, que sabia das necessidades do Brasil".&lt;/i&gt; (Bertil Vingren - filho do pioneiro Gunnar Vingren)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fonte: &lt;b&gt;O Assembleiano&lt;/b&gt;- Joinville edição junho/julho de 1991 -p.5-6&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 22px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4528490222411492798?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4528490222411492798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/06/os-80-anos-da-assembleia-de-deus-uma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4528490222411492798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4528490222411492798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/06/os-80-anos-da-assembleia-de-deus-uma.html' title='Os 80 anos da Assembleia de Deus: uma cobertura do jornal O Assembleiano'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BlRpgEToOZM/TgPrB-AwI3I/AAAAAAAAAVI/L_vRRTuBP_c/s72-c/o-assembleiano-80-anos-da-ad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3333243594433572106</id><published>2011-06-18T10:54:00.000-03:00</published><updated>2011-06-18T10:54:23.689-03:00</updated><title type='text'>Centenário das Assembleias de Deus no Jornal Nacional</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/xMB54hWXn3U/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xMB54hWXn3U&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/xMB54hWXn3U&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3333243594433572106?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3333243594433572106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/06/centenario-das-assembleias-de-deus-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3333243594433572106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3333243594433572106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/06/centenario-das-assembleias-de-deus-no.html' title='Centenário das Assembleias de Deus no Jornal Nacional'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-1515536518414656454</id><published>2011-06-03T08:17:00.002-03:00</published><updated>2011-06-03T21:24:24.498-03:00</updated><title type='text'>A escrita da história assembleiana: algumas reflexões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S9efv_MCV4A/TejCuDaDtKI/AAAAAAAAAVA/6EsMgjvvg78/s1600/Nova+imagem.PNG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://4.bp.blogspot.com/-S9efv_MCV4A/TejCuDaDtKI/AAAAAAAAAVA/6EsMgjvvg78/s320/Nova+imagem.PNG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nos últimos anos a Assembleia de Deus, ou os responsáveis por escrever sua história tem procurado, através da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), servir o grande número de fieis dessa denominação, com livros históricos, nos quais a saga dos pioneiros pentecostais é revalorizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nada mais natural, pois na medida em que se aproxima o centenário das Assembleias de Deus, o interesse pela história da denominação aumenta. A institucionalização da igreja e o "aburguesamento" dos membros e ministério da AD também contribui para isso. Como afirmou o&amp;nbsp;sociólogo Paul Freston quando há um processo de&amp;nbsp;ascensão&amp;nbsp;social por parte da denominação, e ela passa a ser uma "igreja erudita", a preocupação com o controle de sua história aumenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Alguns livros lançados pela CPAD nos últimos anos,&amp;nbsp;tem sido de grande contribuição para estudiosos e pesquisadores&amp;nbsp;do movimento pentecostal. É óbvio que por se tratar de uma "história oficial", as obras editadas pela CPAD, devem ser lidas com certo espírito crítico, pois nesses livros se encontram os fatos que líderes da denominação no presente momento autorizaram a ser divulgado. Com toda certeza, muitos outros fatos históricos (ou versões) ficaram de fora, e o leitor terá tão somente uma visão parcial dos acontecimentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas algumas considerações devem ser feitas sobre a atual historiografia assembleiana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os livros históricos da CPAD procuram realmente informar melhor o seu público sobre a história assembleiana, trazer conhecimentos relevantes da denominação, ou será que simplesmente a editora esta procurando trazer à tona conhecimentos já divulgados por teses e estudos de historiadores e sociólogos não comprometidos com o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; da denominação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É impressionante a similaridade de informações que se encontram nas obras da CPAD com as de outros trabalhos já anteriormente publicados. O pior é que um desses livros, é na verdade em grande parte, uma compilação de vários outros livros já editados e estão reunidos nessa obra. Evidente que lá ao final dos textos estão as fontes, mas se o leitor acompanhar atentamente, verificará que em vez de se parafrasear, ou sintetizar com suas próprias palavras os textos, o autor (ou compilador) coloca na íntegra textos e capítulos inteiros de outros obras. Quem já escreveu um simples artigo acadêmico, conhece as regras básicas da escrita que deve vir à publico. Será que isso é ignorado na referida editora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Seriam também os livros da Casa Publicadora uma resposta ao que os estudiosos do movimento pentecostal já estão popularizando entre os interessados no assunto? Não deveria a CPAD e seus "historiadores" estar na vanguarda da história pentecostal, ao invés de sempre publicar obras com informações já&amp;nbsp;divulgadas por estudiosos das ciências sociais? Dá uma certa impressão que a editora está como se diz "correndo atrás".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outro fator é a falta de historiadores escrevendo a história das Assembleias de Deus. O que se observa é que um grupo de jornalistas, funcionários da editora, é que tem recolhido, selecionado e escrito sobre a AD. Não que um jornalista não possa fazer história, mas é preocupante que todo o material recolhido esteja a serviço de um pequeno grupo. A denominação precisa ter seus próprios historiadores, com domínio de conceitos históricos e que façam a produção de obras mais contextualizadas. História, não é só informar, não é só curiosidade, mas é contextualizar, problematizar, levar a outras indagações e pesquisas, as quais resultem em mais conhecimentos e problemáticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outra coisa preocupante, é a disponibilidade do acervo da CPAD. Percebe-se que a editora convoca seus membros a&amp;nbsp;contribuírem&amp;nbsp;para seu memorial com fotos e documentos, mas o mesmo não ficará disponível&amp;nbsp;para os mesmos. Recentemente um de seus jornalistas "historiadores" ao ser indagado por este que vos escreve, sobre a disponibilidade do acervo, e sobre sua socialização para pesquisadores que estão fora da cidade do Rio de Janeiro, disse que não há condições de se digitalizar os documentos, pois não há funcionários e recursos suficientes para isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Isso quer dizer que todo material ou documento histórico enviado a editora será recolhido, e não poderá ser divulgado. Ora se todos são chamados para conceder material histórico, todos devem ter o mais rapidamente acesso a esse mesmo material. Lógico que a CPAD deve ter sua equipe, e sempre haverá um grupo seleto para escrever a "história oficial" da denominação, sempre do ponto de vista de quem esta no comando. Mas é necessário se rever alguns conceitos, caso contrário a Casa Publicadora corre o risco de sempre estar "correndo atrás", ou seja, estar continuamente publicando informações que já estão popularizadas no meio acadêmico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Essas provocações são feitas, não com o intuito de depreciar algum livro da referida editora, mas com a intenção de suscitar um debate sobre a escrita da história assembleiana. É preciso refletir sobre a produção histórica feita pelos seus responsáveis e a qualidade historiográfica de seus livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-1515536518414656454?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/1515536518414656454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/06/escrita-da-historia-assembleiana.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1515536518414656454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1515536518414656454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/06/escrita-da-historia-assembleiana.html' title='A escrita da história assembleiana: algumas reflexões'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S9efv_MCV4A/TejCuDaDtKI/AAAAAAAAAVA/6EsMgjvvg78/s72-c/Nova+imagem.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-5002159796577400127</id><published>2011-04-26T23:21:00.004-03:00</published><updated>2011-05-06T20:44:48.581-03:00</updated><title type='text'>Foto Memória: Assembleia de Deus em Joinville</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A foto abaixo mostra o templo e um bom número de membros da Assembleia de Deus em Joinville. A frente pode-se&amp;nbsp;distinguir&amp;nbsp;entre tantos pastor Satyro Loureiro então líder da igreja, missionário J. P. Kolenda, pastores Antônio Lemos, Manoel Germano de Miranda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não se tem a data exata dessa fotografia, mas provavelmente esse registro foi feito entre 1954 e 1957, quando Satyro Loureiro presidiu a igreja, substituindo o missionário norte-americano Vilgil Smith. Em 1957 Loureiro é transferido voltando a presidir a AD de Joinville 22 anos depois, quando em 1979, após o falecimento do pastor Liosés Domiciano, ele reassume a igreja ficando em seu comando até o ano de 1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jGqb7hMlSpg/TbYqXl-q6TI/AAAAAAAAAU4/C8YwO88KnQs/s1600/Fotos+da+AD+Jlle103.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" src="http://2.bp.blogspot.com/-jGqb7hMlSpg/TbYqXl-q6TI/AAAAAAAAAU4/C8YwO88KnQs/s400/Fotos+da+AD+Jlle103.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Salta aos olhos, para quem conhece esse local, é a transformação urbana de Joinville nesses anos que passaram. A avenida Getúlio Vargas, local onde esses irmãos se colocaram para esse registro&amp;nbsp;fotográfico, está (como não poderia deixar de ser) totalmente modificada hoje em dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O antigo templo sede da AD joinvilense que aparece nessa foto, o qual foi inaugurado em 1943 também já não existe. Demolido em 1984 na segunda gestão do pastor Satyro, deu lugar ao atual todo revestido de mármore e granito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma curiosidade nessa foto é a observação de uma corneta no alto do templo. Segundo os crentes mais antigos, era por ela que as pessoas que passavam nas imediações da igreja ouviam os cultos no seu interior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-5002159796577400127?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/5002159796577400127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/04/foto-memoria-assembleia-de-deus-em.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/5002159796577400127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/5002159796577400127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/04/foto-memoria-assembleia-de-deus-em.html' title='Foto Memória: Assembleia de Deus em Joinville'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jGqb7hMlSpg/TbYqXl-q6TI/AAAAAAAAAU4/C8YwO88KnQs/s72-c/Fotos+da+AD+Jlle103.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4576113533376560157</id><published>2011-04-16T15:52:00.020-03:00</published><updated>2011-04-22T18:27:20.706-03:00</updated><title type='text'>Frida Vingren: um ministério contestado e polêmico</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;F&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;rida Maria Strandberg Vingren (1891-1940) é uma das biografias mais polêmicas (e porque não perturbadora) da história das Assembleias de Deus no Brasil. Missionária sueca, enfermeira, poetisa, compositora, musicista, redatora, pesquisadora, pregadora e ensinadora pentecostal, era também esposa do pioneiro assembleiano Gunnar Vingren.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LQVqxOQy19M/Taj6dmVqUDI/AAAAAAAAAU0/C5mgc23GqJQ/s1600/FV-2-medium-init-.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-LQVqxOQy19M/Taj6dmVqUDI/AAAAAAAAAU0/C5mgc23GqJQ/s320/FV-2-medium-init-.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'Times New Roman'; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Frida: nas palavras do filho Ivar ela foi incompreendida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A todos esses predicados, poderia também estar&amp;nbsp;incluído&amp;nbsp;o de pastora. Frida, poderia ter sido reconhecida há muitos anos, como a primeira pastora das Assembleias de Deus no Brasil. Na biografia do esposo encontram-se a aceitação por parte do pioneiro do ministério feminino, inclusive com a separação de uma diaconisa na igreja de São Cristóvão no Rio de Janeiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A própria história assembleiana é clara quanto ao desempenho da senhora Vingren. Na ausência (ou na presença) de Gunnar Vingren, Frida dirigia, pregava e ensinava na igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém os líderes assembleianos dos primeiros anos não aceitaram o ministério feminino. Na primeira Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) o assunto foi discutido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Frida foi a única mulher a participar ativamente das reuniões convencionais. As divergências entre os próprios missionários suecos sobre o assunto era antiga. Silas Daniel (2004) escreve que Samuel Nyström era contrário ao&amp;nbsp;ministério&amp;nbsp;feminino, tendo inclusive, atritos com Vingren nessa questão. Provavelmente a atuação de Frida já era alvo de contestações e polêmicas, sendo na CGADB de 30 um dos pontos de discórdia dos obreiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Prevaleceu a decisão de não reconhecer e nem admitir mulheres no ministério pentecostal assembleiano. Com as constantes revisões históricas e pesquisas acadêmicas feitas nos últimos anos, o ministério de Frida Vingren tem sido de certa forma "resgatado". Quais seriam os objetivos desse "resgate" histórico? Talvez o desejo de legitimar as transformações que a denominação esta vivenciando, onde cada vez mais as mulheres estão sendo reconhecidas no ministério. Ou quem sabe é uma justificativa histórica, uma forma de explicar o&amp;nbsp;porque&amp;nbsp;da &amp;nbsp;AD ser uma denominação grandiosa, com tantas mulheres em seu meio, mas com as decisões nas mãos dos homens. Ou as duas coisas e outras ao mesmo tempo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O certo é que essa revalorização do ministério da senhora Vingren servirá para muitos propósitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;E como se diz nas igrejas "para não ficar só nas minhas palavras", deixo alguns fragmentos dessa polêmica. São pequenos trechos disponíveis que ajudam a entender o contexto dessa&amp;nbsp;controvérsia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"&lt;b&gt;A minha esposa&lt;/b&gt;, com os obreiros da igreja, &lt;b&gt;têm levado a responsabilidade pela obra"&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(Palavras de Gunnar Vingren registrado no seu diário publicado pela CPAD)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"... pois não é o homem, nem tampouco a mulher que faz o ministério, mas é o dom. Isto é um fato simples e claro. E qualquer que tenha recebido um dom um dom torna-se responsável diante do Senhor. &lt;b&gt;A mulher recebendo-o entra assim no ministério da palavra, e pode então pregar e ensinar&lt;/b&gt;, conforme a direção do Espírito Santo".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(Trecho de um artigo publicado no jornal &lt;i&gt;O Som Alegre&lt;/i&gt; em janeiro de 1930 por Frida, numa clara alusão as polêmicas e contestações sobre o ministério feminino na Assembleia de Deus no Brasil)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"As irmãs têm todo o direito de participar da obra evangélica,&amp;nbsp;testificando&amp;nbsp;de Jesus e a sua salvação, e também ensinando quando for necessário. &lt;b&gt;Mas não se considera que uma irmã tenha função de pastor de uma igreja ou de ensinadora,&lt;/b&gt; salvo em casos excepcionais mencionados em Mateus 12. 3-8 (uma referência ao princípio de necessidade). Isso deve acontecer somente quando não existam na igreja irmãos capacitados para pastorear ou ensinar"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Decisão da Convenção Geral reunida na cidade de Natal (RN) em setembro de 1930, ou seja, oito meses após o artigo de Frida publicado no &lt;i&gt;O Som Alegre&lt;/i&gt;)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"tinha o dom de ensinar e pregar como ninguém, e por essa razão sofreu muita perseguição".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"Foi incompreendida e demasiadamente criticada".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;(Palavras de Ivar Vingren, filho de Gunnar e Frida Vingren, nas quais se percebe ressentimentos por parte da família pioneira)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ALENCAR, Gedon. &lt;b&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;-origem, implantação e militância (1911-1946). São Paulo: Arte Editorial, 2010.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 20px;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 20px;"&gt;DANIEL, Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;MESQUITA, Antônio Pereira de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- Os artigos que marcaram a história e a teologia do Movimento Pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. volume 1 p.43&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4576113533376560157?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4576113533376560157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/04/frida-vingren-uma-pioneira-injusticada.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4576113533376560157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4576113533376560157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/04/frida-vingren-uma-pioneira-injusticada.html' title='Frida Vingren: um ministério contestado e polêmico'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LQVqxOQy19M/Taj6dmVqUDI/AAAAAAAAAU0/C5mgc23GqJQ/s72-c/FV-2-medium-init-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4727142602483428770</id><published>2011-04-03T17:44:00.018-03:00</published><updated>2011-07-30T14:02:08.126-03:00</updated><title type='text'>Minha Assembleia de Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O pastor Joanyr de Oliveira, falecido em em dezembro de 2009, foi um dos grandes nomes da literatura assembleiana. Jornalista, poeta, advogado, compositor e escritor, foi ex-diretor da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) e ex-membro da liderança da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Sua biografia é marcada por relevantes serviços prestados a AD, e por sustentar durante anos, ideias avançadas demais para a geração de obreiros com quem conviveu.&amp;nbsp;Joanyr, antes de tudo era um intelectual, uma mente inconformada, um crítico do sistema eclesiástico, alguém que almejava algo a mais para si e para sua igreja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jh4OLZ4nbYc/TZn77T9NijI/AAAAAAAAAUw/6MpameCbuHY/s1600/joanyr_de_oliveira_2_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-jh4OLZ4nbYc/TZn77T9NijI/AAAAAAAAAUw/6MpameCbuHY/s1600/joanyr_de_oliveira_2_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Joanyr: para a cúpula assembleiana ele &amp;nbsp;era um "rapaz perigoso"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em 1994 o Mensageiro da Paz, publicou um artigo de autoria de Oliveira intitulado &lt;b&gt;"Minha Assembleia de Deus"&lt;/b&gt;. O texto é um verdadeiro exercício utópico, sentimento esse comum em seres humanos que como Joanyr; homem de olhar crítico e espírito inquieto, buscava sempre transformações e melhorias, e que não gostava de se acomodar ao &lt;i&gt;status quo &lt;/i&gt;de um determinado sistema. Sentimento esse&amp;nbsp;comum&amp;nbsp;em cidadãos aos quais &amp;nbsp;o direito de pensar ainda é um bem precioso, e a crítica é benéfica para se construir um mundo melhor (nesse caso uma igreja melhor).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nas linhas do texto, percebe-se um pouco de suas memórias, principalmente quando ele fala &amp;nbsp;em institutos bíblicos e apoio a mocidade. É bom lembrar que em seu tempo, por defender a criação de institutos formais de ensino teológico e da realização de congressos de mocidade, Joanyr foi considerado por alguns líderes assembleianos um &lt;i&gt;&lt;b&gt;"rapaz perigoso"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Por defender a formação teológica e cultural, ele sempre foi hostilizado, ou ignorado. Jason Tércio em seu livro &lt;b&gt;Os escolhidos&lt;/b&gt; -&lt;i&gt; a saga dos evangélicos em Brasília&lt;/i&gt;, informa que nas idas de Paulo Macalão à nova capital federal,&amp;nbsp;freqüentemente&amp;nbsp;o fundador do ministério de Madureira visitava Joanyr. Ao receber tão ilustre e importante visita Oliveira &lt;i&gt;&lt;b&gt;"aproveitava a ocasião para falar sobre a necessidade de investir em educação teológica. Mas ao sugerir essa discussão, Joanyr pregava no deserto"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nota-se também certa dose de pessimismo em relação a realidade assembleiana, e uma nostalgia de um tempo que ficou para trás. Talvez a maior lição que o escritor tenta nos passar com toda sua experiência na denominação, é a contínua perda da simplicidade do evangelho. O processo de aburguesamento dos seus membros e principalmente do ministério,&amp;nbsp;tendem aos desvios éticos e a própria negação dos ensinos de Cristo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;Acompanhe alguns trechos do artigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Minha Assembleia de Deus&lt;/b&gt; não é (nunca foi) aquela que condena os institutos bíblicos, tachando-os de "fábrica de pastores"; entendo que em seminários não se "faz" pastor. Ele é vocacionado por Deus...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Minha Assembleia de Deus&lt;/b&gt; não teme a mocidade, não obstrui o caminho dos mais jovens, antes o apoia, os encoraja, os estimula, os aconselha com paciência, ajudando-os no caminho de sua vocação ministerial...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Minha Assembleia de Deus&lt;/b&gt; não tolera a adoção de privilégios em favor dos ricos, brancos, cultos e "importantes", contra os simples e humildes, lembrada que Jesus teve especial carinho pelos pequeninos, pelos mais pobres, pelos explorados e deserdados da terra...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Minha Assembleia de Deus&lt;/b&gt; estimula os crentes à leitura, além da Bíblia, de bons livros, revistas e jornais... porque não podemos viver desinformados e ignorantes do que acontece ao nosso redor...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Minha Assembleia de Deus&lt;/b&gt;, pelo temor que tem do Senhor, não acaricia os pecados dos seus maiores contribuintes, "nem dos seus ilustres", mas ama a todos com igual amor e a todos trata com paciência até os limites do biblicamente admissível...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para &lt;b&gt;minha Assembleia de Deus&lt;/b&gt;, os filhos do pastor e os filhos da mais apagada das famílias da igreja têm os mesmos deveres de santidade e obediência, e as&amp;nbsp;mesmas&amp;nbsp;oportunidades, dependendo tudo do seu comportamento perante a sociedade e da dedicação à obra de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;A&lt;/span&gt;RAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;MESQUITA, Antônio Pereira de. &lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt; - Os artigos que marcaram a história e a teologia do Movimento Pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 20px;"&gt;TÉRCIO, Jason.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Os Escolhidos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- a saga dos evangélicos&amp;nbsp;&lt;personname productid="em Bras￭lia. Bras￭lia" w:st="on"&gt;em Brasília. Brasília&lt;/personname&gt;: Coronário, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4727142602483428770?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4727142602483428770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/04/minha-assembleia-de-deus.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4727142602483428770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4727142602483428770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/04/minha-assembleia-de-deus.html' title='Minha Assembleia de Deus'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jh4OLZ4nbYc/TZn77T9NijI/AAAAAAAAAUw/6MpameCbuHY/s72-c/joanyr_de_oliveira_2_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-5635492729996559948</id><published>2011-03-19T17:42:00.000-03:00</published><updated>2011-03-19T17:42:20.982-03:00</updated><title type='text'>Cem anos da Assembleia de Deus: uma roda viva</title><content type='html'>&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Na falta de um assunto ou texto para postar, resolvi colocar esse vídeo. Roda Viva de Chico Buarque é uma música que poderia expressar bem o momento atual das Assembleias de Deus no Brasil. Para algumas pessoas, meia palavra basta, quanto mais uma letra como essa...&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/yCOnU_OiGZs/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yCOnU_OiGZs&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/yCOnU_OiGZs&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-5635492729996559948?