sábado, 26 de novembro de 2016

Rede Latino Americana de Estudos Pentecostais (RELEP)

Em 1998, quatro pesquisadores pentecostais (oriundos do México, Brasil, Chile e Peru) se encontraram na Cidade do México para articular uma rede de estudos sobre o pentecostalismo na América Latina.

Assim foi criada a Rede Latino-americana de Estudos Pentecostais (RELEP). Segundo a página oficial o RELEP "é uma instância continental de produção e difusão de pesquisas sobre os pentecostalismos observados na América Latina".

Seus pesquisadores são pentecostais que desenvolvem estudos em diferentes áreas do conhecimento: ciências da religião, teologia, história, sociologia, antropologia, educação, etc. Desde sua primeira edição no Chile em 1999, outros encontros foram realizados na Costa Rica (2002), mais duas vezes no Chile (2008 e 2009) e Equador (2011).

RELEP: edição no Panamá

O Núcleo Brasil do RELEP é coordenado pelo Dr. David Mesquiati de Oliveira e três eventos nacionais já foram realizados. O primeiro deles em 2012 foi em Arujá (SP) e o segundo em 2014 em São Paulo (SP). O terceiro encontro ocorreu em julho de 2016 em Florianópolis (SC). A cada encontro o número de apresentações e a diversidade dos temas abordados aumenta, pois o movimento pentecostal proporciona aos pesquisadores muitas leituras e questionamentos.

Ainda entre os dias 24 a 26 de novembro de 2016, ocorreu mais um RELEP latino-americano. Desta vez o país escolhido foi o Panamá. Cerca de 50 participantes de toda a América Latina se fizeram presentes. O Brasil se fez representar com os seguintes pesquisadores: Gedeon Alencar, Claiton Pommerening, Marina Santos Correa, Ângela Maringoli, David Mesquiati, Maxwell Fajardo, Eunice Rios, Ruth Rios, Donizete Rodrigues, Saulo de Tarso Cerqueira e Paulo Ayres Mattos.

Pesquisadores do RELEP no Panamá

Para Claiton Pommerening, pastor na AD em Joinville (SC) e doutor em Teologia, o encontro "está sendo um momento para refletir sobre nossa teologia, história, sociologia e inserção do pentecostalismo na sociedade, bem como proposições e desafios a serem enfrentados".

Ainda segundo Gedeon Alencar, doutor em sociologia "o RELEP tem uma especificidade: são acadêmicos pentecostais falando do pentecostalismo. São doutores em teologia, história, sociologia, ciências da religião com uma grande produção acadêmica. Tem aqui pesquisadores de diversos países latinos do México ao Chile. Do Brasil temos 12 participantes, dos quais 9 são doutores".

Tal diversidade de pesquisadores é uma oportunidade de se "repensar o pentecostalismo, e suas experiências, independentemente de modelos de igrejas. Outra coisa que está sendo muito discutido é a unidade entre pentecostais" - afirmou Marina Correa, doutora em Ciências da Religião e uma das participantes do encontro.

Unidade na diversidade e desafios do pentecostalismo: essa é a tônica dos seminários. Experiências e estudos sendo compartilhados em debate de alto nível. Essa é a marca do RELEP. Que venham outros encontros e novas participações, pois o pentecostalismo no Brasil e na América Latina merece esse olhar plural das ciências sociais e humanas.

Para mais informações sobre os objetivos, publicações e sobre seus membros acesse relepnucleobrasil.blogspot.com.br.

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