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/5635492729996559948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/03/cem-anos-da-assembleia-de-deus-uma-roda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/5635492729996559948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/5635492729996559948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/03/cem-anos-da-assembleia-de-deus-uma-roda.html' title='Cem anos da Assembleia de Deus: uma roda viva'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4160144591500425531</id><published>2011-03-08T08:38:00.007-03:00</published><updated>2011-03-08T14:56:35.946-03:00</updated><title type='text'>Nos Bastidores do Reino: uma reflexão sobre o movimento pentecostal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-fQpv5ixkmr0/TXYVAGTuNYI/AAAAAAAAAUo/Jw6ApZ5bMTk/s1600/bastidores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-fQpv5ixkmr0/TXYVAGTuNYI/AAAAAAAAAUo/Jw6ApZ5bMTk/s320/bastidores.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Reli recentemente o livro &lt;b&gt;Nos Bastidores do Reino:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;a vida secreta na Igreja Universal do Reino de Deus &lt;/i&gt;(Geração Editorial), de autoria do ex-pastor Mario Justino. A obra, como o nome já esclarece, é o relato de um ex-líder da denominação, que resolveu tornar público suas experiências ministeriais na Igreja Universal. Muito mais que isso, o livro é um retrato do que já estava se tornando a denominação, e consequentemente as demais igrejas pentecostais. Ao ler o relato de Justino, em diversos momentos o leitor encontra semelhanças com outras igrejas e, acredito eu, com a sua própria denominação. É&amp;nbsp;possível&amp;nbsp;identificar métodos hoje usados na Assembleia de Deus, Quadrangular, Internacional da Graça etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O interessante desse livro, é como se evidencia as decepções do ex-líder religioso com o chamado "sistema eclesiástico". Na medida em que se revela a&amp;nbsp;ascensão&amp;nbsp;e queda do autor em sua trajetória ministerial, no mínimo um sentimento de empatia brota de quem acompanha suas tragédias pessoais. Pois muitas de suas desventuras, foram ou são, vividas por milhares de pessoas, que como ele se entregam a uma causa e depois percebem que foram traídas ou se traíram na caminha de fé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nas palavras de Marcelo Rubens Paiva em seu prefácio a leitura do livro "é um evento de transformação". Resolvi aqui nesse espaço, deixar algumas linhas dessa obra, para aguçar a curiosidade de alguns leitores desse blog. Leia as considerações de Mário Justino sobre alguns temas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Sobre as pregações&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Muitos pastores, por timidez diante do público ou por serem contra a total falta de transparência do roteiro do dinheiro, simplesmente não se esforçavam para levantar ofertas. Esses pastores formavam a ala conservadora da Igreja e sempre eram mandados embora na primeira oportunidade. Bem-feito para eles: em vez de pedir altas ofertas e fazer macaquices no púlpito para entreter o povo, optavam por pregar tolices como salvação da alma ou tópicos que a ninguém importavam, como a segunda vinda de Cristo ou o dia do Juízo Final. Ladainhas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Política&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O ano de 1982 marcou o período em que a Igreja começou a se politizar... Isso soou como uma espécie de, digamos, quebra de campanha, pois a pregação de Macedo até o início dos anos 80 era de que a igreja nunca se envolvesse diretamente com a política, que para ele era "coisas do diabo". Mudou o diabo ou mudamos nós?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Vida dentro da denominação e alienação social&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E além do mais, como seria minha vida lá fora sem profissão definida e com uma família para sustentar? O meu mundo cabia dentro dos limites da Igreja e para mim era como se não existisse vida fora dela... Vivia sem a menor noção de realidade. Estive ausente quando as ruas viraram um mar humano clamando por eleições diretas e mesmo fatos como a morte de Tancredo Neves e o Plano Cruzado me passaram&amp;nbsp;desapercebidos. Como começar de novo num mundo que continuou caminhando quando eu parei?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Era vergonhosa a cena: eu numa fila de emprego, aos 23 anos, competindo com candidatos cuja idade variava de catorze a dezessete anos. Mas vergonhoso mesmo foi quando, ao chegar a minha vez de ser entrevistado, a mocinha da mesa, sabendo que eu estava procurando meu primeiro emprego, deu uma gargalhada e se saiu com essa:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;- Nossa, meu filho! Onde você esteve nestes últimos anos, em Marte?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os moleques na fila adoraram.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4160144591500425531?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4160144591500425531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/03/nos-bastidores-do-reino-uma-reflexao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4160144591500425531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4160144591500425531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/03/nos-bastidores-do-reino-uma-reflexao.html' title='Nos Bastidores do Reino: uma reflexão sobre o movimento pentecostal'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-fQpv5ixkmr0/TXYVAGTuNYI/AAAAAAAAAUo/Jw6ApZ5bMTk/s72-c/bastidores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-5912152925565633192</id><published>2011-03-06T12:03:00.010-03:00</published><updated>2011-03-13T22:07:50.964-03:00</updated><title type='text'>Tibério Vacariano e Pastor Pimentel: dinossauros em extinção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-CvMOb-ay-ZE/TXOnf6ZqtSI/AAAAAAAAAUk/JYwRbYsIX34/s1600/PastorPimenteldeCarvalho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh5.googleusercontent.com/-CvMOb-ay-ZE/TXOnf6ZqtSI/AAAAAAAAAUk/JYwRbYsIX34/s320/PastorPimenteldeCarvalho.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Oescritor, Érico Verissimo (1905-1975), gostava de retratar em seus romances osvícios, as transformações e a decadência da sociedade conservadora gaúcha ebrasileira. Seu último romance,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Incidenteem Antares,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;é umexemplo disso. Tendo como base um acontecimento fantástico (a volta dos mortosvivos)&amp;nbsp;nessa pequena cidade fictícia de Antares, o escritor denuncia osmais variados abusos feitos em nome da moral e dos bons costumes, bem como ahipocrisia reinante entre os "donos do poder".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Umdos personagens mais emblemáticos é do grande latifundiário ecoronel&amp;nbsp;Tibério Vacariano. Rico, prepotente, e influente na política e naeconomia da região, Tibério é apresentado no romance como o mais legítimorepresentante do coronelismo político do Rio Grande do Sul. Era ele quem davaas cartas na política e controlava os destinos do&amp;nbsp;município. Porém, aoenvelhecer, seu poder vai gradualmente se tornando obsoleto e sua enormeinfluência vai aos poucos se diluindo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Aomorrer, o coronel Vacariano é homenageado por toda sociedade antarense. Comoera de se esperar, não faltou oradores para enaltecer o honroso defunto. Umdeles afirmou que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;"desapareciaum lídimo representante duma estirpe de bravos que, durante mais de um século,havia ajudado a manter as fronteiras não só geográficas como tambémtradicionais e morais do Rio Grande do Sul".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Porém,como nem tudo é perfeito, um jovem novato na cidade pediu a palavra, ecom&amp;nbsp;eloquência&amp;nbsp;"&lt;b&gt;&lt;i&gt;teve o desplante"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;paraos presentes na última homenagem ao estancieiro, de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;"compararo defunto a um dinossauro"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;. Epara desagrado de muitos, ainda completou dizendo, "&lt;b&gt;&lt;i&gt;os grandesrépteis"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;davida pública nacional estavam em franco processo de extinção, pois a sociedadebrasileira estava agora &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;em uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;"erageológica mais avançada".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Alguns&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;blogueiros &lt;/i&gt;devem estar seperguntando: mas o que esse romance, e especificamente, esse personagem temhaver com o falecimento do Pastor José Pimentel de Carvalho, ocorrido no dia 24de fevereiro de 2011?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Paracomeçar, como o velho Tibério Vacariano Pastor Pimentel em várias homenagens éapresentado como um legítimo representante de uma época, um pioneiro quedesbravou fronteiras e ajudou a mantê-las por muito tempo. Como um verdadeirocoronel, Pimentel de Carvalho dominou a cena eclesiástica com alguns outroslíderes de sua época, e durante muitos anos ajudou a moldar a Assembleia deDeus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: 11.5pt;"&gt;Suamorte também revela, tal como Vacariano,&amp;nbsp;a geração do Pastor Pimentel estáem extinção. Talvez a comparação seja de desagrado para alguns, mas PastorPimentel, tal qual um dinossauro, só será lembrado por seus&amp;nbsp;vestígios,pois eclesiasticamente e doutrinariamente, a Assembleia de Deus parece entrar emuma nova era.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-5912152925565633192?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/5912152925565633192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/03/tiberio-vacariano-e-pastor-pimentel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/5912152925565633192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/5912152925565633192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/03/tiberio-vacariano-e-pastor-pimentel.html' title='Tibério Vacariano e Pastor Pimentel: dinossauros em extinção'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-CvMOb-ay-ZE/TXOnf6ZqtSI/AAAAAAAAAUk/JYwRbYsIX34/s72-c/PastorPimenteldeCarvalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-660143199445918278</id><published>2011-02-12T16:52:00.006-02:00</published><updated>2011-02-13T22:34:53.262-02:00</updated><title type='text'>Os pentecostais de Trindade: um caso esquecido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uma das últimas polêmicas envolvendo a Assembleia de Deus no Brasil, foi o caso da igreja de São José dos Campos (SP). Os que acompanharam cada capítulo dessa novela, perceberam como alguns líderes tratam a igreja: um mero negócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A igreja dessa cidade paulista pertencia a um ministério, o pastor titular da igreja desligou-se e ficou por anos presidindo de forma&amp;nbsp;autônoma&amp;nbsp;a denominação.&amp;nbsp;Recentemente ele entrega os trabalhos a outro ministério situado no norte do Brasil, causando ainda mais polêmica na&amp;nbsp;fratricida&amp;nbsp;luta pela liderança da Convenção Geral. Passado alguns meses, o tal pastor resolve retomar na justiça a igreja. Pesadas acusações de ambos os lados foram levantadas, brigas dentro e fora da igreja foram testemunhadas por todos (inclusive pela imprensa), e tudo se resolveu através dos tribunais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Casos como esse não são novidades no meio assembleiano. No passado já ocorreram fatos semelhantes, porém não foram divulgados e ficaram restritos ao bairro ou cidade do acontecimento. Hoje com a internet, &amp;nbsp;a popularização de certas polêmicas e divisões ficam mais conhecidas. Mesmo que na história oficial da denominação não haja uma&amp;nbsp;vírgula&amp;nbsp;sobre fatos como esse, ele todavia será conhecido, discutido, comentado e propagado para várias regiões do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas gostaria de lembrar dois acontecimentos semelhantes a esse ocorrido em São José dos Campos. Um deles se encontra no &lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal.&lt;/b&gt; Segundo Araújo o ministério da Assembleia de Deus em Vila dos Remédios em Osasco (SP) surgiu de uma reação dos membros da igreja com a possível saída do pastor João Tentiliano, o qual após vários&amp;nbsp;desentendimentos&amp;nbsp;com seu supervisor&amp;nbsp;missionário Thomas R. Hoover, resolve juntamente com a congregação fundar um ministério autônomo. O boato de que Hoover estaria &lt;i&gt;vendendo&lt;/i&gt; a igreja ao Ministério do Belenzinho, foi o grande motivo da reação dos membros para abandonar a igreja, pois o terreno e o templo haviam sido comprados e construídos pelos próprios crentes da igreja. Numa atitude de grande coragem, parte da congregação iniciou um novo trabalho sob a liderança do pastor Tentiliano. Esse fato ocorreu no ano de 1965.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outro acontecimento interessante, aconteceu no ano de 1978 numa pequena vila de pescadores no litoral do estado do Rio de Janeiro, num povoado localizado no&amp;nbsp;município&amp;nbsp;de Parati chamado de Trindade. Ali os moradores, em sua grande maioria de crentes da Assembleia de Deus e da Brasil para Cristo, estavam naquelas terras como posseiros há mais de 50 anos. A prefeitura de Parati nesse tempo, vendeu as terras para um poderosa empresa, a qual queria transformar a região em pólo turístico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Resistentes, os posseiros não queriam entregar suas terras, devido a proximidade do mar para a pesca, ou por nela cultivarem suas&amp;nbsp;plantações domésticas. A grande empresa porém, com ameaças e todo um aparato de repressão convenceu muitos deles a venderem suas propriedades. E para surpresa dos próprios crentes da cidade, os pastores, os quais nunca moraram no povoado &lt;i&gt;venderam &lt;/i&gt;os templos construídos pelos próprios membros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JP0XGI2nNZQ/TVbWkLU9IBI/AAAAAAAAAUg/C74YS_naFLc/s1600/parati.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://4.bp.blogspot.com/-JP0XGI2nNZQ/TVbWkLU9IBI/AAAAAAAAAUg/C74YS_naFLc/s320/parati.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Parati: palco de uma manifestação de fé inusitada&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Indignados, esquecidos e magoados, os fieis organizaram uma passeata em Parati&amp;nbsp;reivindicando&amp;nbsp;seus direitos. Com faixas, cartazes e cantando hinos, os crentes manifestaram seu descontentamento. Nas palavras de Rolim &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Era uma forma de dizer: estamos vivos e desejamos ficar em nossas terras."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (ROLIM 1985: 88)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O acontecimento de Trindade chamou à atenção de vários jornais, que noticiaram a inusitada manifestação dos pentecostais, de um vilarejo remoto dos estado Fluminense. Até mesmo a revista semanal &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt;, em uma reportagem especial sobre o crescimento dos pentecostais no Brasil, repercutiu o caso de Trindade. Segundo a revista &lt;i&gt;&lt;b&gt;"A fé pentecostal&amp;nbsp;dos&amp;nbsp;pescadores de Trindade - lugarejo plantado num deslumbrante pedaço do litoral fluminense, perto de Parati - sobreviveu até à traição de seus pastores."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mesmo com todos esses&amp;nbsp;reveses, os crentes construíram um novo templo e permaneceram firmes na sua fé. Nas palavras de uma fiel "&lt;i&gt;&lt;b&gt;... ficamos na religião, porque foi formada por nossos pais e não pelos pastores." &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;(Veja 7 outubro de 1981 p.63)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Esses dois acontecimentos, são uma prova da resistência dos membros sobre os desmandos de certas lideranças que se dizem representantes de Deus e do povo por eles dirigido. Muitos outros casos como esses ocorreram, e ainda vão ocorrer, pois cada vez mais os membros são vistos simplesmente como massa de manobra, ou como consumidores de produtos evangélicos, ou ainda, como contribuintes para manutenção de uma elite eclesiástica. Elite essa cada vez mais divorciada dos anseios do povo de Deus. Elite essa cada vez mais voltada para si mesma, fazendo dos fieis e da fé uma simples mercadoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É por esse razão que casos como o de Trindade ficam relegados ao esquecimento. Não interessa esse tipo de manifestação de fé, pois caso o exemplo seja seguido, pode-se alterar profundamente o modo como os negócios eclesiásticos são feitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-size: 16px; line-height: 20px;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ROLIM, Francisco Cartaxo. &lt;b&gt;Pentecostais no Brasil&lt;/b&gt; - uma interpretação sócio-religiosa. Rio de Janeiro: Vozes, 1979.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;Revista&amp;nbsp;Veja 7 outubro de 1981.&lt;/b&gt; (arquivo digitalizado disponível no site&amp;nbsp;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/"&gt;http://veja.abril.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-660143199445918278?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/660143199445918278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/02/os-pentecostais-de-trindade-um-caso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/660143199445918278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/660143199445918278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/02/os-pentecostais-de-trindade-um-caso.html' title='Os pentecostais de Trindade: um caso esquecido'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JP0XGI2nNZQ/TVbWkLU9IBI/AAAAAAAAAUg/C74YS_naFLc/s72-c/parati.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3388704220064042934</id><published>2011-01-08T21:55:00.015-02:00</published><updated>2011-01-17T22:43:05.198-02:00</updated><title type='text'>Tancredo Neves: o impeachment divino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tancredo de Almeida Neves (1910-1985) foi um homem de intensa vida política. Mineiro de São&amp;nbsp;João del-Rei,&amp;nbsp;construiu uma sólida carreira política em seus 75 anos de existência. Eleito vereador, deputado estadual e federal, senador e governador de Minas Gerais, foi ainda ministro de estado no governo Vargas e primeiro ministro na experiência fracassada de parlamentarismo do governo de João Goulart.&amp;nbsp;Com o enfraquecimento do Regime Militar em meados do anos 80, Tancredo renunciou ao cargo de governador de Minas e tendo apoio do PMDB e da Frente Liberal (dissidência do partido do PDS partido do governo) e se elegeu via indireta no dia 15 de janeiro de 1985 presidente do Brasil. Porém as&amp;nbsp;vésperas&amp;nbsp;da posse, vitimado por uma diverticulite, não assume o cargo máximo da política brasileira, morrendo no dia 21 de abril do mesmo ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por estar liderando a transição do autoritarismo militar para um regime democrático, Tancredo encarnava as esperanças de democracia e de desenvolvimento social e&amp;nbsp;econômico&amp;nbsp;para a nação brasileira. Sua morte em meio a esse processo de mudanças e transição chamado de "Nova República", trouxe grande frustração e tristeza para o povo que tanto apostava em sua larga experiência para tirar o país da crise. Para a memória popular, a imagem de Tancredo Neves é a de um herói trágico, abatido em pleno&amp;nbsp;vôo por uma dessas desgraças que acontecem por obra do destino. Seus dias de internação, cirurgias e consequente morte, foram&amp;nbsp;mostradas&amp;nbsp;pela mídia como um calvário, um&amp;nbsp;suplício, no qual a figura do político cedeu lugar a imagem de um santo. O insucesso de seu sucessor José Sarney no governo, reforçou a&amp;nbsp;impressão&amp;nbsp;popular, de que com Tancredo no comando da nação tudo seria melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Isso para o imaginário popular, pois na imaginação assembleiana, Tancredo teria sofrido um &lt;i&gt;impeachment&lt;/i&gt; divino. Mas quais os motivos para que o presidente eleito sofresse esse impedimento celestial? Acreditava-se na época que, ao assumir o governo, Tancredo legitimaria a Igreja Católica Romana como religião oficial do país. Outra razão, e esta talvez mais forte que a primeira, para que seu processo de&lt;i&gt; impeachment&lt;/i&gt; celestial fosse deflagrado, foi o fato de Tancredo Neves ter desafiado ninguém menos que Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tancredo Neves era um homem muito religioso, e isso não há sombra de dúvidas. Sua família era&amp;nbsp;extremamente&amp;nbsp;católica, e ele mesmo acompanhava procissões e missas. Pouco depois de ser eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo em viagem ao exterior foi recebido pelo Papa João Paulo II em Roma. A revista &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt; (16 de março de 1985) destacou a religiosidade do presidente, e chegou a afirmar que ele seria o chefe de estado brasileiro mais ligado a Igreja Romana depois de D. Pedro II. Por ser extremamente ligado ao catolicismo, sua internação as vésperas da posse, e consequente morte, foi interpretada como um livramento divino. Dentro dessa ótica, a posse e efetivação de José Sarney no cargo de presidente teria sido uma "providência divina", pois tudo indicava (segundo os evangélicos), que uma vez no cargo, Tancredo confirmaria o Catolicismo como a religião oficial do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TSj480Z8UZI/AAAAAAAAAUY/dNfhl8zSoGg/s1600/tancredo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TSj480Z8UZI/AAAAAAAAAUY/dNfhl8zSoGg/s320/tancredo.jpg" width="231" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: xx-small;"&gt;Tancredo: vítima de um impeachment divino?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas a questão mais séria para muitos foi o fato de Tancredo Neves ter desafiado a Deus. Isso aconteceu quando, no processo de viabilização de sua candidatura, o futuro presidente ao contar os votos da oposição e da dissidência do partido governista disse que: &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Se eu tivesse setenta votos do PDS não precisaria da ajuda nem de Deus."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; Meses depois de sua morte, o &lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt; (novembro de 1985) em uma reportagem intitulada &lt;b&gt;"Nem Deus conseguirá afundar este navio"&lt;/b&gt;, matéria na qual o MP destacava as celebridades que um dia desafiaram a Deus e tiveram um fim trágico (ex: Titanic e John Lennon), pinçou essa frase de Tancredo publicada na revista &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt; (16 de março de 1985), colocando o político mineiro como mais um derrotado por seu orgulho e soberba contra o Criador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A matéria do &lt;b&gt;MP &lt;/b&gt;repercutiu muito pelas Assembleias de Deus no Brasil, e ajudou a criar a versão oposta àquela divulgada pela mídia sobre a imagem de Tancredo. Para a maioria da população Tancredo era o mártir da liberdade, mas para os assembleianos ele era o homem que usou o nome de Deus em vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para terminar esse artigo fica aqui algumas reflexões. Tancredo de fato era um católico praticante, mas também era um político consumado. Ou seja, com seu largo conhecimento da política e da leis constitucionais, oficializaria a Igreja Católica depois de quase cem anos da separação entre igreja e estado? Ignoraria ele, ou permitiria que os evangélicos ficassem sem direito de culto e liberdade religiosa já no fim do século XX? Faria ele o Brasil recuar praticamente ao século XIX em termos de direitos individuais e religiosos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sobre a frase e o desafio a Deus, não teria ele usado uma figura de linguagem e na verdade sua&amp;nbsp;intenção&amp;nbsp;teria sido a de destacar que com alguns votos da dissidência do partido do governo e do PMDB ele fatalmente seria eleito presidente da República? Como tomar literalmente essa frase de Tancredo como&amp;nbsp;blasfêmia, se ele próprio era um homem de profundo sentimento religioso?&amp;nbsp;Caso Tancredo tenha&amp;nbsp;desafiado&amp;nbsp;a Deus e sido punido por isso, como se explica que muitos pregadores e teólogos da prosperidade estarem vivos? Pois em matéria de tomar o nome de Deus em vão esses senhores são os maiores especialistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já se passaram 25 anos de sua morte, mas a imagem desse presidente no contexto assembleiano é marcada por essa polêmica. Será que já não é hora de revisarmos essa história?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3388704220064042934?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3388704220064042934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/01/tancredo-neves-o-impeachment-divino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3388704220064042934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3388704220064042934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2011/01/tancredo-neves-o-impeachment-divino.html' title='Tancredo Neves: o impeachment divino'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TSj480Z8UZI/AAAAAAAAAUY/dNfhl8zSoGg/s72-c/tancredo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-2850258208594672319</id><published>2010-12-24T16:07:00.000-02:00</published><updated>2010-12-30T22:11:26.756-02:00</updated><title type='text'>Assembleia de Deus de São Cristóvão (RJ): a descaracterizarão de uma igreja histórica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na grandiosa festa de comemoração do 60º aniversário da CEADAM (Convenção Estadual da Assembleia de Deus no Amazonas) cujo tema foi "Avivamento para transformar o Planeta", vários pastores, cantores e pregadores abrilhantaram os trabalhos. A multidão de membros e obreiros de todo estado lotaram o sambódramo da capital Manaus para celebrar o evento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Entre os preletores nas noites festivas e das reuniões convencionais, estava um jovem pregador. Com pinta de galã, elegantemente trajado, penteado impecável, eloqüente&amp;nbsp;e teatral nas suas prédicas, fazia a multidão delirar com suas mensagens. Obreiros, crentes, homens e mulheres, caiam ao serem atingidos pelos "mísseis" divinos que ele lançava sobre os fieis, ou com um simples sopro crentes caíam a chão extasiadas do "poder" de Deus. Ele mesmo, empolgado com os acontecimentos ao seu redor, entre efusivas manifestações de louvor do povo ali reunido, cambaleava como se estivesse embriagado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O pregador, cuja&amp;nbsp;performance foi brevemente descrita nas linhas acima é o&amp;nbsp;Apóstolo&amp;nbsp;Jessé Maurício da&amp;nbsp;&lt;b&gt;Assembleia de Deus Missão Apostólica da Fé&lt;/b&gt;, igreja com sede na cidade do Rio de Janeiro. Com um templo amplo e espaçoso, a denominação apresenta em seu grande púlpito entre tantos objetos, um grande candelabro (símbolo da nação&amp;nbsp;judaica), um globo representando a terra e vários&amp;nbsp;&lt;i&gt;banners&amp;nbsp;&lt;/i&gt;demonstrando os propósitos da comunidade que ali se reuni. Tudo nessa Assembleia de Deus, a começar pela titulação eclesiástica de seu líder, pela teatralidade de sua liturgia, ou pela decoração chamativa do interior de seu templo, faz parecer que estamos diante de mais uma denominação neopentecostal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Seria mais uma "emergente" entre tantas outras, cujo exotismo de seus cultos e ministério visa uma clientela maior de membros e ouvintes (e&amp;nbsp;contribuintes&amp;nbsp;também). Porém todos esses pormenores chamam a atenção por um único detalhe, o qual daria um certo ar de igreja pentecostal clássica a essa igreja: o nome &amp;nbsp;Assembleia de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na verdade, essa igreja, a qual em nada lembra uma Assembleia de Deus; a não ser pelo nome, é um dos ministérios mais antigos, e de um dos mais relevantes para a história das Assembleias de Deus no Brasil. Conhecida até o ano de 2006 como Assembleia de Deus de São Cristóvão, essa igreja foi a pioneira das Assembleias de Deus no estado do Rio de Janeiro, e responsável pelo surgimento de muitas outras pelo país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TRTgwdmnC0I/AAAAAAAAAUQ/AqguhJPtf3c/s1600/templo+sc.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="192" src="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TRTgwdmnC0I/AAAAAAAAAUQ/AqguhJPtf3c/s320/templo+sc.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Templo da Assembleia de Deus Missão Apostólica da Fé: Assembleia só no nome&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Organizada por Gunnar Vingren em 1924, a Assembleia de Deus de São Cristóvão deu origem ao ministério de Madureira (Paulo Macalão foi um dos primeiros crentes e secretário dessa igreja), Penha (hoje Assembleia de Deus Vitória em Cristo), Lapa e Leblon, entre tantas outras. André Bernardino, pioneiro do trabalho assembleiano em Santa Catarina, converteu-se e cooperou em São Cristóvão antes de retornar a Itajaí, e ali organizar a igreja em 1931.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os principais missionários suecos no Brasil como Gunnar Vingren, Samuel Nyström, Nils Kastberg, Otto Nelson, e Nels Nelson dirigiram essa igreja. Pastores pioneiros como Francisco Pereira do Nascimento, Alcebiades Pereira Vasconcelos, José Pimentel de Carvalho e o grande nome do jornalismo assembleiano Emílio Conde&amp;nbsp;contribuíram&amp;nbsp;para o crescimento desse ministério.&amp;nbsp;&lt;b&gt;O Mensageiro da Paz&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e a&amp;nbsp;&lt;b&gt;CPAD&lt;/b&gt;&amp;nbsp;iniciaram seus trabalhos e impressões nas&amp;nbsp;dependências de São&amp;nbsp;Cristóvão. O primeiro Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical (CAPED) foi realizado nessa igreja. Enfim, essa igreja como nenhuma outra, contribuiu para modelar e expandir o pentecostalismo no país. As Assembleias de Deus no Brasil tem uma dívida histórica para com São Cristóvão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas o que aconteceu com esse ministério? Como uma igreja líder, pioneira e&amp;nbsp;referência para tantas outras, ficou irreconhecível em sua liturgia e pregação? O que aconteceu para que hoje ela esteja mais filiada a Convenção Geral, ou sequer ser mencionada nos periódicos da CPAD, principalmente o MP?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A resposta não é fácil de dar, mas algumas pistas podem esclarecer os fatos. Um dos motivos ao que tudo indica, são as divergências que nos últimos anos tem se agravado entre a liderança assembleiana. Há vinte anos, o pastor presidente do ministério do Belenzinho em São Paulo José W. Bezerra da Costa, lidera juntamente com uma oligarquia de pastores de algumas convenções assembleianas espalhadas pelo Brasil, a CGADB. São vinte anos de absoluta hegemonia, sem alternância na condução da instituição e dos negócios da CPAD. As igrejas e ministérios do estado do Rio de Janeiro (principalmente a capital), que há alguns anos atrás tinham tanta importância na CGADB, gradativamente foram perdendo espaço e poder dentro da Convenção Geral. Percebe-se que o eixo de influência e poder&amp;nbsp;eclesiástico&amp;nbsp;em nível nacional das igrejas do Rio, as quais anteriormente eram centro e referência para todo o Brasil, foi se deslocando em meados da década de 1980 para São Paulo, mais precisamente o Belenzinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Talvez a eleição para&amp;nbsp;presidência&amp;nbsp;da CGADB em 1999, tenha agravado a situação. Concorrendo contra José Wellington nesse ano, estava o pastor Túlio Barros de São Cristóvão. Os convencionais reunidos na sede do Belenzinho em São Paulo, e com toda certeza havia um número expressivo de ministros desse ministério, concedeu uma vitória esmagadora a seu presidente. Reeleito com 71% dos votos válidos contra 28% do seu oponente, essa eleição revelava ainda mais o declínio das lideranças cariocas. Em seu discurso de posse, pastor José Wellington deixa transparecer a rivalidade desse pleito quando falou aos convencionais:&amp;nbsp;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Eu e o pastor Túlio não somos adversários... A eleição terminou e nossa amizade e comunhão permanecem. vamos realizar a obra de Deus".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(DANIEL 2004: 610)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A eleição terminou é verdade, mas o líder máximo de São Cristóvão resolveu iniciar seu processo de ruptura com a CGADB. Um ano após sua fragorosa derrota na Convenção Geral, segundo a revista&amp;nbsp;&lt;b&gt;Enfoque&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(junho de 2008)&amp;nbsp;&lt;i&gt;"&lt;b&gt;pastor Túlio Barros desafiou a igreja a uma nova dimensão que, segundo membros e líderes, resultou em renovação e avivamento espiritual"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Esse desafio para uma "nova dimensão" foi a adoção do G12, polêmico método de crescimento e evangelização neopentecostal. Notas em alguns&amp;nbsp;&lt;i&gt;sites&lt;/i&gt;&amp;nbsp;na internet comentam o fato do ministério ter perdido muitos membros de peso por esse decisão. Outros comentários &amp;nbsp;afirmam, assim como a revista Enfoque, que o crescimento foi acentuado. Mas é bem&amp;nbsp;provável, pela sua tradição e história, que esse novo "desafio" não foi aceito sem enormes resistências.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É bom deixar bem claro, e é um detalhe importante, que o genro do pastor Túlio Barros, Jonatas Câmara, é pastor presidente da igreja Assembleia de Deus em Manaus, e líder da Convenção do estado do Amazonas. Nessa igreja, ele adotou o método do G12, provocando enormes polêmicas e divisões em Manaus. Seu irmão Samuel Câmara por sua vez, na liderança da igreja de Belém, por força do ministério local não conseguiu esse feito com risco até de perder seu cargo se insistisse no projeto. Ou seja, o interesse de implantar um projeto como o G12 nas Assembleias de Deus era algo mais amplo, com&amp;nbsp;referenciais no&amp;nbsp;mínimo&amp;nbsp;familiares.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Outro fator importante para se identificar a ruptura, também está no fato da sucessão ministerial. Com idade avançada, como muitos outros pastores lideres de igrejas e ministérios, pastor Túlio transferiu a direção de São Cristóvão ao seu filho mais moço Jessé Maurício. Novas gerações são muito mais propensas a aderir a inovações e projetos de resultados práticos. Talvez sentido o vento das mudanças, e desejando a qualquer custo manter sua linhagem na direção da igreja, pastor Túlio entregou o ministério para o filho, pois nessas condições toda uma rede de interesses familiares também fica garantida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nesse processo de adesão ao G12, outro passo foi a aceitação do chamado "Movimento de Restauração Apostólica", onde ministérios e igrejas reconhecem como&amp;nbsp;apóstolos&amp;nbsp;seus principais lideres. Pastor Túlio em 2004 ao ser jubilado (aposentado) das suas funções ministeriais, recebe a consagração de&amp;nbsp;apóstolo, e seu filho o de bispo. Assim, pastor Ferreira se tornou o primeiro apóstolo das Assembleias de Deus no Brasil, mesmo a denominação não reconhecendo essa titulação&amp;nbsp;eclesiástica. A mudança de nome para Missão Apostólica da Fé foi mais uma forma de romper com o tradicionalismo. É segundo seus lideres, um retorno as origens pentecostais, ou segundo outra opinião, uma questão de&amp;nbsp;&lt;i&gt;marketing.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Espera-se que de forma breve e com as informações disponíveis, o leitor possa ter um esclarecimento de como se deu a&amp;nbsp;descaracterizarão&amp;nbsp;dessa igreja histórica e de grande importância para o pentecostalismo brasileiro. Hoje, longe de ser uma referência, a Assembleia de Deus de São Cristóvão parece ser de um exotismo digno das&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;jovens denominações neopentecostais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Observação: para&amp;nbsp;construir&amp;nbsp;esse texto, foram consultados os livros &lt;b&gt;História de Convenção Geral das Assembleia de Deus no Brasil&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;, revista &lt;b&gt;Enfoque&lt;/b&gt; (junho de 2008), e alguns&lt;i&gt;&amp;nbsp;sites&amp;nbsp;&lt;/i&gt;na internet. Alguns comentários de criticas favoráveis ou contrárias a implantação do G12 são interessantes para se ter um ideia das complicações que uma mudança drástica de&amp;nbsp;liturgia&amp;nbsp;causou na igreja. Sobre o "apóstolo" Jessé Maurício, &amp;nbsp;basta consultar o &lt;b&gt;YouTube&lt;/b&gt; e observar suas pregações teatrais, tanto em&amp;nbsp;Manaus&amp;nbsp;como na igreja de São Cristóvão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-2850258208594672319?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/2850258208594672319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/12/assembleia-de-deus-de-sao-cristovao-rj.html#comment-form' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/2850258208594672319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/2850258208594672319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/12/assembleia-de-deus-de-sao-cristovao-rj.html' title='Assembleia de Deus de São Cristóvão (RJ): a descaracterizarão de uma igreja histórica'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TRTgwdmnC0I/AAAAAAAAAUQ/AqguhJPtf3c/s72-c/templo+sc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4576822019723906487</id><published>2010-12-11T19:27:00.000-02:00</published><updated>2010-12-14T15:09:40.810-02:00</updated><title type='text'>Benedita da Silva - mulher, negra, favelada e política assembleiana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para Paul Freston em seu livro &lt;b&gt;Evangélicos na Política Brasileira&lt;/b&gt;, Benedita da Silva é uma pentecostal atípica. Filha de um operário de construção (décima-segunda numa prole de treze) e de uma lavadeira, ambos analfabetos, Benedita trabalhou de empregada e camelô. Tornou-se auxiliar de enfermagem, e posteriormente, já vereadora, graduou-se em Serviço Social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Freston observa ainda, que a sua politização se deve aos pais. Sendo filha de mãe de santo, ela herda de sua genitora a capacidade de liderança, e nas associações comunitárias ela desenvolve sua formação política. Torna-se membro da Assembleia de Deus aos 24 anos, &lt;i&gt;"adaptando-se aos costumes mas não ao apoliticismo."&lt;/i&gt; (Freston 1994: 108)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Durante toda sua atuação política, foi vista com reservas e&amp;nbsp;desconfianças pela liderança assembleiana. Era filiada ao PT numa época, em que o partido era visto como a encarnação do mal. Ao defender os direitos dos negros, mulheres e homossexuais, ela causava desconfianças entre os evangélicos. Como podia uma cristã, ainda mais pentecostal, defender temas tão antagônicos as diretrizes de sua própria denominação?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O fato é que, como bem foi observado por Freston é, que: &lt;i&gt;"ela não é produto político da AD. Nunca foi&amp;nbsp;candidata&amp;nbsp;oficial, e toda sua trajetória fere a mentalidade tradicional da igreja, que não incentiva membros comuns (sobretudo mulheres pobres) a conquistar posições na sociedade secular."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Logicamente ela pagou um preço por isso. Tendo carreira política independente, sendo de um partido de esquerda, e defendendo temas polêmicos, ela não foi apoiada pelos principais ministérios assembleianos na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro em 1992. Recebeu apoio de alguns segmentos, mas a liderança refutou sua&amp;nbsp;candidatura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No &lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt; de setembro de 1986, foi realizada uma matéria com alguns dos candidatos assembleianos à constituinte. No texto do informativo é destacado algumas informações e projetos políticos dos futuros constituintes, e na apresentação de Benedita, no registro de suas palavras e ideias, há a revelação de uma candidata que é uma verdadeira anomalia perto dos candidatos oficiais da Assembleia de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A vereadora Benedita da Silva, líder do seu partido na&amp;nbsp;Câmara&amp;nbsp;do Rio de Janeiro e membro da AD do Leblon, tem procurado levar sempre à comunidade evangélica a necessidade de um envolvimento maior do crente com a verdadeira justiça social.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TQJt6j68a5I/AAAAAAAAAUM/RQNR_7ABpvE/s1600/benedita2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TQJt6j68a5I/AAAAAAAAAUM/RQNR_7ABpvE/s320/benedita2.jpg" width="219" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;"Minha prática política é baseada na minha prática espiritual. Por isso quero que todos tenham direitos"&lt;/b&gt;, ressaltou Benedita da Silva em entrevista recente ao MP. Ela disse, ainda, que, como mulher, negra e cristã, tem sofrido uma série de discriminações e preconceitos. Mas isso não a impede de continuar procurando defender a justiça para o povo: &lt;b&gt;"Não compreendo como existem cristãos muito ricos e não dividem a riqueza com os empregados, deixando até de pagar férias, 13º salário... E à noite estão nas igrejas, dirigindo cultos."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;"Essa discussão tem muita&amp;nbsp;importância&amp;nbsp;para mim, mesmo que tenha algum político evangélico e latifundiário querendo defender suas terras. Minha participação será sobretudo, a de uma serva do Senhor na Constituinte."&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(MP setembro de 1986)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É lógico que o tempo passou, e Benedita da Silva como se diz "amadureceu" politicamente. Chegou a ser a primeira mulher negra a se tornar senadora e governadora de um estado brasileiro (RJ). Foi ministra no governo Lula, e novamente consegue em 2010 se eleger deputada federal.&amp;nbsp;Foi alvo de polêmicas envolvendo seus familiares e a si mesma. Nesse &amp;nbsp;percurso deixou de ser assembleiana, e hoje é filiada a igreja Presbiteriana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém (provavelmente por um cochilo dos editores) suas&amp;nbsp;críticas feitas no &lt;b&gt;MP&lt;/b&gt; são de uma atualidade impressionante. São observações que revelam algumas facetas obscuras de políticos evangélicos, e revelam que infelizmente se aceitam certas injustiças sociais dentro do próprio rebanho. Ou seja, certas posturas conservadoras, são na verdade, o desejo de manter seus próprios privilégios e de uma minoria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4576822019723906487?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4576822019723906487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/12/benedita-da-silva-uma-candidata-fora.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4576822019723906487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4576822019723906487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/12/benedita-da-silva-uma-candidata-fora.html' title='Benedita da Silva - mulher, negra, favelada e política assembleiana'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TQJt6j68a5I/AAAAAAAAAUM/RQNR_7ABpvE/s72-c/benedita2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-1147258134403687231</id><published>2010-12-04T18:06:00.000-02:00</published><updated>2010-12-07T23:08:51.902-02:00</updated><title type='text'>Memória fotográfica - Líderes da Assembleia de Deus em Santa Catarina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A fotografia nos permite reviver momentos alegres e tristes, permite também realizar uma viagem ao tempo. Ela capta um momento, um instante, um evento e o eterniza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nessa fotografia você observa um desse momentos eternizados. Cedida gentilmente pela família Loureiro, esse encontro de pastores e obreiros catarinenses ficou para posteridade através dessa foto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TPqPSEeKyBI/AAAAAAAAAUI/Tg0yzgg4FYg/s1600/Encontro+de+Obreiros078.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TPqPSEeKyBI/AAAAAAAAAUI/Tg0yzgg4FYg/s400/Encontro+de+Obreiros078.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No livro &lt;b&gt;O Reino entre&amp;nbsp;príncipes e princesas &amp;nbsp;- 75 anos de história da Assembleia de Deus em Joinville&lt;/b&gt; encontramos a informação de que esse registro se fez na Convenção de obreiros, realizada em Florianópolis em 1958.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na primeira fila sentados da esquerda para a direita encontramos os pastores João Ungur e esposa, Antonieto Grangeiro, Antonio Lemos, missionário Simon Lundgren, Manoel Germano de Miranda, Agnelo José da Costa, Osmar Cabral e esposa, Satyro Loureiro e esposa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em pé, entre vários convencionais se observa a presença de Artur Montanha, Liosés Domiciano e José Vieira. Ainda em pé na quarta fila (o terceiro da esquerda para a direita, bem abaixo do bem-vindos), esta o pastor Nirton Santos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Todos esses senhores, a grande parte de saudosa memória, outros ainda vivos, contudo já jubilados de suas atividades pastorais, foram realmente grandes pioneiros do trabalho pentecostal em Santa Catarina. Evangelizavam várias cidades de pé, bicicleta, cavalo, carroça ou qualquer outro veículo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Observe esses senhores. Não há o&amp;nbsp;espírito&amp;nbsp;triunfalista&amp;nbsp;que hoje toma conta de tantos obreiros. Ao contrário de que acontece hoje, alguns deles largaram carreiras promissoras e bons empregos para se dedicar a tarefa árdua de pregar o evangelho. Um deles foi integrado, mas sem promessa de salário mensal garantido, outro ao morrer acabou por deixar a família sem casa ou algum imóvel para morar. Outros no desejo de agradar a Deus e a igreja, descuidaram dos próprios filhos e morreram vendo a família praticamente fora da denominação que ajudaram a construir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Observe esses obreiros. Seus semblantes estão marcados pela dureza, vicissitudes e perseguições dos primeiros tempos de pregação pentecostal. Alguns morreram no total esquecimento, ou sem o devido reconhecimento por tantos anos de lutas. Longe se ser um bom negócio, ser obreiro pentecostal naquela época era optar pelo&amp;nbsp;sacrifício, pelas lutas e por uma vida espartana, sem luxos ou ostentações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Observar esse momento, refletir sobre a vida desse pioneiros é importante para repensarmos o que é ser ministro do evangelho hoje. É evidente que os dias são outros, a sociedade mudou e a igreja também. As circunstâncias nas quais são edificados muitos obreiros são muito diferentes das de antigamente, mas é também evidente que o ministério deixou de ser encarado por muitos como uma vocação, para se tornar simplesmente um meio rentável de ganhar a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Então ao visualizar essa imagem, procure ir além dela e conheça as vidas e as várias histórias que estão por trás delas. Leia os semblantes, pesquise sobre sua época, e será grande seu aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-1147258134403687231?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/1147258134403687231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/12/memoria-fotografica-lideres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1147258134403687231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1147258134403687231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/12/memoria-fotografica-lideres.html' title='Memória fotográfica - Líderes da Assembleia de Deus em Santa Catarina'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TPqPSEeKyBI/AAAAAAAAAUI/Tg0yzgg4FYg/s72-c/Encontro+de+Obreiros078.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-2755307386695170639</id><published>2010-11-27T18:35:00.000-02:00</published><updated>2010-12-01T16:21:59.049-02:00</updated><title type='text'>Tim Tones: uma paródia com ares proféticos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Você lembra de Tim Tones? Os mais jovens provavelmente nunca ouviram falar dele, mas Tim Tones era um personagem do famoso humorista Chico Anysio. Talvez seja um dos precursores da teologia da prosperidade no Brasil. O nome do&amp;nbsp;cômico&amp;nbsp;personagem lembrava o pregador norte americano Jim Jones, que alguns anos antes&amp;nbsp;ficou&amp;nbsp;famoso por liderar um&amp;nbsp;suicídio&amp;nbsp;coletivo na Guiana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TPFrRhraDfI/AAAAAAAAAUE/AqYkqZXKd7g/s1600/timtones.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TPFrRhraDfI/AAAAAAAAAUE/AqYkqZXKd7g/s1600/timtones.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Tim Tones: uma paródia futurística&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O quadro humorístico era também uma clara alusão ao programa do&amp;nbsp;famoso televangelísta&amp;nbsp;&amp;nbsp;Rex Humbard, que &amp;nbsp;tinha seus programas apresentados em vários países, inclusive no Brasil.&amp;nbsp;Exibido em meados dos anos 80, o quadro causou forte reações no meio evangélico (principalmente as lideranças), os quais não gostaram de se ver de forma&amp;nbsp;estereotipada no horário nobre da Rede Globo de televisão. Tal foi a indignação, que a revista &lt;b&gt;Veja&lt;/b&gt; numa matéria intitulada&lt;b&gt; &lt;i&gt;De mal humor:&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; personagem de Chico Anysio descontenta igrejas&lt;/i&gt; descreve assim a polêmica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O pastor Tim Tones, um personagem que Chico Anysio apresenta há dois meses na TV Globo, está provocando reações entre os membros de várias igrejas protestantes do país... O Tim Tones de Chico Anysio é um pastor esperto que se apresenta sempre junto com a família - a mulher e sete filhos - e explora seus fiéis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; (Veja 07/11/1984)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No decorrer da matéria dois lideres evangélicos são ouvidos sobre a polêmica. Um deles o pastor Nemuel Kessler da Assembleia de Deus do Rio de Janeiro critica da seguinte forma &lt;i&gt;"A questão é que, do jeito que Chico Anysio faz sua sátira, as pessoas não&amp;nbsp;diferenciam&amp;nbsp;um pseudomissionário de um verdadeiro".&lt;/i&gt; Outro ponto interessante é a menção do artigo do pastor Paulo César Lima, escrito no &lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt;, cujo título &lt;b&gt;&lt;i&gt;Tim Tones: sátira ou&amp;nbsp;blasfêmia?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;No artigo segundo a revista, o autor reconhece que o alvo do humorista são os &lt;i&gt;"mercadores do evangelho", &lt;/i&gt;mas sua crítica principal é a maneira desrespeitosa como o nome de &amp;nbsp;Deus é usado. Para Lima o nome de Deus é "&lt;i&gt;proferido no programa como se fosse um mero produto de utilidade pública."&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Ao ser procurado Chico Anysio respondeu&amp;nbsp;simplesmente&amp;nbsp; &lt;i&gt;"Quem reclama do Tim Tones, Tim Tones é."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ainda repercutindo a polêmica, o jornalista e pastor Joanyr de Oliveira no &lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt; (fevereiro de 1985) dá a réplica ao humorista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Será mesmo? Não! Aquela foi uma apressada conclusão que, em absoluto, não corresponde à verdade. Milhões e milhões de evangélicos se entristecem ao saber que se desacredita a nobre causa evangélica ao se caracterizar como pastor a um cínico aproveitador da ingenuidade popular - mas nada têm haver com tal procedimento. Portanto, muitos são os que não são Tim Tones nem gostam dele.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, mais adiante, pastor Joanyr reconhece:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É verdade que o falso pastor criado pelo humorista não é um mero personagem de ficção. Ele encarna uma categoria de cidadãos em todos os Estados e que vêem enodoando o evangelismo pátrio. Eles exploram os crentes e exigem quase&amp;nbsp;insuportáveis&amp;nbsp;sacrifícios&amp;nbsp;dos fiéis, prometem curas que nunca acontecem e, com as contribuições dos irmãos, avolumam seu patrimônio e o de familiares seus.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Joanyr de Oliveira reconhece, que o Tim Tones da TV era uma alusão verdadeira de falsos mestres, e deveria ser denunciado com vigor. Por outro lado, Oliveira faz coro com Paulo César Lima e argumenta que realmente Chico Anysio estava sendo blasfemo, e assegura &lt;i&gt;"é bom que se diga, nosso Deus não se deixa escarnecer".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Bem, o programa deixou de ser apresentado, e Chico Anysio hoje esta praticamente aposentado. Mas Tim Tones &amp;nbsp;esta vivo, presente e multiplicado mais do que nunca no meio evangélico. Aquilo que era um quadro&amp;nbsp;cômico, num determinado programa, uma vez por semana, tornou-se uma tragédia, um drama dentro das denominações pentecostais. Tim Tones hoje possui diferentes nomes, variados horários no rádio e na televisão brasileira, e infelizmente, esta todos os dias na mídia. Ele esta por ai, fazendo com o nome de Deus, aquilo que Lima justamente criticou em seu famoso artigo, ou seja, esta transformando o evangelho de forma que se pareça &lt;i&gt;"como se fosse um mero produto de utilidade pública."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-2755307386695170639?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/2755307386695170639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/11/tim-tones-uma-parodia-que-se-tornou.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/2755307386695170639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/2755307386695170639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/11/tim-tones-uma-parodia-que-se-tornou.html' title='Tim Tones: uma paródia com ares proféticos'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TPFrRhraDfI/AAAAAAAAAUE/AqYkqZXKd7g/s72-c/timtones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4350550701504039855</id><published>2010-11-21T17:07:00.000-02:00</published><updated>2010-11-22T23:00:25.051-02:00</updated><title type='text'>Refúgio para um pardal - a autobiografia do Pr. Nirton Santos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Deixando agora a política um pouco de lado, gostaria de informar que li recentemente o livro autobiográfico do Pr. Nirton dos Santos, intitulado&amp;nbsp;&lt;b&gt;Refúgio para um pardal&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(Editora Letra Moderna). O título é uma alusão ao&amp;nbsp;pássaro&amp;nbsp;que a Bíblia apresenta como o de menor valor. Pr. Nirton em sua trajetória de vida se compara a essa ave, a qual mesmo&amp;nbsp;sendo de valor insignificante, contudo é alvo do cuidado divino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TOlsY6U0xrI/AAAAAAAAAUA/iId8n-SCVr8/s1600/nirton+santos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TOlsY6U0xrI/AAAAAAAAAUA/iId8n-SCVr8/s1600/nirton+santos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Pr. Nirton: refúgio para um pardal&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Nas páginas desse livro, encontramos a história de um menino, cuja vida é desde cedo marcada por tragédias familiares, abandono, trabalho árduo e solidão. É realmente comovente, e impressionante o relato do&amp;nbsp;suicídio da sua mãe, bem como o destino trágico das suas irmãs. Entre tantas perdas, miséria e desconforto, o jovem Nirton se converte ao evangelho de Cristo, e consegue formar um lar, desenvolver seu ministério de pastor pentecostal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os pontos altos de sua narrativa são: o indiscutível pioneirismo, abnegação e renúncia do Pr. Santos e da sua falecida esposa, bem como os relatos de seu trabalho de evangelismo por regiões de difícil acesso. Seja de pé, bicicleta, moto ou de carro, Pr. Nirton se revela um obreiro incansável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, para os que estudam a história do pentecostalismo, ou das Assembleias de Deus, fica uma certa decepção, pois sempre se espera mais detalhes de alguém que conviveu com tantos líderes, participou e influenciou nas mudanças da denominação no estado catarinense. Todavia a obra escrita por esse pioneiro (com possível ajuda de seu filho) segue à risca as demais do&amp;nbsp;gênero. Ou seja, o livro esta mais para uma hagiografia, do que propriamente uma biografia. Nesse tipo de trabalho&amp;nbsp;biográfico&amp;nbsp;as polêmicas ficam ao longe, enquanto que as virtudes são destacadas; tudo com vista a edificação dos fiéis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A trajetória de vida e ministério do Pr. Nirton é um dos exemplos mais exatos do que ocorre na Assembleia de Deus nos dias atuais. É a história do patriarca que se converte ainda na juventude, com muito&amp;nbsp;sacrifício desenvolve igrejas, passa até necessidades, e gradualmente ascende no ministério. Conforme a denominação cresce e enriquece, a família do&amp;nbsp;líder se beneficia, e assim com o passar do tempo, quase todos estão de uma forma ou de outra colhendo os frutos do seu progenitor. Dos seus quatro filhos, dois são pastores de importantes igrejas no estado (sendo que um deles já conseguiu sua jubilação), outro com apoio da denominação conseguiu se eleger vereador em Blumenau, e em 2010 conquistou um mandato para deputado estadual em Santa Catarina. Um de seus genros teve uma&amp;nbsp;ascensão&amp;nbsp;meteórica no ministério, sendo seu vice-presidente em algumas igrejas por onde Pr. Nirton passou, e assumiu a&amp;nbsp;presidência&amp;nbsp;da Assembleia de Deus em Blumenau, quando o reverendo Santos se jubilou e passou a se dedicar somente a&amp;nbsp;convenção&amp;nbsp;estadual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas nem tudo é perfeição. A transição que deveria assegurar o controle da igreja de Blumenau ao clã dos Santos se comprovou uma&amp;nbsp;lastimável&amp;nbsp;decisão. E essa é uma das notas do livro, e da vida do Pr. Santos que ainda lhe causam&amp;nbsp;constrangimento. Sem mencionar para quem entregou a igreja, e os motivos de tal decepção, ele resume os acontecimentos com as seguintes palavras &lt;i&gt;"minha família passou por um vendaval destruidor"&lt;/i&gt;. Assegura que pagou &lt;i&gt;"um preço desnecessário e a igreja enfrentou um tempo considerável de&amp;nbsp;turbulências".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para finalizar minhas considerações, parece-me que o pardal encontrou um refúgio. Mas sem dúvida, sua prole também conseguiu um excelente ninho do qual se provém com abundância. A história de vida desse pioneiro é somente um&amp;nbsp;retrato&amp;nbsp;fiel de várias famílias pastorais, que hoje controlam a Assembleia de Deus em todo Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4350550701504039855?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4350550701504039855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/11/refugio-para-um-pardal-autobiografia-do.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4350550701504039855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4350550701504039855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/11/refugio-para-um-pardal-autobiografia-do.html' title='Refúgio para um pardal - a autobiografia do Pr. Nirton Santos'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TOlsY6U0xrI/AAAAAAAAAUA/iId8n-SCVr8/s72-c/nirton+santos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3914851237255947215</id><published>2010-11-15T14:59:00.001-02:00</published><updated>2011-07-30T14:02:25.992-03:00</updated><title type='text'>Ainda sobre as eleições: o perfil dos candidatos pentecostais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ainda&amp;nbsp;continuando&amp;nbsp;sobre a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, é importante destacar o perfil dos candidatos apoiados pelas igrejas, ou seja, quem a liderança buscou para fazer a representação da denominação como um todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Paul Freston descreve em seu livro &lt;b&gt;Evangélicos na Política Brasileira&lt;/b&gt;, as qualidades ou as qualificações dos primeiros candidatos pentecostais. Em suma eles eram pregadores ou cantores conhecidos dos fiéis. Portanto tinham projeção eclesiástica, pois numa eleição majoritária, ter um nome já conhecido ajudava no projeto de eleição do candidato oficial. Lançar um desconhecido talvez não seria um bom negócio. Outra qualificação era a de empresário de origem humilde, mas bem sucedido na carreira profissional. Outro fator para indicação foi a ligação do pretendido&amp;nbsp;candidato com a mídia evangélica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Geralmente um candidato reunia em si duas , ou senão três dessas qualificações citadas acima. Um exemplo é o caso de Matheus Iensen. Eleito deputado constituinte em 1986 pelo estado do Paraná, Iensen atuava como empresário de mídia (controlava emissoras de rádio e uma gravadora evangélica), mantinha programas próprios &amp;nbsp;em suas rádios, e com isso, alimentava juntamente com a família, uma bem sucedida carreira de cantor sacro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TOFmLZEyWNI/AAAAAAAAAT8/n1f0KYBagOA/s1600/Matheus+Iensen+e+Irm%25C3%25A3s+Falavinha+-+Ref%25C3%25BAgio+Verdadeiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TOFmLZEyWNI/AAAAAAAAAT8/n1f0KYBagOA/s1600/Matheus+Iensen+e+Irm%25C3%25A3s+Falavinha+-+Ref%25C3%25BAgio+Verdadeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Iensen: cantor, comunicador e empresário. Qualidades de um candidato evangélico.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Certamente, uma coisa pelo menos unia a grande maioria dos candidatos: a falta de experiência política. Segundo Freston sete dos deputados pentecostais eleitos em 1986, "surgiram politicamente do nada".&amp;nbsp;Esse dado simplesmente revela o caráter imediatista que as eleições tiveram para os evangélicos. O importante era a garantia da liberdade religiosa, e a defesa dos valores culturais tidos como importantes para os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas outra característica, ou qualidade, a qual poderia fazer de alguém um potencial candidato oficial da igreja, seria sua ligação familiar com o principal&amp;nbsp;pastor&amp;nbsp;da Assembleia de Deus do estado ou região. Foi à partir desse momento, que em todo o Brasil, familias pastorais passaram a investir em seus membros como futuros candidatos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não bastava mais aos líderes assembleianos&amp;nbsp;constituírem&amp;nbsp;seus filhos, genros ou apadrinhados no ministério da igreja. Era preciso de agora em diante, alcançar maior &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;; e esse &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; a&amp;nbsp;política&amp;nbsp;poderia oferecer, engrandecendo o nome da dinastia e consolidar ainda mais o poder do líder religioso, o qual era, a partir desse momento, o grande patrocinador e cabo eleitoral de seu "escolhido". Interesses de família se mesclam com interesses denominacionais.&amp;nbsp;Prováveis candidaturas são&amp;nbsp;desestimuladas, e potenciais líderes comunitários e sociais, ainda que pertencentes a denominação, são preteridos por projetos familiares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Essas marcas da política assembleiana e pentecostal, ainda são&amp;nbsp;visíveis&amp;nbsp;em nosso meio. Cantores e pregadores com destaque no meio religioso, sem ter um projeto, ou preparação política se aventuram a cada eleição. E alguns infelizmente conseguem se eleger. Pastores de grandes igrejas lançam seus protegidos do nada, e usam seus obreiros como verdadeiros cabos eleitorais, para muitas vezes tentar o êxito de um desconhecido na eleição.&amp;nbsp;Felizmente muitos naufragam nessa tentativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Com algumas modificações e particularidades, ainda é esse o retrato dos candidatos oficiais da quase centenária Assembleia de Deus no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3914851237255947215?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3914851237255947215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/11/ainda-sobre-as-eleicoes-o-perfil-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3914851237255947215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3914851237255947215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/11/ainda-sobre-as-eleicoes-o-perfil-dos.html' title='Ainda sobre as eleições: o perfil dos candidatos pentecostais'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TOFmLZEyWNI/AAAAAAAAAT8/n1f0KYBagOA/s72-c/Matheus+Iensen+e+Irm%25C3%25A3s+Falavinha+-+Ref%25C3%25BAgio+Verdadeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-1042604682852619197</id><published>2010-10-30T12:44:00.001-02:00</published><updated>2011-07-30T14:01:36.315-03:00</updated><title type='text'>Constituição: liberdade religiosa ameaçada?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos capítulos mais interessantes da história dos pentecostais é justamente a adesão desse grupo religioso a política partidária. O sociólogo Paul Freston em seu clássico livro &lt;b&gt;Evangélicos na Política Brasileira: história ambígua e desafio ético&lt;/b&gt; trata com muita propriedade essa questão. Para o referido autor questões como a consciência de crescimento numérico, e as disputas no campo religioso por acessos e meios de&amp;nbsp;fortalecimento&amp;nbsp;das instituições evangélicas (esses meios seriam segundo o autor: concessões de rádio e televisão, bem como doações e verbas para as entidades filantrópicas dirigidas pelas igrejas), são um exemplo dos motivos da adesão pentecostal a política partidária. Soma-se a isso o status que a política pode dar a uma família pastoral, e o desejo dos partidos políticos de diversificarem sua clientela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, para romper com as resistências históricas de um povo, que não via a política dentro das igrejas com bons olhos, qual fator ou discurso se destacou naquela época?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TM7v1WW5DAI/AAAAAAAAAT4/6pGnXNbCM5c/s1600/Congresso-Nacional-450x318.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TM7v1WW5DAI/AAAAAAAAAT4/6pGnXNbCM5c/s320/Congresso-Nacional-450x318.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Congresso: "ameaça" à liberdade religiosa impulsionou a eleição dos pentecostais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Para Freston o discurso de "ameaça" à liberdade religiosa foi a grande justificativa das lideranças, para explicar o envolvimento das denominações evangélicas pentecostais (principalmente a Assembleia de Deus) na política. Segundo as lideranças, a Igreja Católica estaria se preparando para voltar a ser a religião oficial do país. O Mensageiro da Paz colaborava com essa informação quando divulgava notícias, nas quais em tom alarmista, deixava claro o perigo iminente que os evangélicos corriam, caso a igreja romana voltasse a ser a religião oficial do estado. Segundo o sociólogo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;"As histórias são sempre vagas e levam as marcas clássicas da boataria. Como&amp;nbsp;entender&amp;nbsp;tudo isso? A ideia de um retorno a uma religião oficial, quase cem anos após a separação de Igreja e Estado e sem campanha pública preparatória, é estranha. Será que os líderes assembleianos estavam totalmente alienados do momentos histórico? Ou era a manipulação cínica dos fiéis em função de objetivos inconfessáveis? Ou devemos entender "liberdade religiosa" como código para algo maior e mais ancorado na realidade?&lt;/i&gt;" (FRESTON 1994: 65)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Robson Cavalcanti também corrobora esse raciocínio em seu livro &lt;b&gt;Cristianismo e Política: teoria bíblica e prática histórica&lt;/b&gt; ao afirmar que &lt;i&gt;"Durante a campanha de Constituinte a maioria dos candidatos evangélicos pediam que os elegessem para "garantir a liberdade religiosa", que em nenhum momentos esteve ameaçada".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que as lideranças realmente acreditaram na versão da "ameaça à liberdade religiosa", pois a história do pentecostalismo no Brasil, é recheada de perseguições. Nos primeiros anos de sua existência, os pentecostais tiveram muitos de seus líderes e membros presos, suas igrejas forma apedrejadas e depredadas. E muitas dessas perseguições eram movidas por sacerdotes católicos ou membros do catolicismo. Nesse &amp;nbsp;período (o da eleição) vários dos pioneiros eram vivos, e ainda permaneciam em suas lembranças as dificuldades dos primeiros anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de sintonia dos líderes assembleianos com o momento histórico é&amp;nbsp;simplesmente&amp;nbsp;um reflexo da pobre formação cultural e política dos mesmos. Muitos deles, analfabetos, aprenderam a ler na&amp;nbsp;Bíblia. Como muitos dos brasileiros de hoje, não entendiam as estruturas políticas e sociais do Brasil. Facilmente se alarmavam com qualquer coisa que ameaçasse seus direitos e privilégios religiosos, conquistados a duras penas durante tantos anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que o discurso da "ameaça à Liberdade religiosa" foi uma invenção, ou exagero de alguns partidos políticos para a adesão dos evangélicos, e principalmente dos pentecostais a um envolvimento direto nas campanhas políticas. Ao&amp;nbsp;entrevistar&amp;nbsp;pessoalmente algumas lideranças catarinenses ou membros mais antigos sobre o assunto, percebe-se que era realmente esse o receio dos crentes: o medo das&amp;nbsp;restrições&amp;nbsp;religiosas que uma nova Constituição poderia trazer. Então eleger representantes para a nova Carta Magna se tornou um imperativo naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas passados alguns anos das eleições legislativas que marcaram a entrada dos assembleianos (e pentecostais em geral) na política partidária, o que se percebe é um silêncio sobre essa questão. Obras recentes da Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil passam ao largo dessa polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo mais marcante desse silêncio é o do &lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt; escrito e organizado por Isael de Araújo. Apesar de no verbete Política o autor "copidescar" trechos quase que inteiros de livros e textos dos mais variados autores sobre a inserção dos pentecostais na política, em nenhum momento se refere a "ameaça" da liberdade religiosa como impulso das candidaturas assembleianas a Constituinte. O autor chega a afirmar que somente em 2001 com a criação do projeto "Cidadania&amp;nbsp;AD Brasil" é que a denominação se organizou nacionalmente para eleição de parlamentares ligados a mesma, "esquecendo" assim de mencionar o grande esforço de 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber o porque desse aparente "esquecimento"? Será que os rumos tomados pela denominação nas questões políticas teriam tornado o discurso da "ameaça" à liberdade religiosa, assumido naquele momento pela cúpula assembleiana, algo totalmente obsoleto e digno de ser apagado da sua história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-1042604682852619197?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/1042604682852619197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/10/constituicao-liberdade-religiosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1042604682852619197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1042604682852619197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/10/constituicao-liberdade-religiosa.html' title='Constituição: liberdade religiosa ameaçada?'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TM7v1WW5DAI/AAAAAAAAAT4/6pGnXNbCM5c/s72-c/Congresso-Nacional-450x318.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3615106460930130509</id><published>2010-10-14T19:24:00.002-03:00</published><updated>2011-11-21T22:49:03.893-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus e eleições: 1986 um ano decisivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das notícias mais comentadas nos meios de comunicação a cada eleição legislativa, é o aumento, ou a diminuição da chamada "bancada evangélica" no Congresso Nacional. Nesse ano de 2010, verificamos que o número de parlamentares evangélicos aumentou, saltando de 43 para 71 congressistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Assembleia de Deus maior igreja protestante e pentecostal do Brasil, fez jus ao seu gigantismo, e agora na proximidade do seu centenário, conseguiu eleger (ou em alguns casos reeleger) 23 deputados federais, superando assim as&amp;nbsp;dificuldades&amp;nbsp;da eleição legislativa de 2006, quando vários de seus representantes não conseguiram a reeleição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como será que a maior denominação evangélica do país se comportava em matéria de política&amp;nbsp;partidária&amp;nbsp; há alguns anos atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo alguns estudiosos, a origem estrangeira dos missionários suecos que fundaram a Assembleia de Deus no Brasil, a baixa condição social dos seus membros nas primeiras décadas de sua expansão e as perseguições ferrenhas enfrentadas, teriam sido alguns dos fatores para seu apolitismo institucional durante muitos anos. Afinal, a luta dos primeiros crentes era pela sobrevivência, suportando as perseguições e esperando a volta de Cristo para qualquer momento. Não se pensava em outras conquistas ditas "mundanas", incluindo o poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém alguns membros se destacaram na seara política. O caso mais notável é o de Antônio Torres Galvão, o qual&amp;nbsp;construiu uma carreira política interessante em Pernambuco, tendo chegado a ocupar a chefia do governo desse estado por alguns meses em 1952. Outro exemplo é o de José Fernandes, o primeiro membro da Assembleia de Deus a chegar ao Congresso Nacional em 1978 pelo estado do Amazonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a grande entrada e mobilização das Assembleias de Deus na arena política tem um ano como marco: 1986. Nesse ano, os cidadãos brasileiros elegeram a nova Assembleia Nacional Constituinte, que teria a responsabilidade de formular uma nova Carta Magna para o país. Estaria em jogo, segundo os líderes evangélicos em geral, a liberdade de culto e religião, a qual somente seria assegurada com uma ampla mobilização e eleição de representantes para atuar na constituinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TLsERR6ItyI/AAAAAAAAATk/or2A9F37LTE/s1600/constituicao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TLsERR6ItyI/AAAAAAAAATk/or2A9F37LTE/s320/constituicao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Constituição: sua mística garantiu a eleição de muitos pentecostais&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Cada convenção estadual ou regional das Assembleias de Deus no Brasil, escolheu ou apoiou&amp;nbsp;candidatos, e realmente se mobilizou para a eleição dos mesmos. O esforço conjunto foi um sucesso, pois dos 32 deputados evangélicos eleitos, 14 eram assembleianos. Porém na eleição seguinte, sem "a mística da constituinte" como bem afirmou Freston, e com maior concorrência e&amp;nbsp;desilusões&amp;nbsp;por parte do eleitorado protestante, o número de deputados ligados a denominação (e aos evangélicos em geral) caiu drásticamente. Em 1990 a Assembleia de Deus somente conseguiu reeleger 5 dos deputados da legislatura de 1986, e 4 conseguiram assumir como suplentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o maior número de&amp;nbsp;candidaturas por parte de seus membros a cada eleição, e as consequentes derrotas dos chamados chamados "candidatos&amp;nbsp;oficiais", a liderança assembleiana chegou a lançar em 2001 o projeto político "Cidadania AD Brasil".&amp;nbsp;O projeto estimulava em linhas gerais, a candidatura de políticos comprometidos com a igreja, e procurava fortalecer através dos mesmos, a influência da instituição nos rumos políticos do país. Como resultado desse esforço institucional a Assembleia de Deus conseguiu eleger em 2002, 22 deputados. Porém com a CPI dos "Sanguessugas" (a máfia das ambulâncias), e o envolvimento de alguns parlamentares evangélicos (muitos deles assembleianos), o número de parlamentares&amp;nbsp;pertencentes a denominação caiu para 9 nas eleições de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora em 2010, a Assembleia de &amp;nbsp;Deus voltou a eleger um número significativo de congressistas. Porém algumas questões levantadas por estudiosos do tema, ainda continuam atuais. Quais motivos realmente incentivaram as igrejas e seus líderes a lançarem candidatos próprios? E o mais importante: quem são na sua maioria os candidatos oficiais da denominação? Mas esse é um assunto para se discutir nos próximos textos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3615106460930130509?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3615106460930130509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/10/assembleia-de-deus-e-eleicoes-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3615106460930130509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3615106460930130509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/10/assembleia-de-deus-e-eleicoes-um.html' title='A Assembleia de Deus e eleições: 1986 um ano decisivo'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TLsERR6ItyI/AAAAAAAAATk/or2A9F37LTE/s72-c/constituicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3165881234802550542</id><published>2010-09-22T16:36:00.003-03:00</published><updated>2011-11-21T22:48:48.512-02:00</updated><title type='text'>Uma visita histórica na CGADB de 1959</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A CGDB de 1959, realizada na Assembleia de Deus em São Cristóvão (RJ), foi marcada por uma visita ilustre. Os convencionais receberam a visita do então ministro da Guerra, o marechal Henrique Dufles Teixeira Lott. Segundo o escritor Silas Daniel em seu livro &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;História da Convenção Geral das Assembleias de Deus &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;(CPAD 2004), essa "visita foi considerada histórica porque foi a primeira vez que uma autoridade pública do alto escalão do estado visitava a Convenção Geral".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ainda segundo Daniel, a visita "teve um significado enorme para os convencionais", pois a igreja estava sofrendo perseguições por parte de líderes católicos, os quais mantinham um vínculo muito estreito com as autoridades brasileiras. No registro de seu discurso na CGADB, o marechal cita suas &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;"origens evangélicas&amp;nbsp;de sua ancestralidade"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;, e promete que a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;"liberdade será por ele defendida a todo o transe e os crentes gozarão de todas as garantias que a lei prescreve na Magna Carta".&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas a visita de Lott pode ter tido também uma outra intenção. No ano seguinte (1960), ele concorreria a presidência da república. Usando como símbolo uma espada, seria derrotado por Jânio Quadros; o qual por sua vez utilizaria uma vassoura como símbolo de campanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TJpY8nycDCI/AAAAAAAAATU/GQ-lF1i8fbA/s1600/CGADB+1959083.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="286" src="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TJpY8nycDCI/AAAAAAAAATU/GQ-lF1i8fbA/s400/CGADB+1959083.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Lott com alguns pastores: atrás se encontra o pastor Satyro Loureiro (de óculos)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Essa visita, pode ser também considerada como um indício, já naquela época, de que os crente não eram vistos apenas como uma massa de religiosos ignorantes, mas também como um forte reduto eleitoral. Num regime democrático, o voto, tanto de católicos, como de evangélicos é alvo de grande disputa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Seria o marechal Lott o precursor dos atuais candidatos a presidência (ou qualquer outro cargo), que nos dias de hoje lutam por conseguir a preferência dos evangélicos nas urnas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TJpZIL0te_I/AAAAAAAAATc/cTOCxdfk-nk/s1600/CGADB+1959084.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TJpZIL0te_I/AAAAAAAAATc/cTOCxdfk-nk/s320/CGADB+1959084.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Momento em que Lott fala aos convencionais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;As fotos que ilustram essa postagem, foram gentilmente cedidas pela família do pastor Satyro Loureiro (in memórian). O livro História das Assembleias de Deus, trás algumas imagens dessa convenção, mas essas fotos são preciosidades conservadas pela família desse grande pioneiro do evangelho em terras catarinenses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3165881234802550542?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3165881234802550542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/09/cgdb-de-1959-realizada-na-assembleia-de.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3165881234802550542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3165881234802550542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/09/cgdb-de-1959-realizada-na-assembleia-de.html' title='Uma visita histórica na CGADB de 1959'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TJpY8nycDCI/AAAAAAAAATU/GQ-lF1i8fbA/s72-c/CGADB+1959083.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-3163954694476401896</id><published>2010-07-30T16:57:00.003-03:00</published><updated>2011-11-21T22:48:04.610-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus e a Revolução Cultural</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMRIOSR%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Georgia; panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.9pt 70.9pt 70.9pt 70.9pt; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Umdos momentos mais interessantes da História das Assembléias de Deus no Brasilfoi o encontro da CGADB ocorrido em 1968 na cidade de Fortaleza, Ceará.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Segundoo escritor Silas Daniel no livro &lt;b&gt;Históriada Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt; “os reflexos daRevolução Sexual já atingiam as igrejas, preocupando os convencionais”. Asdiscussões começaram por um pastor catarinense; Satyro Loureiro, quequestionou: “Qual a atitude das Assembléias de Deus no Brasil em relação àsminissaias e aos cabeludos que estão tentando invadir as igrejas?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Nãoé preciso dizer que nas páginas seguintes os debates foram intensos, sobrandoaté para o respeitável &lt;b&gt;Mensageiro da Paz&lt;/b&gt;,órgão oficial da igreja, pois segundo um pastor, estaria o &lt;b&gt;MP &lt;/b&gt;publicando em suas matérias“fotografias de moças e senhoras com vestidos curtos e cabelos com penteadosfora do comum”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Comonão poderia deixar de ser, as deliberações dos convencionais foram decondenação aos “costumes mundanos”, e de maior rigor nesses casos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TFMtxk3nZGI/AAAAAAAAATE/D3T-V0qAmEo/s1600/anos60.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TFMtxk3nZGI/AAAAAAAAATE/D3T-V0qAmEo/s400/anos60.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Anos 60: grandes transformações na sociedade, sentida até&amp;nbsp; nas Assembleias de Deus&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Entroutambém na pauta dessa convenção o uso de anticoncepcionais. A pergunta surgiudo pastor Álvaro Motta que questionou: “Qual a posição das Assembléias de Deusno Brasil com relação ao uso das pílulas anticoncepcionais, com finalidade decontrolar a natalidade, ou melhor, limitar o número de filhos? Devemos permitirou não?” Segundo Daniel o “plenário se manifestou em peso contrário ao uso deanticoncepcionais”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Éinteressante observar esses debates, pois através deles, podemos analisar aspressões sociais que viviam os membros das Assembléias de Deus no Brasil. Osanos 60 foram de profundas mudanças no mundo capitalista e ocidental. Grandestransformações culturais estavam perpassando toda a sociedade e influenciando amúsica, moda, comportamento e sexualidade. A descoberta e a comercialização dapílula anticoncepcional estavam revolucionando as práticas sexuais, onde atéentão, o sexo era visto simplesmente como meio de reprodução e não de prazer. Oanticoncepcional dava à mulher a oportunidade de uma relação sexual mais livree sem medo de uma gravidez indesejada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Pode-seperceber que justamente no auge desses anos de mudanças mundiais, a igrejasente em seu interior a influência de tais transformações. Está implícito notexto, que os membros, principalmente os mais jovens, estariam aderindo a essasmudanças. Ou seja, os pastores percebiam que seus membros não estavam imunes ao“mundo”, mas desejavam como parte da sociedade da época seguir as tendências domomento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Écomum em ao ler essas deliberações da CGADB, julgar os líderes assembleianoscom as informações que dispomos hoje, e taxá-los de atrasados ou coisa parecida.Devemos sempre lembrar que os pastores eram homens na sua maioria de origemrural, com pouco grau de instrução e fortemente apegados aos valoresconservadores da sociedade vigente. A sociedade também era conservadora. Nãoeram só os pentecostais que condenavam as modas e costumes gerados durante osanos 60. Não eram só os assembleianos que condenavam o uso deanticoncepcionais, mas grande parte do corpo social no qual estavam inseridos.Tanto é assim, que nas leituras sobre os debates, alguns pastores se utilizavamde artigos escritos por não evangélicos para reforçar seus pontos de vista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Oúnico problema talvez seja que, enquanto as mudanças avançaram na sociedade, asAssembléias de Deus se fecharam, continuando numa postura ultraconservadora, eassim perderam muitos membros nascidos ou criados nessa geração, durante ou pós68.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-3163954694476401896?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/3163954694476401896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/07/assembleia-de-deus-e-revolucao-cultural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3163954694476401896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/3163954694476401896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/07/assembleia-de-deus-e-revolucao-cultural.html' title='A Assembleia de Deus e a Revolução Cultural'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TFMtxk3nZGI/AAAAAAAAATE/D3T-V0qAmEo/s72-c/anos60.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4722257620213626702</id><published>2010-07-18T20:08:00.001-03:00</published><updated>2011-11-21T22:47:33.631-02:00</updated><title type='text'>Algumas curiosidades da história assembleiana</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMRIOSR%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Georgia; panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Meupropósito é pontuar algumas curiosidades históricas da Assembléia de Deus noBrasil. As informações aqui contidas nesse post estão disponíveis no livroHistória da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CPAD 2004).Apenas estarão inseridos alguns comentários procurando contextualizar algunsfatos para que o leitor possa entender as razões de certas decisões ou debates.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;●Na Convenção Geral de 1937 os convencionais desaprovaram uma proposta domissionário sueco Algot Svenson, líder da Assembléia de Deus em Belo Horizonte,de criar hospitais evangélicos em parceria com outras igrejas. A proposta foirejeitada, pois entendiam os pastores que a função da igreja de Cristo deveriaser exclusivamente espiritual. Acreditavam ainda que a construção de hospitais fosseuma contradição à fé pentecostal, pois os enfermos deveriam antes de tudoreceber orações e serem curados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;●Ainda na mesma convenção foi discutida pela primeira vez a utilização do rádiocomo forma de evangelização. A proposta partiu de Albert Widmer, que na épocatrabalhava como missionário no estado de Santa Catarina. A convenção decidiuaprovar a utilização do rádio como forma de evangelização, mas não a liberaçãopara os fiéis terem um aparelho em casa. O rádio na época era o grande meiopopular de comunicação, que desde seu início no Brasil em 1922 ia ganhando cadavez mais espaço nos lares da nação. A programação radiofônica que no inicio eracultural, foi se transformando, e voltada para as massas, buscava nas músicaspopulares e programas de auditório maior retorno comercial. O samba, asprogramações esportivas e as novelas (radio novelas) representavam o secular eo mundano para os crentes desse tempo. O rádio foi sem dúvida nesse período, oque a televisão foi há alguns anos atrás para os assembleianos, um verdadeiro“bicho papão”. Ou seja, quem tinha um deles em casa, já estava fora dacomunhão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;●Nessa mesma convenção foi discutido sobre o uso da cruz nas fachadas dostemplos assembleianos espalhados pelo Brasil. Em sua resolução a convençãodecidiu pela não utilização, pois no contexto brasileiro a cruz tem um forteapelo idolátrico e supersticioso. Como alternativa a maioria das igrejas adotoutextos bíblicos nas fachadas das igrejas, ou dentro delas. O interessante éque, se a cruz foi rejeitada e ainda não é utilizada como símbolo religioso, aproliferação de candelabros e símbolos ligados a fé judaica são uma constantenas igrejas assembleianas. Isso também não seria uma forma velada desuperstição? Ter um símbolo judaico deixa a igreja mais abençoada? É bomrefletir sobre a utilização desses símbolos nas igrejas e sua finalidadetambém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;●A Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD) foi fundada em 1940. Nos anosseguintes, a CGADB, fez um grande esforço para concretizar o objetivo de tornara CPAD uma empresa viável em todos os sentidos. Na convenção nacional de 1947se discutiu o local de instalação da empresa. Logo se percebe como aspreferências ficaram divididas entre as cidades do Rio de Janeiro (capitalfederal nesse período) e São Paulo. Preferências à parte, o certo é que o Riode Janeiro ficou sendo o local de instalação da Casa Publicadora. Mas, ointeressante foi o comentário do escritor e funcionário da CPAD Emílio Conde.Segundo ele:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;“Aopinião de pessoas experimentadas apontam para São Paulo como o localapropriado para as instalações, em face de diversos fatores, tais como: grandecentro industrial, facilidade em aquisição de matéria prima, rendimento dotrabalho manual em conseqüências do clima etc.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TEOGgv6SazI/AAAAAAAAAS8/VHhPd1D57CY/s1600/sp_50_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302" src="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TEOGgv6SazI/AAAAAAAAAS8/VHhPd1D57CY/s400/sp_50_2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TEOGgv6SazI/AAAAAAAAAS8/VHhPd1D57CY/s1600/sp_50_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;São Paulo: segundo Emílio Conde teria maior "rendimento do trabalho manual".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Pareceuma coisa esquisita, mas não era. Observar esses fatores como o “rendimento dotrabalho manual em conseqüências do clima”, foi algo que o grande empresário eeditor Victor Civita fez ao chegar ao Brasil e fundar a Editora Abril em 1950.Segundo o jornalista Mario Sérgio Conti em seu livro “Notícias do Planalto”,Victor Civita teria escolhido São Paulo como local apropriado para sua empresa,ao invés do Rio, pois para Civita os paulistas seriam mais empreendedores, ouseja&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;pegavam no “batente” mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4722257620213626702?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4722257620213626702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/07/algumas-curiosidades-da-historia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4722257620213626702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4722257620213626702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/07/algumas-curiosidades-da-historia.html' title='Algumas curiosidades da história assembleiana'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/TEOGgv6SazI/AAAAAAAAAS8/VHhPd1D57CY/s72-c/sp_50_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-6263265740545449886</id><published>2010-05-22T16:52:00.003-03:00</published><updated>2010-08-30T16:17:10.207-03:00</updated><title type='text'>Um editorial histórico e polêmico</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMRIOSR%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Georgia;	panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Noano passado o Centro Evangélico de Educação e Cultura (CEEDUC) recebeu umapreciosa doação. A irmã Ady Lopes, conhecida historiadora e memorialista daAssembléia de Deus em Joinville, doou exemplares da revista evangélica “ASeara”. Entre os exemplares doados encontramos as primeiras edições da revista(fundada em 1957), e edições das décadas de 60, 70, 80 e 90.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/S_g1DPGJtrI/AAAAAAAAASM/T0kiHq81bO4/s1600/a+serara.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/S_g1DPGJtrI/AAAAAAAAASM/T0kiHq81bO4/s320/a+serara.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Capa da revista: em seus primeiros anos causou polêmicas dentro das Assembleias de Deus&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Paraquem gosta de navegar nas páginas do tempo, as revistas oferecem um excelentepanorama das Assembléias de Deus no Brasil. As primeiras edições são as maisemblemáticas, pois conforme registros, a “A Seara” foi criada para tentarquebrar certos paradigmas dentro da denominação. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;E é através de seus artigos e reportagens quese percebem as tensões internas de uma denominação em franco processo decrescimento e consolidação no território nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Esseeditorial escrito pelo saudoso pastor João Pereira de Andrade e Silva fala porsi só. Aponta falhas no consagrado método de ensino assembleiano, e como se dizpopularmente “cutuca” as lideranças com observações, que revelam bem as carênciase os desejos de muitos obreiros por um ensino teológico mais qualificado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Reproduzoo editorial publicado na revista “A Seara”, dos meses de julho à agosto de1957.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Escola Bíblica, Institutoou Seminário?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Por João Pereira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Emquase todas quinzenas do “Mensageiro da Paz”, lemos “convites” para EstudosBíblicos que se realizam em diversos pontos do território nacional. É um hábitoseguido pelas Assembléias de Deus, desde os primórdios do Trabalho Pentecostal,no Brasil. De um modo geral, tem sido uma benção, não somente para os obreiroscomo para as igrejas. Os ministros e cooperadores que a esses “Estudos”comparecem num verdadeiro espírito de “estar a sós com o Mestre”, sãobeneficiados. Todavia, o grandioso desenvolvimento da Obra Pentecostal nestepaís, está exigindo um sistema melhor de ensino e exposição da Palavra de Deus,o que em outros termos quer dizer, uma concatenação melhor (ou assuntos) sejam explanadoscom mais clareza, para maior aproveitamento daqueles que os assistem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Asreuniões de “Estudos Bíblicos”, como estão sendo realizadas, atuam mais como fatorde comunhão entre “Obreiros”, numa emulação constante daqueles que tem dedicadosuas vidas ao Santo Ministério, mas não satisfazem plenamente ao ponto de vistapedagógico, porque é ínfimo, o rendimento do aprendizado dos que participamdessas reuniões. Acontece muitas vezes a ocorrência de falta de professores oudoutrinadores em condições de satisfazerem às necessidades dos “alunos”. Quantoà escassez do tempo, é notória. Pois, há reuniões com a duração de três ouquatro dias... Como poderá um professor (ou doutrinador) desenvolver um tema ou“assunto” que o Espírito Santo lhe houver concedido para expor aos eventuais“alunos”? – E o resultado, são lacunas que todos conhecemos. Uns confundemDoutrina Bíblica com costumes. Outros continuam a dizer: no “campo” ondetrabalho a “doutrina”, é assim. Quando o certo deve ser, a Doutrina segundo aBíblia, a Palavra de Deus. E isso se dá justamente por falta de ensino. E faltaensino ou Doutrina, não por carência de doutrinadores nas Assembléias de Deus.Eles aí estão graças a Deus. Muitos, com chamados para esse Ministérioimportante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Têmsurgido nos últimos anos, “Escolas Bíblicas” em várias regiões do Brasil, mas,também, de um exíguo período. O ciclo dessas “Escolas Bíblicas” é pequeno,quando muito funcionam durante trinta dias, por ano. Algumas são freqüentadasaté por trezentos “Obreiros”, no entanto os “alunos” chegam em tempos e semanasdiferentes. Uns chegam no início e saem no meio, outros no meio e viajam nasemana seguinte. Não podem, com raras exceções, freqüentar o tempo suficiente,para melhor assimilação dos ensinos apresentados pelos professores. No términoda Escola, todos saem “alegres”, mas com pouco aproveitamento de essencial quefoi ensinado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Nãoqueremos menosprezar as “Escolas Bíblicas” ou reuniões de Estudos Bíblicos,como estão sendo realizados. O que desejamos deixar claro é que não estãosatisfazendo plenamente, dado o crescimento do Trabalho do Senhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Oque as Assembléias de Deus, precisam, e com urgência, é criar e organizar uma EscolaBíblica, permanente, que deverá ser instalada sem mais delongas, por uma&amp;nbsp; necessidade inadiável. O trabalho dasAssembléias de Deus, o seu desenvolvimento causa admiração a todos. Por issomesmo, está a exigir a criação imediata da Escola Bíblica, permanente, aqui noRio ou outra região de fácil acesso aos interessados. Nessa escola deverão serministradas as principais doutrinas, e, tanto quanto possível, outras matériasde conhecimento gerais. Uma Escola Bíblica onde possa haver um verdadeiro congraçamentodos Obreiros, produzindo como resultado um maior entendimento ministerial. Osprofessores, nós os temos. É uma questão apenas de proceder-se a uma seleçãodos abalizados servos de Deus, antigos Obreiros experientes, e outros, aindajovens, mas com a chamada e capacidade para o desenvolvimento de tão importantemissão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Naturalmente,não aceitamos nem estamos defendendo o princípio de que somente “passando” pelaEscola Bíblica, se poderá ser Pastor. Não, em absoluto. Ninguém deverá ir aescola Bíblica para “sair” Pastor. Porém, deverá freqüentá-la, estagiando porum prazo mínimo de seis meses, justamente por ser vocacionado e, talvez, jáconsagrado ao Santo Ministério. Cremos, segundo a palavra de Deus, que o Senhoré quem chama e envia. A Escola será o lugar onde aqueles que foram chamadospelo Senhor, terão oportunidade de receber melhor conhecimento da DoutrinaBásica e de comezinhos princípios tão necessários àqueles cujas vidas tem sidopostas nas mãos do Senhor, para a Obra do Ministério.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Acriação de uma Escola Bíblica, permanente, trará grandes benefícios, sanandofalhas existentes em nosso meio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Sendoum trabalho das Assembléias de Deus, no Brasil, um dos maiores trabalhosPentecostais do mundo, não podemos atinar com o motivo porque ainda não foicriada a Escola Bíblica, permanente. O trabalho Pentecostal, na Suécia é tomadopor alguns como modelo para o nosso aqui no Brasil, entretanto, nesteparticular, isto é, na criação de uma Escola ou Instituto, não quiseram seguiro seu exemplo. Há na Suécia, próximo a Estocolmo um Instituto Bíblico, a famosa“KAGGEHOLM”, onde missionários que são chamados para trabalhar fora, em paísesestrangeiros, fazem um estágio, um período de preparação. E nessa escolaBíblica (ou Instituto) em Estocolmo os candidatos a missionários estudam alémda Palavra de Deus, línguas, e até química... Há, também em Chicago, EstadosUnidos, um Instituto pertencente ao trabalho sueco naquele país, onde sãoministrados todas as matérias relacionadas com a doutrina bíblica e conhecimentosgerais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Ora,se as Escolas (ou Institutos) tem sido uma benção para os irmãos na Suécia enos EE.UU., por que não serão também no Brasil? Lá constituem uma benção, aquino Brasil?... Serão os Obreiros inferiores? Cremos que não. Pois um grandeeducador, diz: “As divergências de cultura decorrem das oportunidades desiguaisem desenvolvê-las”. E nós afirmamos que o fato de um povo habitar esta ouaquela região do globo não implica absolutamente em superioridade ou facilidadede assimilação dos indivíduos que o compõem. “De maneira alguma se podeavaliar, à justa, a cultura de um povo pelo ambiente fisiográfico”. Portanto,com a graça de Deus, todos os fatores contribuem para que criemos sem maisdetença, a Escola Bíblica, permanente. Tudo para honra e glória do Senhor JesusCristo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-6263265740545449886?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/6263265740545449886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/05/um-editorial-historico-e-polemico.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/6263265740545449886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/6263265740545449886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/05/um-editorial-historico-e-polemico.html' title='Um editorial histórico e polêmico'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/S_g1DPGJtrI/AAAAAAAAASM/T0kiHq81bO4/s72-c/a+serara.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-4048697762095114712</id><published>2010-03-27T16:54:00.001-03:00</published><updated>2011-11-21T22:46:09.835-02:00</updated><title type='text'>O Mito Fundador e as Assembleias de Deus no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Há alguns dias atrás, tive aoportunidade de ler em alguns blogs postagens sobre o lançamento do selocomemorativo do centenário das Assembléias de Deus no Brasil. O selo tem alogomarca oficial do centenário, porém em forma de um quebra-cabeça, querendo assimdemonstrar o grande mosaico que é a denominação, composta de vários ministériose convenções. No selo aparecem ainda quatro mãos que ajudam a montar oquebra-cabeça, o qual significa a unidade dos diversos segmentos da denominaçãoem torno do centenário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A iniciativa é louvável. O selorealmente é um símbolo da realidade de uma denominação que a cada dia que passamais se fragmenta, com ministérios e convenções concorrentes entre si, tendo àúnica coisa em comum a placa denominacional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas não é só o selo comemorativoque simboliza a tentativa de unir facções assembleianas em torno do centenário.Já há algum tempo a história da denominação tem sido um instrumento para dealguma forma, unir as igrejas em torno de objetivos comuns. Chamo à atençãopara o &lt;b&gt;“mito fundador”&lt;/b&gt; que seevidencia na história assembleiana e se chamam pioneiros ou missionáriossuecos, ou ainda atendem pelo nome de Daniel Berg e Gunnar Vingren.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/S7Yr69dtHsI/AAAAAAAAARs/WzwEsHwT9qY/s1600/banielgunna.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/S7Yr69dtHsI/AAAAAAAAARs/WzwEsHwT9qY/s320/banielgunna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Berg e Vingren: ícones de uma igreja fragmentada&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando se fala de mito, logo nosvem em mente a idéia de uma narrativa imaginária e fantástica de umacontecimento, ou seja, uma história fictícia. O chamado “mito fundador” é umconceito usado pela escritora Marilena Chauí não no sentido que sehabitualmente se conhece e usa, mas no sentido antropológico &lt;b&gt;&lt;i&gt;“noqual essa narrativa é a solução imaginária para tensões, conflitos econtradições que não encontram caminhos para serem resolvidos no nível darealidade”.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Segundo a autora o “mitofundador” impõe um &lt;b&gt;&lt;i&gt;“vínculo interno com o passado de origem, isto é, com um passado quenão cessa nunca, que se conserva perenemente presente...”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. (CHAUI 2000p.9)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alguns exemplos do mito fundadorem nossa sociedade são: Descobrimento do Brasil, os Bandeirantes, e a própriafundação da cidade de Joinville. Esses acontecimentos são fatos históricosreais, porém são utilizados de forma mítica para legitimar a nossa culturaocidental e européia, justificar o genocídio dos indígenas, e principalmenteentre outras coisas, assegurar o&lt;i&gt; status quo&lt;/i&gt; de um determinado grupo no poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim a cada ano que se passa omito sueco mais se faz presente no contexto assembleiano. Seja para legitimarlideranças, doutrinas e costumes, ou para conclamar a união de todos osministérios, pois afinal de contas todos os assembleianos têm nos suecos suaorigem espiritual comum. Basta verificar como a imagem dos pioneirosescandinavos é usada nos históricos das igrejas e convenções.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que essa supervalorização dosmissionários suecos esconde na verdade são as contradições e os muitos embatesque houve entre eles e os pastores brasileiros durante os primeiros anos e operíodo de formação das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Basta uma leitura atenta para oslivros de história da Assembléia de Deus no Brasil lançados pela própria CPADpara perceber como os pastores brasileiros pressionaram os suecos&amp;nbsp; em 1930 e exigiramuma maior participação nas decisões dentro da denominação. O risco de um cismaficou tão evidente, que Vingren foi buscar Lewis Petrus para mediar a primeiraConvenção Geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No livro História da ConvençãoGeral das Assembléias de Deus no Brasil é relatado um intenso debate ocorridoem 1947 entre as lideranças sobre a “superioridade dos missionários”. Nessaconvenção ficam evidentes as tensões entre os pastores nacionais e os suecos,pois as questões debatidas foram justamente sobre a liderança e pastorado dos escandinavosnas igrejas brasileiras. O desconforto e ressentimentos são visíveis em cadacolocação de ambos os lados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em toda a sua história ficatambém evidente, que a formação de certos ministérios e convenções daAssembléia de Deus, teve origem no nacionalismo de certos líderes, queprocuravam distinguir suas igrejas das dos suecos por serem elas conduzidas porpastores nacionais. Paulo Macalão e Ministério de Madureira é o caso maisconhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Porém a evidencia histórica quedesmonta a excessiva valorização do mito sueco no meio assembleiano é o caso deGunnar Vingren. Como bem observou em entrevista o sociólogo Gedeon Alencar,Vingren hoje é laureado com herói, mas foi voto vencido em todos os seusprojetos (principalmente na questão do ministério feminino na igreja).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É realmente uma ironia dahistória, que hoje os suecos sejam aclamados, celebrados e lembrados para semanter certa união dos ministérios (como disse Chauí sobre o mito fundador: é opassado que não cessa, é o vínculo), mas anteriormente eles foram à causa doinicio da fragmentação denominacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;È lógico que a formação dosprimeiros líderes se deve a esses homens. Até hoje a denominação carrega suasmarcas. Porém na proximidade do centenário, com sua evidente e escandalosafragmentação, a liderança procura de alguma forma “resgatar” símbolos, ícones eheróis para que; ainda que precariamente, manter uma unidade e legitimar sua liderança,a qual vive em processo de antropofagia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Somente uma breve e irônica observação:se fosse escolher um símbolo, escolheria a Torre de Babel para representar as Assembléiasde Deus no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;CHAUI, Marilena. &lt;b&gt;Brasil&lt;/b&gt;: mito fundador e sociedadeautoritária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;DANIEL,Silas.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;História da ConvençãoGeral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo&lt;i&gt;. In&lt;/i&gt;:____.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Nem anjos nemdemônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis:Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;gracaplena.blogspot.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-4048697762095114712?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/4048697762095114712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/03/o-mito-fundador-e-as-assembleias-de.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4048697762095114712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/4048697762095114712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/03/o-mito-fundador-e-as-assembleias-de.html' title='O Mito Fundador e as Assembleias de Deus no Brasil'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_b0Id6rNcAAo/S7Yr69dtHsI/AAAAAAAAARs/WzwEsHwT9qY/s72-c/banielgunna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-8437998849834302298</id><published>2010-01-30T16:53:00.001-02:00</published><updated>2011-11-21T22:44:51.203-02:00</updated><title type='text'>Incidente em Antares – Uma reflexão sobre a fé cristã</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YxqtDk7gkeQ/TsrwfQ6wffI/AAAAAAAABLE/deljL0Ckwr4/s1600/por-um-fio--.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://1.bp.blogspot.com/-YxqtDk7gkeQ/TsrwfQ6wffI/AAAAAAAABLE/deljL0Ckwr4/s320/por-um-fio--.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O livro &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Incidente em Antares&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; do grande e saudoso escritor gaúcho Érico Verissimoé sem dúvida alguma uma obra-prima da literatura nacional. É o tipo de livro,em que o autor nos convida a diversas reflexões políticas, filosóficas,sociológicas e... também teológicas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para quem nunca leu o romance e oconhece por ser simplesmente uma ficção onde mortos ressuscitam e se apresentamem decomposição na praça central da cidade, é necessário se esclarecer algunspontos e ressaltar certas lições de grande atualidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Antares é uma cidade fictícia, esua localização (também fictícia) é no Rio Grande do Sul. Ao relatar a origem edesenvolvimento de sua povoação, o escritor vai contando; através dessa cidade,um pouco da história do Brasil e do próprio Rio Grande do Sul. A ascensão edecadência do coronelismo nessa parte do país, bem como a dinâmica social, são retratadascom argúcia e inteligência pelo autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Antares é na verdade uma síntesedo Brasil na era do pré-golpe de 1964. Nela encontramos os antagonismos de umasociedade polarizada, dividida e em crise. Políticos conservadores, corruptos,lideres sindicais, divisão de classes, ricos insensíveis, favelas e pobrezaextrema, agitação social e política, são alguns dos elementos trabalhados peloo escritor para retratar o país (o macro) nesse microcosmo perdido em algumlugar em terras gaúchas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Dentro desse quadro depolarizações e radicalismo, encontramos também dois extremos da vivência da fécatólica. De um lado encontramos o Padre Gerôncio. Descrito com um sacerdoteidoso (daí o nome simbólico de Gerôncio), ele é a representação doconservadorismo religioso. Apegado aos valores antigos da religião católica,tem horror a mudanças que ameacem à ordem constituída. Reza suas missas comtotal dedicação, mas fecha os olhos aos problemas vitais do ser humano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No outro extremo nos éapresentado o padre Pedro Paulo. Descrito como jovem e “perigosamente bonito” éo símbolo da guinada que uma parte do catolicismo romano deu a partir dos anos60. Nele encontramos a chamada “opção preferencial pelos pobres”, pois além dejovem (contrastando com o velho Gerôncio) ele desenvolve seus trabalhos sociaise espirituais na Vila Operária e numa favela intitulada ironicamente deBabilônia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pedro Paulo é critico, moderno ecausa horror aos conservadores. Dispensa a batina e anda de sandálias, mangasde camisa e calça de brim. Participa de reuniões políticas e sindicais. Criticaa defasagem existente entre o acúmulo de riquezas por parte dos grandesestancieiros e a população subnutrida das favelas da região. Por essas razões échamado de “padre vermelho” pelos poderosos, ou seja, é identificado como umcomunista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sobre sua postura e ação pastoralele mesmo explica no romance: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“O importante é ser cristão. Mas dumcristianismo militante e não apenas teórico “simpatizante”. Sempre digo aovigário da Matriz de Antares: “Padre continue rezando pelos seus mortos que eucontinuarei lutando pelos nossos vivos. Nossa igreja é desse mundo”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por ser jovem e bonito (seriachamado hoje pela mídia de padre galã) Pedro Paulo faz sucesso com as mulheres,mas se mantém fiel a sua vocação. Porém como ninguém é de ferro, é revelado nocontexto da história uma paixão platônica vivida pelo jovem sacerdote.Valentina é o nome da mulher que deixa Pedro Paulo perturbado e confuso. Esposado juiz de Direito da cidade, Valentina é uma mulher de grande carisma ebeleza, porém esta “enjaulada” como diz o autor num casamento com um homemconservador e totalmente oposto a sua personalidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eles conversam muito, trocamidéias e livros, tem identificação mútua, mas é impossível vivenciar um amorreal. Pedro Paulo é fiel ao seu sacerdócio, à opção pelos pobres, e ela por suavez fiel ao seu casamento e aos filhos, mesmo tendo que se anular como pessoadentro dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Em certo ponto da história umamigo lhe questiona: como é sua fé em Deus? Tem ele dias e horas de dúvida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pedro Paulo responde sim que elesente angustias, desejos e muitas dúvidas. Revela que ao passar por um períodode crise escreveu uma carta confessional ao seu superior e diz com sinceridade:&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“sintoque minha fé está presa apenas por um fio”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;. A resposta é um bálsamopara ele, pois seu superior lhe diz que se alegrava em saber que sua fé estavapor “um fio” e lhe revela que na verdade não confiava em “fés inabaláveis” dotipo que se julgam com poder para deslocar montanhas. Seriam muito teatrais esuperficiais e ensina &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“O fio que prende a sua fé deve ser domelhor aço e portanto resistente e ao mesmo tempo flexível. Fé semflexibilidade, fé sem dúvida pode acabar em fanatismo”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Que grande lição encontramosnesse texto! Seria bom que os grandes pregadores da prosperidade lessem essareflexão. Pois o que se encontra nas mensagens atuais em sua maioria éjustamente o oposto. O cristão não pode ter dúvidas! Não pode ser humano! Suafé deve ser impermeável à dúvida ou qualquer coisa parecida. Não podequestionar. É massacrado psicologicamente e espiritualmente, e com certezalevado ao fanatismo, e desse fanatismo a uma decepção extrema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Todo evangelho pregado quedespreza a condição humana, que implanta no coração da humanidade uma ilusão de invencibilidade e de superpoderes é farsa e demagogia pura.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-8437998849834302298?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/8437998849834302298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/01/incidente-em-antares-uma-reflexao-sobre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/8437998849834302298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/8437998849834302298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/01/incidente-em-antares-uma-reflexao-sobre.html' title='Incidente em Antares – Uma reflexão sobre a fé cristã'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YxqtDk7gkeQ/TsrwfQ6wffI/AAAAAAAABLE/deljL0Ckwr4/s72-c/por-um-fio--.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-7613922797169133400</id><published>2010-01-19T00:27:00.003-02:00</published><updated>2011-11-21T22:40:52.320-02:00</updated><title type='text'>Uma entrevista histórica com o pastor José Pimentel de Carvalho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OUZdUqXxxAs/TsrvjRUpVTI/AAAAAAAABK8/f6Z5GMSyQ50/s1600/josc3a9-pimentel-de-carvalho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-OUZdUqXxxAs/TsrvjRUpVTI/AAAAAAAABK8/f6Z5GMSyQ50/s320/josc3a9-pimentel-de-carvalho.jpg" width="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: medium;"&gt;O pastor José Pimentel deCarvalho, presidente da Assembléia de Deus em Curitiba, é dos últimos obreirosainda vivo que conviveu com os pioneiros suecos antigos líderes das Assembléiasde Deus, e com outros pastores que fizeram história na denominação e ajudaram amoldar a igreja nesses quase cem anos de sua existência no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Presidente da CGADB por seismandatos e presidente da AD de Curitiba desde 1962, este ancião concedeu nofinal do ano de 1987 uma entrevista em Joinville ao periódico &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;“O Assembleiano”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. Na época no alto deseus 71 anos com 42 anos de ministério, ele expressou-se sobre alguns assuntosque ainda hoje geram polêmica dentro da denominação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Por ser um representante legítimode uma geração de obreiros quase que extinta, selecionei trechos da entrevistaonde em seguida faço alguns comentários para situar o leitor historicamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O Assembleiano: Há quarenta e dois anos, no início do seu pastorado,era mais fácil conduzir a igreja?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pimentel: Era mais fácil, porqueo crente respeitava mais a autoridade pastoral. Havia mais imposição e menosdiscussão, em torno de certos assuntos. Esses eram como regras estabelecidas eo crente obedecia ou era disciplinado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Tal situação somente era possível, pois agrande maioria de crentes eram pessoas simples, que aceitavam as regras deigreja de forma muito passiva. Certas interdições, proibições ou imposiçõeseram plenamente assimiladas por gente humilde, sem estudo e de condiçãomaterial limitada. Com o passar dos anos a igreja mudou seu perfil social.Membros com mais escolaridade e nível social maior tendem a questionar mais, seimpor mais e com isso causar certos conflitos dentro das igrejas. PastorPimentel estava vivendo esse momento de transição e se lembrava com certosaudosismo do tempo de irrestrita obediência as regras da igreja. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O Assembleiano: O senhor deve estar entrando, talvez, na sua últimadécada...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pimentel: Eu creio que sim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Ele cria, porém a crença não seconfirmou, pois esse senhor no presente momento com 94 anos de idade continuapresidindo a AD curitibana. Já são 65 anos de ministério e 42 anos de liderançana igreja da capital paranaense. Sua longevidade no pastorado da igreja em Curitiba o faz parecer um verdadeiro papa no exercício do seu pontificado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O Assembleiano: O senhor vê seu ministério mais aperfeiçoado, ou oconsidera no mesmo nível em que começou?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pimentel: Eu me sinto com umministério realizado, e tenho no meu coração uma dor muito grande pela obra deDeus. Eu fico preocupado quando observo esses pastores de laboratório...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O Assembleiano: O que o senhor entende por “pastores de laboratório”?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pimentel: Esses institutos, ondese fazem cursos rasos de teologia, pois não temos professores gabaritados, ondeas pessoas estudam durante &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="3 a" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;3 a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;4 anos e já aparecem como bacharéis em Teologia, quando conhecem muito pouco,mas que influenciam e ficam criando problemas para a obra (...) Esta produçãode pastores de laboratório está contribuindo para o surgimento de certos gruposque não se conformam comigo, com 42 anos de ministério. Não se conformam,porque pretendo manter aquela linha, até morrer, pois creio que a AD, que jáfez 75 anos de existência, deve continuar a ser igreja pentecostal, epentecostalismo não se mistura com o mundo. Então pretendo manter isto, osnovos pastores estão apoiando grupos de idéias avançadas para o mundo, comnovidades, inovações. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Como autêntico representante deuma época, pastor Pimentel ainda manifesta certas restrições aos institutosbíblicos. É evidente nesse ponto da entrevista a revelação entre o choque daslideranças mais antigas formadas junto aos pioneiros suecos e as novaslideranças moldadas nas instituições de ensino teológico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Vale à pena refletir: quaismudanças esses novos pastores queriam? Quais problemas geravam? Quais inovaçõesdesejavam?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;É inegável nesse ponto aconstatação de que grupos dentro da denominação ansiavam por mudanças etransformações, ou para atender novas gerações de crentes mais escolarizadas eem plena ascensão social, ou devido a forte concorrência de novas igrejaspentecostais onde as proibições e as questões de “usos e costumes” inexistiam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Outro dado importante é que aexpressão “pastores de laboratório” sempre foi usada pela antiga liderançaassembleiana para de forma pejorativa se criticar, impedir ou anular qualquertentativa de criação de institutos bíblicos entre as Assembléias de Deus noBrasil. O argumento era que esses institutos criariam obreiros artificiais emundanos, os quais estariam longe da “linha” de conduta ministerial dos pioneiros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O Assembleiano: O senhor tem sido o arquiteto da unidade da igreja,enquanto Presidente da Convenção nacional. É possível manter essa unidade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pimentel: Hoje eu estou apenasapreciando o cenário e estou verificando que talvez esse fracionamento sejairreversível, isto porque o desvirtuar da unidade começou há muito tempo, porvolta de 1940, de modo que convivi com o problema no Rio de Janeiro por 17anos. Já na época, não houve formas de voltar à unidade e esse desvioavolumou-se.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Pastor Pimentel iniciou seuministério no estado do Rio de Janeiro, e viu o surgimento de ministériosassembleianos que se tornaram concorrentes entre si. Debaixo da mesma placadenominacional brigas ferozes ocorreram na disputa por membros, ministros e decampos de trabalho. Ao se referir ao ano de 1940 como início da fragmentaçãoassembleiana, Pimentel estaria se reportando à fundação do ministério deMadureira por Paulo Leivas Macalão? É provável que sim, pois foi justamente em1941 que Madureira conseguiu sua autonomia jurídica em relação à AD de São Cristóvão,igreja a qual ele era filiado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Como bem observou, seguindo oexemplo de Madureira outros ministérios conquistaram sua autonomia, e aindahoje a fragmentação continua. Atualmente a Assembléia de Deus é uma grandedenominação fracionada em diversos ministérios que intensificaram ainda mais aconcorrência entre si. E não é somente isso. As diferenças litúrgicas eteológicas cada vez mais se acentuam, tornando a igreja uma verdadeira Babeleclesiástica, onde cada um fala a sua língua e se conduz como achar melhor oumais lucrativo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O ASSEMBLEIANO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;. Joinville ano II nº6 dez 87/jan.88 p.5&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-7613922797169133400?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/7613922797169133400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/01/uma-entrevista-historica-com-o-pastor.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/7613922797169133400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/7613922797169133400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2010/01/uma-entrevista-historica-com-o-pastor.html' title='Uma entrevista histórica com o pastor José Pimentel de Carvalho'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OUZdUqXxxAs/TsrvjRUpVTI/AAAAAAAABK8/f6Z5GMSyQ50/s72-c/josc3a9-pimentel-de-carvalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-6961504997019577502</id><published>2009-11-29T14:44:00.002-02:00</published><updated>2011-07-30T13:59:55.842-03:00</updated><title type='text'>Pentecostalismo e os afrodescendentes: diferenças e semelhanças entre os EUA e Brasil</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText	{mso-style-noshow:yes;	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:3.0cm 2.0cm 2.0cm 3.0cm;	mso-header-margin:35.45pt;	mso-footer-margin:35.45pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A história do pentecostalismo têm em suagênese forte participação dos negros, os quais desde os primórdios dessemovimento tiveram uma participação determinante para a disseminação dessa formade protestantismo popular. A participação dos negros é evidente, tanto nos EUAonde o movimento se iniciou, como no Brasil onde ele se propagou e em menos deum século arrebanhou milhões de fiéis de norte a sul do país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;O pentecostalismo é descendente dosavivamentos ocorridos dentro das denominações do protestantismo histórico nosséculo XVII e XVIII na Europa. Rejeitando a teologia e a prática de féformalista dessas denominações, grupos de fiéis começaram a buscar uma espiritualidademais profunda e intensa. Entre esses grupos se destacaram os quackres,metodistas e os pietistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Migrando daEuropa para os EUA, esses grupos com o passar dos anos, gerou dentro dasdenominações os chamados movimentos de santidade (&lt;i&gt;holiness&lt;/i&gt;), que no início do século XX já haviam causado divisõesentre as igrejas e desenvolvido entre seus membros duas crenças básicas: aatualidade do poder e dos dons do Espírito Santo, cujo sinal exterior era ofalar em línguas estranhas (glossolalia), e a crença de que o fim do mundoestava próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;É importantesalientar, que esses movimentos de santidade se espalharam por todos os EstadosUnidos, e vários ensinadores e teólogos surgiram nesse período, procurandopopularizar e sistematizar as crenças básicas do pentecostalismo moderno. Opentecostalismo desde o seu nascedouro então, é um movimento heterogêneo, tantoteologicamente como socialmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim foi quevolta de 1900, um pastor chamado Charles Parham difundiu em sua escola bíblicaem Kansas nos EUA o ensino da glossolalia como evidência do batismo com oEspírito Santo. Parham era um admirador do Ku-Klux-Klan, e permitia somente queseus alunos negros ouvissem suas aulas do lado de fora da porta. Entre essesnegros estava William Joseph Seymour de filiação batista, garçom de profissão efilho de ex-escravos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Ao receber osensinamentos de Paham, Seymour crê na mensagem ministrada em Kansas e se tornaum pregador da novidade teológica disseminada. Em 1906 ele é convidado parapregar em uma igreja negra &lt;i&gt;holiness&lt;/i&gt;em Los Angeles, a qual nesse período era a cidade que mais crescia no país eque concentrava um grande contingente de minorias e migrantes de várias partesdo mundo. Suas pregações sobre a atualidade dos dons espirituais e do batismocom o Espírito Santo causaram enorme sensação na igreja e na cidade, e anotícia de que um grande avivamento espiritual estava ocorrendo naquela igreja,aumentou em muito o público de ouvintes, forçando Seymour a alugar um antigogalpão que pertencia a uma outra denominação para realização de seus cultos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Freston assimresume a diversidade e as conseqüências desse movimento liderado por Seymour noinício do século XX em Los Angeles:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Da liderança multi-racial de Azuza Street, de 12"anciãos", pelo menos seis eram mulheres. A liderança de negros e demulheres é marcante nos primórdios do pentecostalismo. Pastores brancos do suliam a Los Angeles para receber as ministrações dos líderes negros. Mas essaconvivência, tão inusitada na época, não durou muito. O movimento pentecostal,originadamente concebido como uma renovação das igrejas independentes começou asolidificar-se em grupos independentes, separados por querelas doutrinárias.Dentro de cada segmento a separação racial se deu dentro de uma década. Osbrancos que haviam recebido a ordenação na Igreja de Deus em Cristo(predominantemente negra) saíram para fundar a Assembléia de Deus (quaseexclusivamente branca) em 1914. (FRESTON, 1995, p. 74-75).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Como sepercebe o pentecostalismo no início do século XX&amp;nbsp; foi um movimento que reuniu minorias emigrantes de várias partes do mundo, porém com o passar do tempo ainstitucionalização dos diferentes grupos em igrejas, evidenciaram as questõessociais e étnicas da sociedade na qual estavam inseridos. Brancos e negrosparticipantes do movimento pentecostal concordavam nas questões básicas dopentecostalismo, como o batismo no Espírito Santo e na atualidade dos donsespirituais, mas divergiam principalmente nas implicações políticas e sociaisda prática da fé, conforme nos diz Rolim:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Segundo estudiosos do pentecostalismo norte-americano,no movimento pentecostal dos negros a religiosidade de santificação se aliava econtinua se associando à luta política, carregando para seu seio tanto umpotencial de resistência à dominação econômica como a força da cultura negracom seus símbolos, canções e ritmos (...) Numa linha inteiramente diferente,mesmo oposta, o grupo pentecostal dos brancos estadunidenses deu particularênfase ao batismo do Espírito Santo (...) Não se cantava a libertação dooprimido. Antes louvava-se o poder do Espírito (...) A visão que os crentesbrancos tinham de Cristo e do Espírito Santo ia se tornando diferente da dosnegros pentecostais. (ROLIM 1985, p. 70). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;O certo é queenquanto os brancos se direcionavam para uma espiritualidade voltada para osagrado e um "reino que não é deste mundo", os negros faziam das suaspregações e cânticos uma forma de resistência política e cultural à sociedaderacista. Para eles "Deus é um ser implicado na História - em sua história- que reparará as injustiças cometidas pelos brancos"(HOLLENEGER 1976 apudROLIM, 1985, p. 70). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;O movimentopentecostal no Brasil iniciado em 1910 com a Congregação Cristã e com aAssembléia de Deus em 1911, herda já nos seus primórdios a forma de espiritualidadedos pentecostais brancos. Até por que seus fundadores eram migrantes europeusque trabalhavam nos EUA e tiveram contato com o avivamento iniciado &lt;st1:personname productid="em Los Angeles." w:st="on"&gt;em Los Angeles.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Mas as duasdenominações teriam em território brasileiro pregações e públicos distintos. ACongregação Cristã se voltaria exclusivamente para os imigrantes e descendentesde italianos concentrados no estado de São Paulo e estados limítrofes. AAssembléia de Deus fundada por dois suecos se organiza no Norte, maisprecisamente em Belém do Pará e dessa cidade se expande por todo Norte eNordeste, atingindo em pouco mais de vinte anos&amp;nbsp;todos os estados da federação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Ao contrárioda Congregação Cristã, que se concentrou em somente uma região, o crescimentoda Assembléia em seus primórdios segue a rota dos imigrantes nordestinos, osquais ao deixarem seus estados de origem, seguem em direção ao sul em busca demelhores condições de vida e trabalho. Sendo uma forma de protestantismopopular, com forte apelo emotivo e a uma espiritualidade subjetiva (longe doletramento e elitismo das igrejas protestantes históricas), o pentecostalismoencontra entre as camadas mais simples e abandonadas seu público alvo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Entre essasmassas se destaca grande parte dos descendentes de escravos, que uma vez libertadosem 13 de maio de 1888 migram das lavouras de café e partem para os centrosurbanos em busca de trabalho e melhores condições de vida. Soma-se ainda a essecontingente, os libertos que ficaram perambulando pelas ruas e avenidas dascidades em busca de sobrevivência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Segundo ohistoriador José G. de Moraes as reformas urbanas realizadas anos antes naentão capital da república, expulsou toda a massa de moradores que haviaocupado os cortiços e casarões abandonados, forçando-os a se deslocarem para osmorros e periferias da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;A maioria da população pobre e de classe média baixaque vivia na Cidade Velha deteriorada, ao enfrentar as obras de remodelamento eembelezamento, transferiu-se compulsoriamente para os morros contíguos aocentro ou para os subúrbios (...) A imensa maioria dos habitantes dessasregiões eram negros, mulatos e mestiços de toda espécie, de origem rural ouurbana. (MORAIS 1994, p. 59-60) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;São nessessubúrbios que os pregadores pentecostais mais conseguiram adeptos, e&amp;nbsp; essa recepção da mensagem pentecostal entreos descendentes de escravos seguramente até hoje é percebida, pois pesquisasfeitas na região metropolitana do Rio de Janeiro revelam que entre os membrosdas atuais igrejas pentecostais é constituída por mais de 50% de negros epardos. (FERNANDES 1998, P. 23)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Segundo MarcoDavi de Oliveira pastor batista e coordenador do Movimento Negro Evangélico, opentecostalismo com sua forma de culto, onde as expressões corporais,utilização de instrumentos regionais, hinos animados e participativos;propiciam a identificação da cultura negra com essa forma de protestantismopopular. Ainda segundo o escritor três aspectos da espiritualidade negra sãocontemplados na pentecostalidade: a espontaneidade, expansividade e a abnegação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;No livro"A religião mais negra do Brasil" Marco de Oliveira afirma ainda, combase em dados do IBGE que os afrodescendentes nas igrejas evangélicaspentecostais somam mais de oito milhões de adeptos, tendo somente a Assembléiade Deus mais de 50% de seus fiéis de origens negra. Porém para o referidoautor, de maneira geral, são poucos os líderes negros de expressão dentro dacomunidade pentecostal, refletindo segundo ele dentro das igrejas pentecostaisos preconceitos desenvolvidos e assimilados pela sociedade brasileira como umtodo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Pelo que sepercebe longe de haver uma separação entre igrejas de brancos e negros comoaconteceu e ainda acontece nos EUA, no Brasil o movimento pentecostalconquistou para si um grande contingente de membros afrodescendentes, deu aeles espaço, mas por outro assimilou as desigualdades latentes nessa mesmasociedade. Em suma, somente resgatou para si aspectos litúrgicos dopentecostalismo negro dos EUA, mas não as suas lutas políticas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Apesar de terdesenvolvido essa alienação das causas&amp;nbsp;negras e populares, dentro do próprio movimento existem vozes quereclamam e denunciam o afastamento do pentecostalismo de suas origenshistóricas, como é o caso da ex-ministra Benedita da Silva quando diz:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 1.9pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Eu não soumenos negra, menos consciente, porque sou pentecostal! Do meu ponto de vista,eu sou mais consciente, sou mais negra, porque eu sou pentecostal. Porque euconheço a história dos pentecostais, da luta dos pentecostais, no Brasil, setornaram de direita mas, na origem, eram um movimento altamente revolucionário(...) Eu resgato sempre historicamente o movimento dos pentecostais (...) Éimportante colocar que o pentecostalismo tem uma ação altamente revolucionária,e tem a ver com a negritude. O pentecostalismo é uma das linhas altamentediscriminadas dentro da religiosidade porque alegam que os pentecostais sãoignorantes, são aqueles que, não tendo conhecimento, se deixam levar. E édiscriminado também porque tem uma origem racial muito forte, tem muitosnegros. E quando o pentecostalismo chegou ao Brasil, ao invés de ele ter vindocom a força política progressista que possuía, mandaram para cá os missionáriosbrancos. Você não vê nenhuma manifestação de missionários negros por aqui!(...) Quando houve, então, a pregação do pentecostalismo no Brasil, atravésdesses missionários brancos, eles retiraram o potencial político e racial dosdiscursos. A pregação pentecostal ficou reduzida a colocar o homem e a mulher aserviço de Deus e do próximo. Houve uma espécie de alienação do pentecostalismo,mandando os seus fiéis não se meterem na política. (NOVOS ESTUDOS DO CEPRAP,novembro de 1995). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2cm 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: -4.1pt; text-align: justify;"&gt;ParaBenedita, portanto o movimento pentecostal ao ser transplantado da América doNorte para o Brasil por missionários brancos perdeu suas características deinclusão racial e política praticada em suas origens; a ex-senadora comentaainda sobre o fato de o pentecostalismo ter emergido de igrejas batistas e nãoter herdado dessa denominação alguns aspectos sociais e políticos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 1.9pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Essa não era a proposta dos pentecostais, pelocontrário. Os batistas, por exemplo, organizaram trabalhadores; a Bíblia é omaior &lt;i&gt;best-seller&lt;/i&gt; que você possaconhecer: as coisas que a Bíblia diz em termos de direitos! ; ela nos ensina emtodos os momentos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;(NOVOS ESTUDOS DOCEPRAP, novembro de 1995).&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 1.9pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 1.9pt 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;Portantodiante dessas afirmações pode-se refletir não só sobre as contribuições que acultura afro tem dado ao pentecostalismo no Brasil, mas também repensar se osespaços de liderança e poder nas denominações pentecostais de hoje, condizemcom a grande quantidade de membros ativos nesses grupos religiosos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 2cm; text-align: justify; text-indent: 4cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2cm 0.0001pt 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Fontes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin: 0cm 2cm 0.0001pt 4cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;ALENCAR,Gedeon. &lt;b&gt;Protestantismo Tupiniquim&lt;/b&gt;:hipóteses da (não) contribuição evangélica à cultura brasileira. São Paulo:Arte Editorial, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;ARAÚJO, Isaelde. &lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;.Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;FERNANDES,Rubem Cezar (org.) &lt;b&gt;Novo nascimento&lt;/b&gt;:os evangélicos em casa, na igreja e na política. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;FRESTON, Paul. BreveHistória do Pentecostalismo&lt;i&gt;. In&lt;/i&gt;: ANTONIAZZI,Alberto. &lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;;interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;MORAIS, JoséGeraldo Vinci de. &lt;b&gt;Cidade e culturaurbana na primeira república&lt;/b&gt;. São Paulo: Atual, 1994.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NOVOS ESTUDOS DO CEPRAP&lt;/b&gt;, novembro de 1995.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;OLIVEIRA,Marco Davi de. &lt;b&gt;A Religião mais negra doBrasil&lt;/b&gt;. São Paulo. Mundo Cristão, 2004.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;OLIVEIRA, Marco Davi de. Espiritualidade, Identidade e Cultura. In:BOMILCAR, Nelson. &lt;b&gt;O melhor daEspiritualidade Brasileira&lt;/b&gt;. São Paulo. Mundo Cristão, 2005.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-right: 1.9pt; text-align: justify;"&gt;ROLIM,Francisco Cartaxo. &lt;b&gt;Pentecostais noBrasil&lt;/b&gt;: uma interpretação sócio-religiosa. Rio de Janeiro: Vozes, 1985.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-6961504997019577502?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/6961504997019577502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/11/pentecostalismo-e-os-afrodescendentes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/6961504997019577502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/6961504997019577502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/11/pentecostalismo-e-os-afrodescendentes.html' title='Pentecostalismo e os afrodescendentes: diferenças e semelhanças entre os EUA e Brasil'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-1136946068524668105</id><published>2009-11-28T15:52:00.002-02:00</published><updated>2011-11-21T22:38:52.333-02:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus e a educação teológica: uma difícil aceitação (2º parte)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kdzTHLGMmtA/Tsru5C68iQI/AAAAAAAABK0/fTs30ORhliU/s1600/JP+Kolenda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-kdzTHLGMmtA/Tsru5C68iQI/AAAAAAAABK0/fTs30ORhliU/s1600/JP+Kolenda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Kolenda: incentivador do preparo teológico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Foi na Convenção Geral dasAssembléias de Deus em 1943 que o tema sobre educação teológica passou a serdebatido com mais intensidade. Paulo Macalão nessa convenção nacional sugeriu acriação de uma escola bíblica noturna, em dias da semana sem cultos na igreja,para não atrapalhar os obreiros em suas tarefas eclesiásticas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Lawrence Olson foi mais além, epropôs a criação de seminários e institutos bíblicos pelo país, mas foirechaçado pelo próprio Macalão, pois para o líder de Madureira seria"perigoso" investir em educação formal, com possibilidades de oobreiro cristão ficar somente no intelectualismo. Essa opinião de Paulo Macalãoseria sentida por Joanyr de Oliveira vinte anos mais tarde em Brasília, quando percebia,que ao insistir na necessidade de institutos bíblicos era como "pregar nodeserto". &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Percebe-se claramente nos relatosconvencionais, a plena consciência que os missionários tinham da necessidade demaior preparação dos obreiros. Porém queriam uma solução intermediária, ouseja, deveria o obreiro estar preparado para atender as carências da obra, maspor outro lado queriam evitar o intelectualismo teológico. Para esses pioneirosa prática, a experiência seria a grande escola teológica de um obreiro e não umseminário qualquer. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Apesar de os missionáriosamericanos relutarem e enfatizarem suas experiências, citando suas própriasformações como modelo, os convencionais preferiram o modelo de Escolas eSemanas Bíblicas como forma de preparação teológica. Nesta convenção ainda foiproposto por J. P. Kolenda os cursos bíblicos por correspondência, com umalista de livros predeterminada para leitura dos alunos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Porém os missionáriosnorte-americanos não desistiram da idéia da preparação teológica de obreirosatravés de seminários e institutos bíblicos. Na Convenção Geral de 1948 o temavoltou a ser debatido com mais intensidade pelos os obreiros, com divergênciasque perduraram por muitos anos dentro das Assembléias de Deus no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Foi a partir de uma pergunta domissionário sueco Leonard Pettersen que indagava sobre os meios de preparaçãopara obreiros, é que as discussões começaram. Fica evidente que no decorrer dareunião que os argumentos contra a criação de institutos bíblicos foram cadavez mais se avolumando. Expressões como permanecer no "colégio deJesus" para enfatizar a dependência que o obreiro somente deveria ter doEspírito Santo em sua preparação, e a observação de que os institutos bíblicosseriam uma "fábrica de pastores" foram já nessa época termosconsagrados para combater a educação teológica formal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Na verdade todo o debate tinhacomo alvo combater as intenções do missionário Kolenda, que defendia abertamentea necessidade do ensino teológico formal e a criação de institutos bíblicos. Nabiografia de Kolenda temos a informação de que em uma viagem aos Estados Unidos,ele havia conseguido uma generosa oferta de 20.000 dólares, a qual seriadestinada à compra de um prédio para início de um instituto bíblico paraobreiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Sabedores das intenções deKolenda, o qual além da proposta, já havia conseguido recursos materiais paraconcretização de seus objetivos, os missionários suecos; e não só eles, mastambém os obreiros brasileiros resolveram contra-atacar e não permitir acriação do instituto projetado por J. P. A divergência nesse assunto foi assimcomentada em sua biografia escrita por um sobrinho seu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Tio João se encontrava na Convenção Geral das Assembléiasde Deus em Natal, Brasil. Infelizmente, ele era o único missionárionorte-americano presente. Naquela ocasião sentiu muito a falta do irmãoLawrence Olson. Por outro lado, ali estavam nove missionários suecos. Tinhamouvido dizer que esses dois homens procuravam começar no Brasil o treinamentoatravés de institutos bíblicos, e estavam resolvidos a impedir a aprovaçãodessa obra (...) Tio João propôs na Convenção que institutos bíblicos fosseminiciados, mas cada vez que se levantava e falava, havia nove discursos dosseus irmãos suecos, manifestando-se contra a iniciativa proposta. (BRENDA 1984:119)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Tanto Kolenda, como os outrosmissionários norte-americanos tinham se comprometido a cooperar e a adotar osprincípios e métodos da obra existente. Essa foi à condição para a aceitação dapresença da missão americana nas Assembléias de Deus no Brasil, sendo assim, sequisessem trabalhar filiados a denominação, deveriam seguir as orientações daConvenção Geral. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Assim sendo, restou a Kolenda seconformar com a decisão dos convencionais, e a oferta financeira acabou nãosendo enviada, adiando em alguns anos a implantação do sonhado institutobíblico no Brasil. Ainda segundo o relato de seu sobrinho, assim se manifestouJ. P. Kolenda sobre esses acontecimentos e sua experiência com os suecos:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;"Esses preciosos homens de Deus", declaroutio João, referindo-se aos missionários suecos, "que foram usados por Deusde modo muito maravilhoso para fixar os alicerces das Assembléias de Deus noBrasil e estabelecê-las, temiam que o treinamento em institutos bíblicoslevasse os obreiros brasileiros a dependerem do seu conhecimento e capacidadeintelectual, ao invés de confiarem unicamente na direção do Espírito Santo e naPalavra de Deus". (BRENDA 1984: 119). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Kolenda reconhecia o valor dopioneirismo sueco, mas percebeu que firmados em conceitos e experiênciaspróprias, os missionários suecos nunca aprovariam um instituto bíblico, mesmoreconhecendo as grandes carências teológicas dos obreiros no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Somente em 1959, quase&amp;nbsp; dez anos depois é que um sobrinho de Kolenda,o missionário João Kolenda Lemos e sua esposa a americana Ruth Dorris Lemos,juntamente com alguns obreiros nacionais, fundaram o Ibad (Instituto Bíblicodas Assembléias de Deus), na cidade paulista de Pindamonhangaba, o qual, ironicamente apesar donome não recebeu apoio da cúpula&amp;nbsp;assembleiana. Em 1961, também a contragosto dos líderes assembleianos,foi fundado o Instituto Bíblico Pentecostal (IBP) na cidade do Rio de Janeiro,por iniciativa do norte-americano Lawrence Olson e do pastor Gilberto Malafaia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Com dois institutos bíblicos ematuação, a Convenção Geral, voltou a debater esse tema em 1966. O próprio JoãoKolenda nessa convenção defendeu; como seu tio no passado, sobre aimportância dessas instituições para a igreja evangélica no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, as opiniõescontrárias em muito excederam os argumentos em favor de tais instituições. Masnesse momento histórico, já se percebe certo apoio de algumas lideranças brasileiras(como no caso do pastor Alcebíades P. de Vasconcelos). Por já estarem emfuncionamento, e por prever uma discussão interminável, a Convenção Geral adiouos debates para os próximos encontros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Passados sete anos, na ConvençãoGeral de 1973, com a criação do Conselho de Educação e Cultura, é que o Ibadfoi oficialmente reconhecido pelas Assembléias de Deus no Brasil. Dois anosdepois, em 1975 foi à vez de o IBP receber seu aval da liderança assembleiana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Com o decorrer dos anos, muitosoutros institutos bíblicos de caráter regional foram fundados. Como nãoconseguiram barrar a criação das escolas de ensino teológico formal, aslideranças assembleianas passaram a formar em suas próprias igrejas esse novomodelo de educação bíblica. A adesão, muito mais que reconhecimento danecessidade de ministros realmente preparados, pode ter significado outrapercepção sobre os institutos pioneiros (Ibad / IBP), ou seja, evitar umdeslocamento geográfico de obreiros, e de que os seminários ditassem o futuroda igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes&lt;br /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Georgia; panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.apple-converted-space {mso-style-name:apple-converted-space;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.9pt 3.0cm 70.9pt 3.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;ARAÚJO,Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário doMovimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;BRENDA, Albert W. &lt;b&gt;Ouvi um recado do céu&lt;/b&gt;: biografia de J. P. Kolenda. Rio de Janeiro: CPAD 1984.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;DANIEL,Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da ConvençãoGeral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText {mso-style-noshow:yes; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.MsoFootnoteReference {mso-style-noshow:yes; vertical-align:super;}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História doPentecostalismo&lt;i&gt;. In&lt;/i&gt;: ____. &lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretaçõessociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;VASCONCELOS, Alcebiades Pereira. &lt;b&gt;Alcebiades Pereira Vasconcelos:&lt;/b&gt; estadista e embaixador da obra pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-1136946068524668105?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/1136946068524668105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/11/assembleia-de-deus-e-educacao-teologica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1136946068524668105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/1136946068524668105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/11/assembleia-de-deus-e-educacao-teologica.html' title='A Assembleia de Deus e a educação teológica: uma difícil aceitação (2º parte)'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kdzTHLGMmtA/Tsru5C68iQI/AAAAAAAABK0/fTs30ORhliU/s72-c/JP+Kolenda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-7132330311322287521</id><published>2009-11-07T15:54:00.003-02:00</published><updated>2011-07-30T13:56:13.698-03:00</updated><title type='text'>A Assembleia de Deus e a educação teológica: uma difícil aceitação</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;A morte da missionária RuthDorris Lemos no dia 23 de outubro de 2009, causou pesar em todo o Brasil devidoa grande contribuição que ela e seu esposo pastor João Kolenda Lemos deram aoavanço teológico entre as Assembleias de Deus no Brasil. Foi esse casal, com umgrupo de pastores brasileiros e missionários, que no ano de 1959 fundaram oInstituto Bíblico das Assembleias de Deus &lt;b&gt;(Ibad)&lt;/b&gt;em Pindamonhangaba &amp;nbsp;cidade do interior doestado de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;No ano da fundação dessa escolateológica, as Assembleias de Deus no Brasil possuíam templos espalhados portodo o país, 48 anos de existência, milhares de membros e obreiros, mas naquestão do ensino teológico sistematizado estava somente engatinhando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Quais as razões desse aparente atrasoeducacional? Seria a falta de recursos materiais para um projeto de educaçãoteológica formal, com a criação não de um, mas de vários institutos peloBrasil? Seria a falta de professores qualificados para ministrar os conteúdosbásicos das doutrinas bíblicas esposados pela denominação?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;As respostas a essas questões emuitas outras se encontram nas próprias origens sociais e religiosas dosmissionários suecos, pioneiros do trabalho pentecostal no país e na formaçãocultural dos primeiros pastores da Assembleia de Deus no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;O sociólogo Paul Freston destacao contexto cultural e religioso vivido pelos missionários em seu país natal,para explicar o temor que esses senhores possuíam em relação ao ensinoteológico formal. Segundo esse autor a Igreja Luterana, que era também umaigreja estatal, ou seja, uma denominação controlada pelo Estado sueco, possuíaum clero social e politicamente de alto &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;com uma teologia liberal, a qual se chocava frontalmente com os princípiosclássicos de interpretação da Bíblia Sagrada e discriminava as minoriasreligiosas (os suecos em sua&amp;nbsp; maioriapertenciam à denominação batista, na qual muitos membros ou igrejas inteirasaderiram ao movimento pentecostal).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://avisofinal.files.wordpress.com/2009/07/missionarios-suecos-e-obreiros-nacionais-reunidos-em-escola-biblica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://avisofinal.files.wordpress.com/2009/07/missionarios-suecos-e-obreiros-nacionais-reunidos-em-escola-biblica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Missionários suecos: resistência à erudição teológica&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Para os pioneiros suecos palavrascomo: seminário, instituto ou qualquer coisa semelhante a ensino teológicoformal sugestionava, frieza, formalismo ou mundanismo espiritual. Esse era oambiente de educação teológica vivido por eles em sua nação de origem. Como observouFreston os suecos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Haviamexperimentado um Estado unitário no qual uma cultura cosmopolita homogênea nãopermitia à dissidência religiosa a construção de uma base cultural capaz deresistir à influência metropolitana. Por isso, eram portadores de &lt;b&gt;uma &lt;i&gt;religiãoleiga e contracultural, resistentes à erudição teológica e modesta nas aspiraçõessociais.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; (FRESTON 1994: 78) Grifou-se&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;O contexto brasileiro tambémajudou a reforçar os preconceitos dos suecos com relação ao ensino de teologiaformal, pois os primeiros pastores das Assembleias de Deus no Brasil possuíamhumildes origens rurais. Eram senhores limitados em seus horizontes culturais esociais. Soma-se a isso ainda as primeiras perseguições movidas por parte doclero romano que tanto sofrimento causou aos primeiros crentes e obreiros. Ospadres, bispos e demais oficiais católicos também possuíam (e ainda possuem)formação em seminários mantidos pela igreja católica, estudavam anos até obterpermissão para celebrarem missas ou qualquer outro sacramento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Ao contrário os crentes ao seconverterem à fé pentecostal logo podiam pregar,&amp;nbsp; &amp;nbsp;testemunhar e participar do ministérioevangélico. A revelação do Espírito Santo e o desejo de comunicar a nova féfaziam-os sobrepujar os ministros católicos em experiências espirituais e emconhecimentos. Então expressões como seminários, teologia e institutos eramtermos que indicavam certa erudição estéril, idólatra e apócrifa em oposição àfé pentecostal; mais frutífera, obediente e verdadeira para com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Para os suecos o modelo deeducação teológica ideal era os das escolas bíblicas, de poucas semanas e semdiplomas. Esse modelo de ensino é o que prevalecia nas Assembleias de Deus noBrasil, e ainda hoje é muito utilizado para preparação e treinamento deobreiros na denominação. Algumas dessas reuniões de ensino são extremamente valorizadasnas igrejas e ministérios assembleianos regionais espalhados pelo país afora;com um detalhe: os alunos que completam o ciclo de matérias ministradas nessesencontros são diplomados pela organização do evento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;As primeiras propostas e apreocupação com a educação teológica formal de obreiros começaram a seintensificar com a chegada dos primeiros missionários norte - americanos aopaís por volta dos anos 30. Missionários como J. P. Kolenda, Nels LawrenceOlson, Virgil Smith (todos com formação teológica em institutos bíblicos) entreoutros, começaram a defender a criação dos institutos em terras brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses obreiros com formação teológica nos EUA e visão diferenciada dos suecos nas questões de ensino eclesiástico, passaram a travar verdadeiros combates nas Convenções Gerais, tentando convencer os missionários suecos e a liderança brasileira da necessidade e urgência da criação de institutos bíblicos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse assunto fica para outra postagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:Georgia;	panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.apple-converted-space	{mso-style-name:apple-converted-space;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;ARAÚJO,Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário doMovimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;DANIEL,Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da ConvençãoGeral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo&lt;i&gt;. In&lt;/i&gt;:____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;;interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-7132330311322287521?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/7132330311322287521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/11/morte-da-missionaria-ruth-dorris-lemos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/7132330311322287521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/7132330311322287521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/11/morte-da-missionaria-ruth-dorris-lemos.html' title='A Assembleia de Deus e a educação teológica: uma difícil aceitação'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-8806274854643910880</id><published>2009-10-31T15:37:00.004-02:00</published><updated>2011-11-21T22:35:20.392-02:00</updated><title type='text'>Paulo Leivas Macalão - um líder e vários olhares / 3º parte</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Georgia; panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.apple-converted-space {mso-style-name:apple-converted-space;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.9pt 3.0cm 70.9pt 3.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2g94YGhtRYM/TsruQYPPL-I/AAAAAAAABKs/FPA9jXa9T0s/s1600/paulo_macalao3.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-2g94YGhtRYM/TsruQYPPL-I/AAAAAAAABKs/FPA9jXa9T0s/s1600/paulo_macalao3.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém, uma das descrições mais reveladoras da personalidade de Paulo Leivas Macalão é feita pelo jornalista Jason Tércio em seu livro &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;"Os Escolhidos - A saga dos evangélicos na construção de Brasília&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;". Nessa obra o escritor relata o pioneirismo dos membros e obreiros de diversas denominações evangélicas na tarefa de erguer e implantar trabalhos na nascente capital brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Entre as denominações, obviamente encontramos a Assembleia de Deus. Por ser a futura capital do Brasil com possibilidades enormes de crescimento e estratégica para qualquer denominação, os ministérios assembleianos passaram a investir nessa região.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Macalão aproveita uma visita feita em uma inauguração, para propor a filiação de uma congregação aberta pelo pastor Antônio Carneiro ao seu ministério. Essa visita é contada por Tércio que assim descreve o patriarca de Madureira:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Baixo, corpulento, era um dos principais líderes da Assembléia de Deus no Brasil, tendo expandido seu trabalho evangélico com proverbial rigidez. Obreiros de seu ministério que demonstrassem personalismo e um mínimo de independência eram severamente repreendidos, às vezes punidos com transferência para outra igreja ou simplesmente excluídos. Se ele não simpatizasse com alguém ou percebesse que o crente pretendia apenas usar sua influência, Macalão o neutralizava com um gesto simples, porém bastante eficaz - cumprimentava com as pontas dos dedos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Em poucos anos ele formara uma inaudita legião de seguidores, dando início a uma nova vertente da Assembléia de Deus. Inflexível nas decisões, provocava polêmicas com seu espírito expansionista e conservador, impondo controle moral sobre a conduta de seu rebanho (Tércio 1997: 109).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;Ainda sobre seu estilo de pregação o autor nos conta em outro trecho:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&amp;nbsp;...Orador mediano, Macalão cativava seus ouvintes entremeando histórias pitorescas nos sermões, com uma voz bem modulada, diminuindo de tom e de repente se elevando, num ímpeto que às vezes assustava alguém distraído, e fazia os fiéis emitirem vibrantes "aleluias"! (Tércio 1997: 112)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; margin-left: 4cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Ao relatar esses aspectos de Paulo Macalão, o escritor resgata assim um pouco do que a história denominacional não o fez. É revelado assim um pouco mais sobre o líder de Madureira, bem como a personalidade polêmica e autoritária mostrada em outras publicações, é de certa forma corroborada com o texto de Tércio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Outro detalhe interessante revelado era sua forma de pregar ao povo crente. Seu carisma e seu domínio de público se tornam evidentes, não lembrando a descrição das mensagens de seu início de carreira, onde se diz que Macalão pregava com virulência e como que às pressas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Nas páginas a seguir, Macalão aparece com desenvoltura política e faz uma barganha, que aos olhos de qualquer leigo parece um sacrilégio: simplesmente oferece outra congregação para o pastor Antônio Carneiro em troca daquela que se acabava de abrir. É irônico o trecho no qual Macalão, para vencer a resistência de Carneiro, apela para uma suposta revelação para atingir seus objetivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Anos mais tarde, com o trabalho já estabilizado, Paulo Leivas projeta construir em Brasília o maior e melhor templo das Assembléias de Deus no Brasil até aquela data, demonstrando mais uma vez sua ousadia e determinação que lhe eram próprios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Paulo Macalão morreu no dia 26 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade. O ministério conduzido por ele até a morte continua se expandindo. Passados apenas sete anos de seu falecimento o Ministério de Madureira, depois de muitas disputas dentro da CGADB, se desligou completamente e agora prossegue com sua própria convenção nacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Esse pequeno estudo da vida desse homem teve como objetivo com as fontes disponíveis no momento, traçar um perfil um pouco mais humanizado do patriarca de Madureira. A riqueza em estudar a vida de Macalão, consiste justamente em juntar todos esses fragmentos biográficos e perceber que atrás do mito, havia uma personalidade polêmica e ousada que construiu um grande ministério e ajudou a Assembléia de Deus a ser o que é; para o bem ou para o mal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;Fontes: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;ARAÚJO, Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário do Movimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;DANIEL, Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo&lt;i&gt;. In&lt;/i&gt;: ____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;; interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;TÉRCIO, Jason. &lt;strong&gt;Os Escolhidos&lt;/strong&gt; - a saga dos evangélicos &lt;personname productid="em Bras￭lia. Bras￭lia" w:st="on"&gt;em Brasília. Brasília&lt;/personname&gt;: Coronário, 1997.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;VASCONCELOS, Alcebiades Pereira.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Alcebiades Pereira Vasconcelos&lt;/b&gt;: estadista e embaixador da obra pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-8806274854643910880?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/8806274854643910880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/10/paulo-leivas-macalao-um-lider-e-varios_3950.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/8806274854643910880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/8806274854643910880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/10/paulo-leivas-macalao-um-lider-e-varios_3950.html' title='Paulo Leivas Macalão - um líder e vários olhares / 3º parte'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2g94YGhtRYM/TsruQYPPL-I/AAAAAAAABKs/FPA9jXa9T0s/s72-c/paulo_macalao3.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-6377728502221105247</id><published>2009-10-31T15:25:00.003-02:00</published><updated>2011-11-21T22:32:46.231-02:00</updated><title type='text'>Paulo Leivas Macalão - um líder e vários olhares / 2º parte</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JhpT2PIVRrI/Tsrtn6F-ZAI/AAAAAAAABKk/otigU13ARFE/s1600/pauloleivas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-JhpT2PIVRrI/Tsrtn6F-ZAI/AAAAAAAABKk/otigU13ARFE/s320/pauloleivas.jpg" width="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sobre Paulo Macalão, encontramos dentrodas biografias oficiais alguns dados que podem ajudar a explicar seupioneirismo nas Assembléias de Deus, e a independência de seu ministério já nosidos dos anos 30.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Um dos autores que analisou (ainda que deforma concisa a trajetória de Macalão) foi Paul Freston, sociólogo ehistoriador evangélico. Freston ressalta as origens atípicas de PLM paraexplicar a sua autonomia em relação aos missionários suecos com quem eletrabalhou. Para o historiador, por ser filho de um general, de família e educaçãoculta, e com um futuro promissor nas Forças Armadas, Macalão demonstrava umstatus social visivelmente superior se comparado com os próprios suecos e osobreiros brasileiros. Para Freston "Macalão era um gaúcho numa igreja denortistas e nordestinos. Era filho de general, numa igreja de pobres. Mas,longe de levar a AD a subir de nível social, ele tornou-se o líder absoluto dosmais miseráveis".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Sua formação militar, seu rigorismo eautonomia logo se refletiram em suas pregações, e o levaram a entrar em choquecom os suecos, que por sua vez o permitiram formar um novo ministério naincipiente AD dos anos 30. Dos dados oficiais encontramos uma observação muitointeressante sobre Macalão para comprovar esse fato quando se diz:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;A força com que pregava a convicção comque dirigia seus ataques violentos contra o pecado, vinham sendo, há um tempo motivosde censura por parte daqueles que não viam no evangelho algo que tivesse de serpregado daquela maneira, às pressas e com autoridade até nunca vista. &amp;nbsp;Censurado e incompreendido, o irmão Paulo, emsetembro de 1926, decidiu pregar exclusivamente nos subúrbios da Central... (ARAÙJO: 438)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 4cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Percebe-se nessa informação o desacordoentre ele e alguns irmãos da igreja sobre sua forma de pregar. Possivelmenteessa discordância foi com a liderança de São Cristóvão, representadosprincipalmente em seu pastor Gunnar Vingren e em sua esposa Frida. PauloMacalão além de um dos primeiros membros da igreja foi também o formador daprimeira banda de música da congregação e secretário de Vingren.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Porém a postura ousada e dinâmica dessejovem de classe média se manifestava não só nas pregações, mas também nasatitudes que desagradavam aos suecos. Gunnar Vingren já no ano de 1929 fez afamosa anotação em seu diário; registro esse que é usado pelo escritor SilasDaniel no livro "História da Convenção Geral das Assembléias de Deus noBrasil" para revelar o caráter autônomo de Macalão e do ministério formadopor ele. Segundo as&amp;nbsp; anotações dopioneiro assembleiano Macalão teria batizado crentes no subúrbio do Rio sem lhecomunicar e observou "Ele é muito independente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Mas como o movimento pentecostal estavaem seu nascedouro, não havia estruturas denominacionais formadas, e assim ainiciativa de Paulo Leivas de se aventurar pela periferia da cidade, pregando eabrindo novas congregações não pareceu um sinal de formar uma nova denominação,e sim um novo ministério.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Quem sabe foi a melhor solução, poisMacalão trabalhou com os suecos por bom período e as divergências já deviam virde algum tempo. Ficaria ele agora livre para evangelizar os bairros carentes doRio de Janeiro, abrir congregações e consolidar sua liderança na Zona Norte dacidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Freston também aponta um detalheinteressante na trajetória de Macalão que nos ajuda a entender a própriahistória do Ministério de Madureira. Segundo esse autor a influência donacionalismo seria um dos motivos para que Paulo Leivas (que durante toda a suavida manteve vínculos como os militares) cultivasse certa autonomia oudesconfiança em relação aos missionários suecos. Afinal esse mesmo sentimentonacionalista levou em 1930 os pastores brasileiros a reivindicarem a liderançadas principais igrejas no país, deslocando os suecos para a região sul.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Outra observação importante feita porDaniel é o fato das igrejas lideradas por Paulo Macalão serem mais rígidas emrelação a usos e costumes dos que as subordinadas aos suecos, gerando desde osprimórdios a distinção "Madureira" e "Missão" paraidentificar os respectivos ministérios. Essa diferenciação de ministérios peloque se entende estava ligada não só a questão de costumes, mas também aosentimento nacionalista. As igrejas dirigidas por suecos eram; além de seremmais liberais, também controladas por estrangeiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Tudo isso ajudava, de uma maneira ou outra adar a Macalão destaque e liderança entre as igrejas no Rio de Janeiro, pois sedeve considerar que a principal Assembléia de Deus na cidade (Campo de SãoCristóvão) fundada em 1923 somente veio a ser pastoreada por brasileiros em fimdos anos 50, ou seja, mais de trinta anos depois de seu início.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Ainda no livro da História da CGADB,Macalão aparece como centro de várias discussões sobre o desrespeito as normasconvencionais onde estabeleciam limites aos ministérios (jurisdiçãoeclesiástica) em seus campos de trabalho. Ficam evidentes nas páginas dessaobra as discussões, ambições, calunias e jogo de interesses eclesiásticos nãosó por parte de Macalão, mas de outros líderes assembleianos. Mas fica claro tambémque o expansionismo de Madureira e a forte personalidade de seu fundador incomodavama todos os líderes, e as pacificações dos conflitos foram ficando maiscomplicadas com o passar do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Nesses debates surge o lado inflexível,rígido e opiniático do "Apóstolo do Século XX". Seu pioneirismo tãolouvado em outros escritos oficiais é retratado nessa obra como "invasãode campo" e puro expansionismo. Várias páginas revelam um Macalãointransigente, onde por discordâncias ministeriais ele deixou de ir a umaConvenção Geral para demonstrar seu desgosto, em outra convenção ele rebatecalúnias e difamações e apresenta documentos e versões que são colocados emdúvida por outros pastores. Em outra reunião nacional ele ameaça que se não forresolvida uma questão envolvendo o Ministério de Madureira, abrir uma igreja emoutro estado fora de sua jurisdição eclesiástica, gerando com isso maispolêmicas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Já no início dos anos 70, um sériodesentendimento ministerial com o pastor Túlio Barros, levou os convencionais amediarem um acordo e um encontro público de perdão, onde uma visita mútua seriafeita entre os líderes de Madureira e São Cristóvão. Deve-se imaginar arepercussão de tal desacordo, que envolveu cartas escritas com termos duros, mudançade pastor, extinção de convenção criada em Brasília e culto específico parareconciliação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Nesse ínterim de polêmicas e acirradasdiscussões, Paulo Macalão constrói em 1953 o majestoso templo sede de Madureirano Rio. Edificado com grande esforço dos fiéis, o templo de amplasdependências, estilo gótico e exuberantes vitrais eram e ainda é considerado umdos templos mais belos entre as Assembléias de Deus no Brasil. Na inauguraçãoas presenças de autoridades e de milhares de crentes davam a todos dimensão daforça e liderança de seu ministério perante as outras igrejas co-irmãs.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Em 1958 funda a Convenção Nacional deMinistros de Madureira unindo juridicamente o ministério e segundo asinformações oficiais tinha a intenção de com isso evitar a divisão do trabalhopelo Brasil. Macalão fez isso justamente num momento em que as Assembléias deDeus começavam a se fragmentar em vários ministérios, que eram criados em tornode lideranças personalistas como ele próprio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Só para se ter a idéia de como ele sepreveniu; o Ministério de São Cristóvão um ano depois, portanto em 1959 atravésde seu pastor Alcebíades Vasconcelos resolveu dar autonomia a determinadascongregações, pois segundo o próprio Alcebíades em suas memórias, as igrejasfatalmente iriam se desligar de São Cristóvão devido a insubordinação de seuspresbíteros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;O ministério de São Cristóvão se fragmentou,outros ministérios seguiriam esse caminho, mas enquanto isso acontecia PauloLeivas conduzia com vigilância e rigidez o Ministério de Madureira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Fontes:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Georgia; panose-1:2 4 5 2 5 4 5 2 3 3; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:647 0 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.apple-converted-space {mso-style-name:apple-converted-space;}@page Section1 {size:595.3pt 841.9pt; margin:70.9pt 3.0cm 70.9pt 3.0cm; mso-header-margin:35.45pt; mso-footer-margin:35.45pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;ARAÚJO,Isael de.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Dicionário doMovimento Pentecostal&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;DANIEL,Silas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;História da ConvençãoGeral das Assembléias de Deus no Brasil&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;FRESTON, Paul. Breve História do Pentecostalismo&lt;i&gt;. In&lt;/i&gt;:____.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Nem anjos nem demônios&lt;/b&gt;;interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis: Vozes, 1994.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;VASCONCELOS, Alcebiades Pereira. &lt;b&gt;Alcebiades Pereira Vasconcelos&lt;/b&gt;: estadista e embaixador da obra pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: 15pt; margin-right: 53.85pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7505139751974988711-6377728502221105247?l=mariosergiohistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/feeds/6377728502221105247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/10/paulo-leivas-macalao-um-lider-e-varios_31.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/6377728502221105247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7505139751974988711/posts/default/6377728502221105247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariosergiohistoria.blogspot.com/2009/10/paulo-leivas-macalao-um-lider-e-varios_31.html' title='Paulo Leivas Macalão - um líder e vários olhares / 2º parte'/><author><name>Mario Sérgio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07617718102913939899</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://3.bp.blogspot.com/-8nJgpaiN4B4/TlKnDxAT6oI/AAAAAAAAAlQ/IVz1kNhHZmo/s220/Imagem%2B134.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JhpT2PIVRrI/Tsrtn6F-ZAI/AAAAAAAABKk/otigU13ARFE/s72-c/pauloleivas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7505139751974988711.post-6551591171088779487</id><published>2009-10-31T15:00:00.004-02:00</published><updated>2011-07-19T23:06:21.746-03:00</updated><title type='text'>Paulo Leivas Macalão - um líder e vários olhares</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUSOGER%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Todo crente assembleiano ao participar dos cultos e dos cânticos congregacionais, e ao manusear seu hinário, logo fica familiarizado com as iniciais do seguinte autor &lt;b&gt;P. L. M.&lt;/b&gt; As iniciais do pastor Paulo Leivas Macalão (1903-1982) estão presentes em 54 composições de sua autoria e em outras 190 versões que totalizam 244 hinos, ou seja, 38% dos 640 da atual Harpa Cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="display: none;"&gt;esposiçlizando 244 hinosa e Leivas Macalarizado&amp;nbsp; e c&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Ao pesquisar sua história de vida, logo o curioso assembleiano verificará que esse senhor falecido a mais de um quarto de século foi um dos grandes líderes da Assembléia de Deus no Brasil e fundador de uma das maiores ramificações ministeriais da denominação nesse país: o Ministério de Madureira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/86/Paulo_Leivas_Macal%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/86/Paulo_Leivas_Macal%C3%A3o.jpg" width="139" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;Os dados biográficos sobre Paulo Macalão se encontram com fartura na literatura da denominação. Após a sua morte ocorrida em 26 de agosto de 1982, dois livros sobre sua vida e obra foram lançados. O primeiro de autoria de Jefferson Magno "&lt;b&gt;&lt;i&gt;Paulo Macalão&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;i&gt;- A chamada que Deus confirmou&lt;/i&gt;" foi lançado um ano depois de seu falecimento. Três anos depois sua viúva Zélia Brito Macalão (1907-1988) publicou outro livro biográfico intitulado "&lt;b&gt;&lt;i&gt;Traços da vida de Paulo Leivas Macalão&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;". Ambos os livros foram publicados pela Casa Publicadora das Assemb
